2.11.11

O Francisco joga à bola, é capaz de se "safar"...



"O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre, defende que os jovens que se encontrem no desemprego devem “sair da zona de conforto” e partir “além fronteiras”.


"A notícia veio assim mesmo, do nada, do invisível das coisas boas, gentis, simpáticas, e eu deixei-me ficar em sossego mas pensativo sobre o rumo que a família há-de tomar nas vésperas de uma capicua de primaveras, que espero festejar em breve com meio quartilho ao almoço.


O assunto “não tem a haver comigo”, estou distante da juventude, mas tenho filhos e netos, os primeiros “já encaminhados”, como se diz por aqui, e as crianças nos bancos da escola dos "mais pequenos" (excepto o Gonçalo, que já é "grande" e está numa "escola dos grandes", na Universidade...).


Tenho para mim que o senhor Miguel Mestre conhece mal a História; de outro modo, lembrar-se-ia que as “nossas” províncias ultramarinas foram entregues aos seus proprietários logo a seguir à “Revolução dos Cravos”. Portanto, a antiga África portuguesa não pode ser o destino à escala dos milhares; a maior parte dos países da Europa estão pelas ruas da amargura, a América do Norte também, e mais para o Sul não se pode embarcar sem “mais nem menos”.Talvez as arábias, mas não é aconselhável…


Obviamente, há mais destinos a levar em conta se os meus filhos (e netos) tomarem a decisão de seguir os sábios e altruístas conselhos do senhor Mestre, a quem compete DIZER de viva voz onde estão as portas escancaradas para outra “zona de conforto” (“zona de conforto” é uma frase bonita e “confortável”, como se fosse um sofá dos Aquinos…)!


Pensando bem, de todos os meus netos, o Francisco, pequenote e reguila, como convém, é “capaz de se safar”: joga à bola, é guarda-redes. Desde que “assine” pelo Real Madrid, nunca se sabe…".

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P.S.

Agora, a "sério": o tema é insosso para o meu lado - nenhum dos meus está no desemprego, à excepção da Rita, que vai agora à Finlândia apresentar o seu artesanato enquanto o seu "mais que tudo", o Rui, como DJ,, "passa música".

A croniqueta vai com dedicatória para a malta da "geração rasca", que bem precisa de "portas escancaradas"...

1 comentário:

Rosário Marreiros disse...

Giro é!A maneira como escreve, do que fala os sentimentos que transmite. Parabéns. Gosto