25.11.12

RiTuAL BAR - além de "copos", servia outros pretextos (...)


Recordar  os tempos do RiTuAl BAR é um exercício dolorido. 
Pela via  do pensamento, quase sempre "sofro calado"  memórias   das noites que, na época, a cidade de Oliveira do Hospital desfrutava com prazer. O grupo dos habitués, só por si, fez do RiTuAl uma referência regional.
A assunção pública de determinada postura  filosófica, renascida a "Oriente de Coja", trouxe ao espaço figuras ilustres da cultura  que, de forma direta, ou não, patrocinaram noites inesquecíveis - da música à poesia, da pintura às letras, dos debates cívicos às tertúlias mais comezinhas.
As imagens que trago à primeira página deste RiTuAl fazem parte de mim, apaixonado como eu era pelas pessoas com quem partilhei as alegrias desses momento
O RiTuAl BAR, além de "copos", servia outros pretextos para dois
dedos de conversa...

27.10.12

Relvas com (des) honras no "Expresso"

"Relvas teve equivalência a cadeiras que não existiam... " - primeira página do  Expresso"

Depois de (mais) esta notícia, o homem continua a dormir com a consciência tranquila ( se é que a tem...)?
... E não lhe vai acontecer nada de nada? Nem um puxão de orelhas? Nem uns açoites no rabo por ser mentiroso?
...E vai continuar a  (des) governar o país?
Ainda que eu seja  um "minúsculo" cidadão, no conceito de quem se  marimba para os portugueses que sobrevivem  de cabeça erguida para cá dos montes, afivelo a minha raiva numa careta de desprezo por este tipo de  gentalha de "grande porte" institucional.  Numa noite de breu,  é de fugir desta corja  a "sete pés" - como canta o Zeca!

9.10.12

Compagnon de route de Asterix

Do 5 de Outubro para cá, tenho andado numa roda viva, entre Paris e o meu sítio plantado na margem direita do rio Alva. Pesquiso, informo-me junto de "bruxas e adivinhos", e  apresento-me nos cafés ( já não existem  tascas  do tinto ao quartilho...)  como provocador da palavra; os clientes, atentos,  dizem que "está tudo de pernas para o ar" - voilá : era aqui que  queria chegar!
De pernas para o ar esteve por largos minutos  a Bandeira  de Portugal, não o país, que anda confuso com  os açoites no rabiosque - castigo maior para quem tem o "melhor povo do mundo". Palavra de ministro - quem sou eu para o desdizer? Pelo contrário: "voto" no miminho da frase. 
A Bandeira de pernas para o ar, pensei eu (porque "penso-rápido e bem"!) talvez fosse um sinal de mudança, protagonizado  "pelo retornado" imberbe rei Sebastião, sedento de glória noutros tempos, agora vingativo nos sonhos, mas não, deixemo-nos de lérias,  isso é falso - garantem os meus parceiros das filosofias "minis", sagres  ou super bock, tanto faz.
Pela data  no calendário, alinho as letras  pelas pontas dos dedos no "Asus K50IJ" a 9 de Outubro, quando chegaram  pelo correio as  sábias deduções da Maga Patalógica e  Madame Mim - as únicas que aceitaram o desafio de esmiuçarem os esconsos  mentais do engenheiro Sócrates,  compagnon de route de Asterix. A quatro mãos, escrevem elas, a Maga e a Madame Mim, que o antigo primeiro ministro de Portugal, graças à poção mágica do druida Panoramix "interiorizou"  novos poderes, a ponto de, ao melhor estilo de  um qualquer fantasma, virar qualquer coisa de pernas para o ar - como um governo, por exemplo. Para começar, ficou-se pela bandeira...

13.7.12

Agora, a consciência...

O Ministro Relvas, a propósito da trapalhada em que está enrolado, ao jeito de rolo de papel higiénico, vai dizendo que está de consciência tranquila. Consciência é coisa que o cidadão Relvas não tem; possivelmente, refere-se a outra coisinha miúda, que nada tem a ver com a consciência "...faculdade de avaliação ética dos seus atos..." que é uma coisa enorme, do tamanho da consciência de um impoluto.

3.7.12

Uma rapidinha (licenciatura) à Relvas

"Uma licenciatura de três anos realizada em apenas um. O caso da licenciatura de Miguel Relvas em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Lusófona é hoje notícia em vários jornais..."

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-caso-da-brevissima-licenciatura-de-relvas=f737264#ixzz1zaXnoLvY

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"Tou todo contente",  ou mais do que isso: "contentérrimo" com a notícia da rapidinha  (licenciatura) do senhor Relvas. A notícia é "bué da boa" cá "pro pessoal" - todo o pessoal, mas mais mais "pros" seguidores e amigos do ex primeiro ministro, de quem se  falou "cobras e lagartos". 
O  pessoal sabe que Sócrates não era um qualquer santinho de ermida, mas este cavalheiro Relvas, ganha-lhe aos pontos, isto é: se ambos fossem atletas  da bola no cesto, o homem da rapidinha (licenciatura) dava uma cabazada, principalmente nos "afundanços" no cesto, e nos triplos era um ver se te havias!
Lembro-me de "uma coisa" que João Villaret dizia, por acaso bem dita  ( "pro" meu gosto de menino de coro, carago!);  se bem "ma lembra" chama-se "Procissão". Tem um final que reza assim: " ...Na nossa aldeia que Deus a proteja!  / Já passou a procissão"!
Passou não, "minino Relvinha", viu?

12.5.12

Miradouro da "esperança"


Vou puxar a brasa à minha sardinha, com vossa licença…
Inaugurado em 1992 pelo então Secretário de Estado da Agricultura, Álvaro Amaro, o “Miradouro da Esperança” continua a desempenhar a missão para que foi construído: suster uma inestética barreira, sita na rua principal do meu sítio. Como lhe acrescentaram um passadiço com proteção física, mais ou menos a três quartos da altura, batizaram- no de mirante, sinal de que dali se descortina horizonte suficiente para saciar a vista, o que não corresponde à verdade. Digamos que tem as “vistas curtas” para o outro lado da rua, para cima, para baixo e para o alto…
Nunca questionei os autores da ideia sobre o pomposo título; os senhores desse tempo, no meu sítio, lá saberão da sua importância nacional, a ponto de merecer a honra presencial de um membro do Governo na hora de cortar a fita. Adiante – importa a obra que alindou o espaço, e o resto pertence às manigâncias político-partidárias –, nada a acrescentar perante a evidência da pompa e circunstância da inauguração, a que associo um pouco da “Procissão” de António Lopes Ribeiro, poema magistralmente interpretado por João Villaret:: “…Na nossa aldeia, que Deus a proteja, já passou a procissão…”!
Nesse recuado ano, os anseios de alguns dos meus conterrâneos manifestaram-se através da construção de um paredão e do vocábulo esperança! Certamente profetizaram renovado futuro, e nada melhor do que a rigidez do betão para exprimirem, simbolicamente, sentimentos e desejos legítimos. Infelizmente, a aldeia desertifica-se de ano para ano e não se adivinham tempos de fartura. Essa “esperança” evaporou-se…
Por cá, no meu sítio, há casas reconstruídas por quem se apaixonou pela terra, e muitas, imensas casas decrépitas – retrato em sépia de uma realidade confrangedora. O “meu” rio, que agora transborda, no estio abandona-se no leito, mal se espreguiça, e deixou de ser a grande atração turística pela ausência de caudal capaz de arrastar toda a espécie de porcaria para bem longe das margens. Junta-se ao Mondego perto de Penacova e perde a identidade a caminho do mar. Hoje fui visitá-lo de perto – assusta o turbilhão das águas revoltas.
No “coração” da aldeia, a última filial dos Grandes Armazéns do Chiado morre devagar, e o mesmo acontece ao palacete da família Nunes dos Santos, fundadores dos célebres armazéns consumidos pelo fogo em 1988.
E pronto, disse, basta por hoje, mas continuo pensativo e insisto na dúvida: sempre gostaria de saber se alguém já lobrigou do “miradouro” algum tipo de esperança….
(Adaptado da croniqueta com o mesmo título, publicada no "Correio da Beira Serra"  em Fevereiro de 2009)

24.3.12

"Atirei o pau ao gato to - to / mas o gato to-to não morreu..."

Professora benfiquista muda 'Atirei o Pau no Gato' e gera polémica



"A inocente cantiga Atirei o Pau no Gato se transformou em mais um capítulo da acirrada rivalidade entre Porto e Benfica. A polêmica aconteceu em uma escola infantil de Ericeira, 35 km ao noroeste de Lisboa, em Portugal. Pai de uma menina de 4 anos, o encarregado de educação Eduardo Mendes apresentou queixa formal ao Ministério de Educação do país contra o estabelecimento por exaltar o Benfica em música adaptada para ser cantada pelas crianças.
Segundo a Agência Lusa, que teve acesso ao protesto, o trecho "Vai-te embora pulga maldita/batata frita/viva o Benfica" foi encaixado à música, cantada várias vezes ao dia na escola. O fato indignou Mendes, que se classificou como um torcedor "não muito fervoroso" do Porto.
Na queixa, o pai alega que tal influência compromete o respeito pela diferença, individualidade e civismo, lembrando que "a escola deve ser um espaço onde nem política, nem religião, nem clubismos desportivos devem ser alimentados".
"O fato causou indignação ao próprio Porto, que publicou uma nota nesta quinta-feira saudando o "civismo" do torcedor e classificando, de acordo com o clube, o ativismo das escolas públicas aos feitos pelos aiatolás aos adeptos do islamismo, dizendo que o estabelecimento era uma madrassa -que ensina valores do Islã.
O FC Porto saúda o civismo do pai e condena este proselitismo feito em escolas públicas, que em vez de ensinarem os valores da liberdade de escolha, ou de opinião, preferem ser uma espécie de "ayatollahs"(sic) das suas próprias preferências", opinou o Porto, que classificou os profissionais da escola como "fascistas".
Procurado, o diretor das escolas de Ericeira, Alfredo Carvalho, preferiu não se pronunciar. Mendes afirma que chegou a falar com a professora da filha antes de fazer a queixa ao Ministério da Educação, ao perceber que a prática ocorria desde o início do ano letivo. Mas teria obtido apenas um "quem está mal, muda de escola", além da justificativa de que das 15 crianças da sala da filha, apenas duas não torcem para o Benfica.
Por conta dos desdobramentos, Eduardo Mendes já cogita a possibilidade de mudar a filha de escola".
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Surripiado daqui:

12.2.12

A voz do bispo

D. Januário Torgal, bispo das Forças Armadas, veio acentuar o descontentamento da tropa, o que me parece lógico neste tempo de  cortes e cintos apertados.
A família militar tem (mais) uma voz a abanar as consciências dos políticos, mas o povo não acredita  numa revolução, muito menos numa "guerra" entre as partes, governo e soldados, sem tiros, talvez com cravos, e, se for assim, basta um "golpe de estado", como aconteceu em abril de 1974, para lavar as afrontas de agora: "em casa onde não há pão..."

21.1.12

O senhor Álvaro

O senhor Álvaro, delicado no gosto, escolheu o pastel de Belém para afirmar sem pompa o seu (dele) contributo para o enriquecimento do país pela via do pastel. De Ministro pouco visto, num ápice popularizou a sua imagem, não por obra de vulto, mas pela ideia luminosa de transformar a doce iguaria num símbolo nacional, capaz de ombrear fora de portas com o vinho do Porto…
O senhor Álvaro foi sincero nas palavras quando sugeriu o pastel para embaixador do que de melhor (e mais doce!) se produz por cá. Desconheço se existe confraria que represente a especialidade nos altos graus da doçaria; se estiver constituída, o senhor Álvaro deve ser entronizado num dos próximos capítulos…
O senhor Álvaro, não tarda, vai ter seguidores na ideia; depois do pastel, alguns doces conventuais devem estar à espreita de outro Ministro com ideias doces e preocupado com a situação económica do país, embora esteja em crer que o mais certo é surgir no horizonte uma ou outra confraria com sugestão mais robusta – da Chanfana ao Bucho, sem esquecer o Bacalhau, existem “ mais do que muitas” associações constituídas por gente de bons costumes, os “confrades”, que se manifestam sem segredos e vestem fardamentos de estilo – capaz de guerrear o mercado internacional.
O senhor Álvaro, um dia, vai ter direito a estátua junto aos Jerónimos, em Belém, e o governo que estiver em funções irá decretar “O Dia do Pastel”, 12 de Janeiro, feriado nacional, mesmo que seja necessário desistir de outra data histórica…
Se formos a votos, decido-me, pela “Feijoada à Transmontana” !

7.1.12

“Que República”

 A Biblioteca Alberto Martins de Carvalho, em Coja, teve lotação esgotada na primeira Tertúlia do “Ciclo de Tertúlias Fernando Vale”, da responsabilidade da Federação Distrital de Coimbra do Partido Socialista, que trouxe à “Princesa do Alva” gente de muito saber: Amadeu Carvalho Homem, Luís Parreirão e Manuel da Costa.
“Que República” foi o tema escolhido para juntar as pessoas ao serão – coisa rara por aqui, sobretudo numa noite fria de sexta feira…
Se o tema é inesgotável, nunca se cansa quem porfia na lembrança de Fernando Vale, como salientou o seu filho Mário, secundado pelos restantes oradores, para quem a figura deste ilustre “Aristocrata da Esquerda” (…), nas palavras de Torga, foi “…Matusalém sem idade, e teve tempo para ser no mundo a imagem paradigmática do jovem irreverente, do bom chefe de família, do amigo leal, do médico devotado, do político isento, do governante capaz, do cidadão exemplar…”
 - Se Fernando Vale fosse vivo, o serão teria prolongamento garantido na sua casa em Santa Clara, do outro lado do rio - lembrou, saudoso, Manuel da Costa...
Fico nas palavras do "Manel":
- A mim, Fernando Vale faz-me muita falta...