Eu, "alegre" me confesso (2)

Em Democracia o voto é um verdadeiro cavalo alado que corre, salta, voa, consoante algumas circunstâncias sociais. As vitórias e as derrotas, embora não sendo obra do acaso, nunca representam a vontade do todo, mas apenas e só parte desse todo.Imagine-se que todos os portugueses abstencionistas exerciam o direito de escolher o presidente da República... possivelmente os resultados deste domingo tinham sido outros, na forma e no conteúdo!
Perante factos....
Encontrado o Presidente, há que respeitar os "vencidos", mas mesmo aqueles para quem um punhado de votos não significa alcançar o topo do pódio, a derrota pode não ser vista como tal, dadas as circunstâncias (ainda e sempre) sociais... e políticas do País. Assim sendo, quem foi atrás de um ideal e se entregou à luta convicto da sua coerência, a vitória pertence-lhes por inteiro.
Por isso, "alegre" me confesso.