25 de janeiro de 2006

Os "pavarottis" da minha rua!

Estou sem poesia capaz de articular meia dúzia de palavras com sentido estético.
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O canário continua prisioneiro na cela de grades brancas, saltita de poleiro em poleiro, chilreia mas não interpreta melodia de jeito, como qualquer canário que se preze... Aguardo pelo calor da primavera para o deleite dos seus trinados.
Ontem trouxe-o de volta ao jardim de entrada, sempre vê pessoas; algumas assobiam-lhe, feitas pavarottis . O animal olha, inocente, e não responde, talvez por não lhes reconhecer mestria na arte do "assobio".
Por mim, alimento-o e cuido da sua prisão para que não se sinta tão constrangido na existência penosa.
-Felizes são os pardais, que vivem em liberdade - deve pensar o canário.