Notícia de jornal


Sem que ninguém dessa conta, na passada quinta feira, dia 14, houve um terramoto a sul de um espaço reduzido, localizado sensivelmente a três quartos da inteligência, com efeitos devastadores no campo aberto das emoções. Todos os investimentos ruíram numa fracção de segundo – só ficou de pé uma árvore sem seiva, teimosa em continuar a desafiar forças invisíveis.
Pelo aspecto, a árvore não tardará a cair, arrastando consigo uma plêiade de sonhos, agora moribundos depois de um tempo de pujantes e viçosos sentimentos.
Especialistas acreditam que os edifícios não possuíam fundações à prova de um pequeno (?) sopro.
Os danos são incalculáveis!
A única testemunha ocular da catástrofe, atingida pela derrocada do polén da mimosa, encontra-se em convalescença.