29 de setembro de 2006

A última viagem


Procuraste um porto de abrigo para as tormentas das tuas viagens e eu fui o cais do sossego.
Um dia, refeita dos males maiores, fizeste-te ao mar de alma lavada.
No cais deixaste o meu olhar fixo no horizonte onde te perdi.
Acenei num derradeiro adeus, estavas demasiado longe – sempre estiveste demasiado longe, mesmo quando te refugiavas na minha bonança – e não deste conta deste mar de lágrimas salgadas.
Infelizmente, não fui um porto seguro.