29.9.06

A última viagem


Procuraste um porto de abrigo para as tormentas das tuas viagens e eu fui o cais do sossego.
Um dia, refeita dos males maiores, fizeste-te ao mar de alma lavada.
No cais deixaste o meu olhar fixo no horizonte onde te perdi.
Acenei num derradeiro adeus, estavas demasiado longe – sempre estiveste demasiado longe, mesmo quando te refugiavas na minha bonança – e não deste conta deste mar de lágrimas salgadas.
Infelizmente, não fui um porto seguro.

2 comentários:

Anónimo disse...

Um texto sentido onde se adivinha algum desencanto, mas um belo texto, acima de tudo...
Há viajantes assim - só param para aliviar as dores;depois continuam viagem.Quem fica, vai morrendo aos poucos...
Lamento por si, creia.E como sei do que fala e de quem fala...
Um fraterno abraço do
A.P.

Teresa Durães disse...

então?

Não tinha havido alterações?

:(