Prenda (s) de Natal!

O país - o nosso país! - afinal não está de tanga nem anda de calças na mão, à míngua de euros!
Vejamos:
- um novo aeroporto
- comboios de alta velocidade
- três novos hospitais em Lisboa.
Isto para "falar" apenas das (grandes) obras onde o Estado irá ter intervenção directa; mas há ainda uma nova refinaria em Sines, graças a investidores estrangeiros. Aqui, o Estado só tem de emitir as respectivas autorizações e a Câmara de Sines as licenças necessárias.
O Primeiro Ministro descobriu, possivelmente, uma mina de ouro, e vai daí ordena aos seus rapazes:
- Mãos à obra! Quero ficar na História de Portugal com letras garrafais e estátua na rotunda, como o Marquês!
Quanto às letras, também o Marquês (de Pombal) deve ter assinado algumas, e foi (também) assim que reformulou Lisboa; estátua é fácil - difícil é escolher a rotunda!...
Mas isso é coisa de somenos importância, derivado do facto (como diz o meu presidente de Junta) de só erguerem estátuas a figuras públicas após a (sua) morte.
Entretanto, sempre irão nascendo mais rotundas e não consta que o nosso primeiro tenha maleita de qualquer espécie, capaz de o levar à tumba nos tempos mais próximos.