29 de agosto de 2007

Morreu o "Pavarotti"




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E tenho roseiras, muitas roseiras, rosas lindas, com cheiro, que me lembram amores caídos ( sempre a rosa, de preferência vermelha, nos momentos mágicos... e outros como este, espiritual, etéreo, pk não?).

Hoje dei com o meu "Pavarotti" ( um belo canário, cantor e sedutor, como todos os canários esbeltos e.. cantores!) caído num canto da prisão que lhe servia de guarida - uma assoalhada com trapézio onde o tenor exercitava o físico. Fiquei triste, estou triste, sobretudo depois do funeral em campa rasa, debaixo dos "Kivis". Com "pompa" e em silêncio cobri a sepultura com... pétalas de rosa.

O "Pvarotti" era a lembrança mais próxima de um amor "morto" , faz agora um ano, de curta duração. Coincidência, não?

Comprado "a meias", sobrou do espólio do "divórcio" (?) como coisa viva - tudo o resto são coisas mortas, menos as lembranças.

Partilho o "desgosto" sem lágrimas. Entenda-o como uma metáfora, como espero que entenda e aceite outras que deixei:"paixão", "amor","dedicação"...

(...)

Existe, sei que existe pk "toco" com gestos delicados a sua alma quando a encontro, errante. E se “ela” sorri, sei que é sua – só pode ser a sua!

As suas “cartas” nunca me cansam; se são pequenas, “sabem a pouco”.Adoro cheiros e paladares, para que saiba: tenho África no “sangue” e fui, num tempo passado, o “branco mais preto” daquele sítio de nostalgias permanentes, como disse “seu” Venicius de Morais.

Cá para mim, Mia Couto ainda não se atreveu a dizer o mesmo para que não seja apelidado de “surripiador”.

Ah, e de José Mauro de Vasconcelos, conhece “Meu pé de laranja lima”? Nem sei pk recordei a obra, que nada tem a ver com o Antoine de Saint Exupéry – este sim, estamos de acordo, paixão mútua, e ainda bem, para que me reveja na sua sensibilidade; por favor, permita que a minha fique por perto…

Fraternalmente,

… Carlos