15.5.06

Confesso...

Apetece-me escrever a "metro", noite fora, quanto mais não seja para decarregar a minha "bílis" - espécie de "raivinha", já de si miúda, a raiva - e aliviar os pensamentos desta madrugada. Eu, que tenho a sublime mania e o péssimo defeito de ser prior da minha paróquia, dou comigo em plena confissão - logo eu, que seria agora, sei lá, no mínimo Bispo, caso tivesse seguido a carreira eclesiástica, tal a disponibilidade para ser fiel depositário dos achaques de terceiros!
Portanto, pecador de "raivinhas" me confesso.
Em tempos recuados adoeci da mesma maleita - venha a penitência (i) merecida.
("Branco ou tinto", tanto faz - quero o copo cheio!).

23 comentários:

Teresa Durães disse...

"(...) que atire a primeira pedra"

pois não, ora, porque não haveria de ser a sua vez? Há sempre uma altura que temos de ser nós e negar tal facto é negar uma evidência. Negar a evidência é querer pertencer a um livro de heróis. Então, deixamos de ser humanos, passamos a ultra-humanos e não podemos ser o refrão de primaveras no nosso Outono.

A vida perderia toda a piada.

:D

Eu leio se quiser escrever.

125_azul disse...

Autoflagelação só é permitida na Páscoa, nós que gostamos de ti não deixamos. beijinhos

Um outro olhar disse...

escrever sim, até gosto do que escreve, ...com ou sem "raivinhas", a verdade é que elas às vezes são necessárias para nós tomar-mos consciência de nós próprios!

prefiro branco, mas se o tinto não for ácido...mas mesmo assim um chá acalma e não fico com a cabeça á roda
...

:)

acácia disse...

Muitas vezes faz bem escrever (desabafar) estas raivinhas, mas com uma carapaça tão dura não há achaques de terceiros que o afectem.
Só mais uma coisita´, já és o refrão da minha primavera.

Teresa Durães disse...

ena, ena, há romance? :P

Anónimo disse...

Com que frequência caminhei no quarto de um lado para o outro, com o desejo inconsciente que alguém me insultasse ou proferisse alguma palavra que eu pudesse interpretar como um insulto, para que eu desabafasse a minha raiva em alguém.
É uma experiência muito simples que acontece quase diáriamente, e ainda para mais quando existe algum outro segredo, uma aflição no coração, para o qual se deseja dar uma expressão verbal mas que não se consegue.

Fiodor Dostoievski, in 'Humilhados e Ofendidos'

eternidade disse...

só espero sinceramente que essa madrugada não se repita noutra habitação, com uma profissão de mordomo...(ah ah) agora essa do copo cheio...não concordo (embora tenha percebido a piada) é muito mais importante a qualidade do que a quantidade...beijux**

Teresa Durães disse...

anónimo: Dostoievski nesse parágrafo disse algo que todos nós sentimos nem que seja uma vez na vida (há quem simplesmente provoque a situação...)

Uma vez experimentei partir uma caneca de leite (das baratas). Dá resultado, também eheheheh. Não convém que seja uma daquelas que mais tarde nos arrependamos.

Era uma vez um Girassol disse...

Vim dizer-te olá e serenar as tuas raivinhas....Calma, para quê raivinhas, quando podemos sentir tanta coisa bonita????
Bom fim de semana!
Bjs

Teresa Durães disse...

(O Cuco anda preguiçoso a escrever!!!!!!!!!!!!!!!!!!)

Já não há mais post?????

QUEREMOS NOVIDADES!!!!!!

emília couto disse...

Estou sem palavras...
Nat Kin Cole fecha o que abres competentemente. E eu aqui a caça dos seus blogs encantando-me.
Um grande abraço
Emilia Couto

Teresa Durães disse...

Há quem continue a voar por aqui....

paper life disse...

Provavelmente tinhas editor logo a seguir. Parte do que para aí se escreve é mesmo a metro...

:)

Boa semana.

Luís disse...

...porque somos livres e de bons costumes...
Linkei-te
TAF

luis antero disse...

passei por aqui só para dizer um olá, amigo carlos. sabia-me bem um copo de ritualmente tinto, agora...paciência, cá tenho de aguentar esta cidade de má fama. lisboa para os de cá.
abraço amigo

Teresa Durães disse...

Nada de novo na frente ocidental...

luis antero disse...

muito obrigado pelas palavras de apreço, caro amigo. coloque este blog nos seus links que eu farei o mesmo consigo, ok. abraço fraterno.

manuel neves disse...

Viva!
Pois é... sempre em pleno, sempre a escrever bem.
Venha daí aquele abraço, e... o copo cheio, se faz favor!

Serenidade disse...

não é bom quando ficamos verdes de raiva...
Afecta o figado...
Acho que aquele beijinho especial era capaz de lhe fazer bem... :)

Aquela "ternura"...

MLK disse...

Minha primeira vez, mas...

Então se é livre e de bons costumes, então...

Parabéns pelo mester e pela corrente que daqui emana...

Anónimo disse...

Então menino? A paixão fez-lhe perder o piu???Vá!!Liberta esses pensamentos...p'ra cusquice!!!
Mas tem cuidado...já dizia o filósofo...
"A vida real de um pensamento dura apenas até ele chegar ao limite das palavras: nesse ponto, ele lapidifica-se, morre, portanto, mas continua indestrutível, tal como os animais e as plantas fósseis dos tempos pré-históricos. Essa realidade momentânea da sua vida também pode ser comparada ao cristal, no instante da cristalização.
Pois, assim que o nosso pensamento encontra as palavras, ele já não é interno, nem está realmente no âmago da sua essência. Quando começa a existir para os outros, ele deixa de viver em nós, como o filho que se desliga da mãe ao iniciar a própria existência. Mas diz também o poeta:

Não me confundais com contradições!
Tão logo se fala, já se começa a errar."

Beijo
Quem sou eu?

Acácia disse...

Boa tarde Sr. Cuco, mas que preguiçoso que anda, será do CAlor ou...?
Beijinhos

Teresa Durães disse...

pois é acácia, concordo consigo, protestei várias vezes e... nada!!!!

hoe porque está calor, ontem porque esteve frio, na realidade há sempre um motivo.

... motivo que leva aos motivos desconhecidos que têm os seus motivos...

e nós, pobres comentadores, bem podemos refilar.

Porque o sr. cuco limita-se
... a não nos ligar
... desprezar
... a não ter uma atenção

Nós,
pobres comentadores e visitantes
assíduos visitantes
teremos de desistir
de aqui vir
mal tratados
nada acarinhados

enfim
triste fim