17 de junho de 2023

ESTGOH - 1º rally das tascas



Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH) foi criada em 1999, é uma unidade orgânica do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC).

https://ritualmente.blogspot.com/2017/12/ritual-bar-alem-de-copos-servia-outros.html

 

14 de junho de 2023

A "viagem" do Guilherme

O Guilherme, um dos meus “irmãos”, “viajou para parte incerta”.

Uma viagem sem retorno…
- Fisicamente sem retorno.

Foi ontem, depois de um tempo de angústia da família e dos amigos mais próximos.
O Guilherme é uma das minhas memórias mais antigas, dos tempos da escola primária…
O Guilherme é uma das minhas memórias recentes, dos tempos em que fizemos parte dos corpos sociais da Filarmónica Barrilense...

Nesta viagem sem retorno, o Guilherme irá cruzar-se com outros “irmãos”.
- Dá por mim um abraço ao Zé Manel Nobre, ao Tó Simões, aos “Manhosos” -  a todos os que encontrares.

O abraço que te deixo é enorme – do “tamanho do tempo” que medeia o nosso futuro encontro.
Um dia…
À “Manela”, tua companheira de uma vida, uma flor e um beijinho no seu coração.

*
- O Guilherme era um rapaz alto, forte e corajoso.
- O Guilherme, um dia, 
(éramos crianças), durante algum tempo, trouxe-me às “cavalitas” quando as minhas forças de menino fraquejaram a caminho de casa depois da festa de Santa Eufémia.

Que tempos aqueles, Guilherme!
- Por isso somos  irmãos...

 

4 de maio de 2023

Tertúlia "ritualista"

https://ritualmente.blogspot.com/2017/12/ritual-bar-alem-de-copos-servia-outros.html

RiTuAL BAR - além de "copos", servia outros pretextos (...) 

19 de março de 2022

"Correio da Manhã", Contumélias e eu


A vida é feita de opções - umas boas, outras nem por isso...
O "Correio da Manhã" completa hoje mais um aniversário.
Num dia qualquer do ano da primeira edição, durante um beberete social no Hotel Sheraton, em Lisboa, o futuro chefe de redação do jornal, Mário Contumélias, honrou-me com um convite para fazer parte do corpo redatorial. Na época, era redator da revista Plateia, colaborador de outras publicações da Agência Portuguesa de Revista…e estava "a caminho" de Jerusalém para "cobrir" o Festival Eurovisão da Canção.
Eu e o Mário Contumélias, profissional prestigiado da Imprensa (além de João Carreira Bom, Francisco Máximo, Roby Amorim, José Mensurado e outras personalidades), fomos companheiros no semanário "Telex", que teve, infelizmente, vida curta.
Ao honroso convite de Contumélias disse NÃO, obrigado - tinha “em mãos” outro projeto de vida.


7 de janeiro de 2018

O "segredo", segundo Gabriel Garcia Márquez


A senhora é de poucas falas, na verdade mal a conheço, mas sempre que nos cruzamos sorri e toma a iniciativa do cumprimento de ocasião. 
Um dia, à mesa do café, fomos mais longe nas palavras de circunstância e a senhora perguntou como ia o meu coração - calmo e sossegado graças a uma mão cheia de "pastilhas" diárias, respondi. 
Disse a senhora: 
- Como sempre o vi sorrir, ninguém diria que esteve com um "pé no outro lado"... 
Gargalhei moderadamente - nem sempre o sorriso é sinal despreocupado da melhor disposição, da melhor saúde. 
Gabriel Garcia Márquez "aconselhou-me" para nunca deixar de sorrir "(...), nem mesmo quando estiveres triste, porque nunca se sabe quem se pode apaixonar pelo teu sorriso". 
Mais consentâneo com a (minha) realidade sigo à risca o conselho do Nobel da Literatura:
- "O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão"

*Adaptado de um texto escrito e publicado em abril de 2011

5 de janeiro de 2018

Dupond e Dupont

Por curiosidade segui  o debate   entre Pedro Santana Lopes e Rui Rio na RTP. Um deles irá liderar o PSD a partir do próximo dia 13 do mês corrente, o que pouco me diz, confesso. Não sou partidário da “cor laranja”, mas gosto de estar minimamente informado  sobre o que se passa na “casa do vizinho”…
O título do jornal “I” de hoje não faz a coisa por menos e assegura que ” Santana põe Rui Rio  em KO técnico”! Nem mais - perdoe-se o exagero (?), mas respeite-se a opinião de quem a teve e tornou pública.
Do debate guardei de memória alguns remoques dos candidatos. Destaco Santana Lopes (por quem nutro alguma simpatia pelo facto de  ter ligações familiares na Beira Serra - a sua família paterna tem origens no concelho de Arganil), que me fez  sorrir quando “esclareceu”  que, afinal,   a dupla Dupond e Dupont, das aventuras de Tintim,   tinha seguidores em Portugal:  António Costa e Rui Rio! Ups…
Quando  Costa e Rio  lideraram as  Câmaras Municipais das duas principais cidades do país, a aproximação   amistosa (?) entre  ambos  fez correr alguma tinta na Imprensa e falatório à mesa do café, daí  a laracha!
Rio, no debate, foi claríssimo e disse, mais coisa menos coisa: “não devo nada ao António Costa, nem ele me deve nada a mim”!
Com “contas à moda do Porto” (cada um pagou a sua parte da despesa comum, se  existiu…) fiquei esclarecido: nada  de  desculpas, ao estilo: “é pá, deixei a carteira em casa, paga aí o cimbalino…”. 

- A que horas sai o barco?

Havendo rio e pessoas, 
falta o barco para navegar, rio acima, rio abaixo, que já ninguém quer um barco para transportar as pessoas, e as coisas das pessoas, de uma para a outra margem. 


Não havendo cais, o barco adormece preso à margem de uma das margens - aquela onde mora o barqueiro, que tem o barco pronto para a próxima viagem...

- A que horas sai o barco?
- Não tem horas nem hora - quando é preciso, sai o barco...
Não havendo cais, o barco adormece preso à margem de uma das margens - aquela onde mora o barqueiro, que tem o barco pronto para a próxima viagem...
...do João Brandão, "o terror das Beiras" (...) homem imperfeito do seu tempo, criminoso, homem cruel ou filantropo para o povo da sua região? (...), que chega na companhia dos seus, ainda o sol dorme. E o barqueiro também...
- Ó barqueiro, ó barqueiro - acorda  que quero passar.
Diz a lenda que "o terror das Beiras" (ou filantropo?), chegado à outra margem, tirou do alforge uma moeda e pagou a viagem
... e o sono do barqueiro,
... e a viagem do barqueiro para a outra margem - aquela onde mora  o barqueiro, que tem o barco pronto para a próxima viagem...
- A que horas sai o barco?
- Não tem horas nem hora - quando é preciso, sai o barco...

3 de janeiro de 2018

O realejo



Enquanto esperava  o cortejo
o homem do realejo
trocava olhares e sorrisos
com a boneca das pernas compridas, 
grandes, enormes.
Veio a turba a reboque das sardinhas assadas,
dos couratos e pasteis,
do bucho e da chanfana.
A boneca ganhou vida - cresceu em altura,
o realejo tocou,
o homem sorriu;
o povo sorriu,
o presidente sorriu 
- todos os presidentes sorriram -
os confrades sorriram,
o emplastro sorriu,
os homens da segurança, não.
A boneca desceu das pernas altas, 
o homem pousou a mão no realejo 
- tinha passado o cortejo!

(Memórias da  visita  de Cavaco Silva, presidente, a Arganil)





1 de janeiro de 2018

Imani Nsambe e eu

Quando o sino da torre da igreja do meu sitio anunciou a meia-noite,  e meia dúzia de foguetes poluíram o silêncio, é que dei conta do falecimento do ano velho. Trau, trau, trau - pum! É esta a fala dos foguetes, dos baratinhos, sem “lágrimas coloridas”.
Bolo rei, passas e “champanhe”, abraços e beijinhos, sorrisos e votos de bom ano. Na casa do meu amigo Armando a mesa estava posta - perto da lareira é que se estava bem...
- Vai à nossa e das nossas famílias, chim, chim – tocam-se os copos com a “Raposeira” a borbulhar. 
De regresso a casa “aconcheguei-me nos braços da Imani Nsambe ”, (…) uma jovem negra que estudou numa missão católica (…), na esperança de “dois dedos de conversa” - impossível, o telefone não permitia tais mimos, há sempre retardatários, amigos e familiares: bom ano, bom ano, com saúde, digo eu, que é o que mais desejo - a ver se me faço anunciar em dezembro, daqui a um ano…
Já tarde, em sossego, aproximei-me  novamente  da Imani Nsambe e aí fiquei,  as "minhas mãos nas mãos de Imani Nsambe".
Estou a meio da leitura do romance histórico escrito pelo meu amigo Mia Couto, “O Bebedor de Horizontes”. Foi ele, o autor, que me apresentou Imani Nsambe, a narradora dos (…) trágicos acontecimentos do final do reinado de Gaza (…).
Mia Couto “enfeitiça” o leitor com as palavras que escolhe para contar estórias e realça a história do seu (e meu!) povo com a autenticidade dos pormenores recolhidos em múltiplas fontes. A trilogia “As Areias do Imperador”, que termina com “O Bebedor de Horizontes”, é o melhor testemunho do que me vai no pensamento sobre as lendas que escutei aqui e ali, em terras de Inhambane, mais tarde em Gaza, sobre Gungunhana, o rei.
Possivelmente Imani Nsambe é figura de conveniência no romance - que importa? Hoje foi o mote para esta croniqueta de “trazer por casa” depois de um festim com espumante, “sonhos”, “fatias douradas”, “arroz doce” e, a abrir, camarões de Moçambique, possivelmente pescados nas águas de Morrumbene, a norte de Inhambane.
Bayete, Imani Nsambe!
___

Vale a pena ler "AS MULHERES DO GUNGUNHANA":

https://delagoabayword.files.wordpress.com/2011/01/as-mulheres-de-gungunhana-maria_vilhena_p407-415.pdf

30 de dezembro de 2017

RiTuAL BAR - além de "copos", servia outros pretextos (...)



Recordar os tempos do RiTuAL BAR é um exercício dolorido.
Pela via do pensamento, quase sempre "sofro calado" memórias das noites que, na época, a cidade de Oliveira do Hospital desfrutava com prazer. O grupo dos habitués, só por si, fez do RiTuAl uma referência regional.
A assunção pública de determinada postura filosófica, renascida a "Oriente de Coja", trouxe ao espaço figuras ilustres da cultura que, de forma direta, ou não, patrocinaram noites inesquecíveis - da música à poesia, da pintura às letras, dos debates cívicos às tertúlias mais comezinhas.
As imagens que trago à primeira página deste RiTuAl fazem parte de mim, apaixonado como eu era pelas pessoas com quem partilhei as alegrias desses momentos.
O RiTuAl BAR, além de "copos", servia outros pretextos para dois dedos de conversa...
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Texto publicado em novembro de 2012