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20 de julho de 2026

Paulo Ribeiro e David Fidalgo apresentam "Sons de Portugal" na Praça de Côja

 

Paulo Ribeiro   num momneto dourado do extinto RiTuAL BAR, em Oliveira do Hospital 

Na próxima quarta-feira, a Praça de Côja irá receber uma personalidade carismática da vizinha cidade de Oliveira do Hospital: Paulo Ribeiro, que se fará acompanhar por David Fidalgo durante uma sessão de “Sons de Portugal”, um espetáculo com sucesso garantido.

Paulo Ribeiro é um artista plástico e criador multifacetado, natural de Oliveira do Hospital e uma figura de destaque no panorama cultural da Beira Serra. Particularmente, sinto-me com a alma inteiramente à vontade para desenhar com palavras o talento inato deste amigo que muito prezo. Uma cumplicidade que viaja no tempo, desde os dias dourados do extinto RiTuAL BAR, em Oliveira do Hospital — um espaço que dirigi durante cerca de nove anos e que marcou uma era na noite da cidade.

O Paulo era, de certo modo, o nosso artista residente. Guardo — eu e o público — memórias feitas de excelência, que vão das suas exposições de pintura aos saraus musicais onde a sua voz, grave e potente, ecoava e preenchia o espaço.

Recordo com uma terna nostalgia o dueto de "The Phantom of the Opera", que o Paulo partilhava com outra amiga comum, a Catarina Pereira da Fonseca. Ali, a música fazia-se magia e o sucesso era absoluto, arrebatando todos os que os ouviam.




Na próxima quarta-feira, dia 22 de julho, às 21 hora, lá estarei na Praça de Côja. Vou para assistir ao sarau, mas, acima de tudo, para dar um forte abraço ao meu querido Paulo Ribeiro que, carinhosamente e apesar do passar dos longos anos, continua a tratar-me por um eterno e amigo “ti Carlos”.
-
Carlos Alberto Ramos

7 de janeiro de 2012

“Que República”

 A Biblioteca Alberto Martins de Carvalho, em Coja, teve lotação esgotada na primeira Tertúlia do “Ciclo de Tertúlias Fernando Vale”, da responsabilidade da Federação Distrital de Coimbra do Partido Socialista, que trouxe à “Princesa do Alva” gente de muito saber: Amadeu Carvalho Homem, Luís Parreirão e Manuel da Costa.
“Que República” foi o tema escolhido para juntar as pessoas ao serão – coisa rara por aqui, sobretudo numa noite fria de sexta feira…
Se o tema é inesgotável, nunca se cansa quem porfia na lembrança de Fernando Vale, como salientou o seu filho Mário, secundado pelos restantes oradores, para quem a figura deste ilustre “Aristocrata da Esquerda” (…), nas palavras de Torga, foi “…Matusalém sem idade, e teve tempo para ser no mundo a imagem paradigmática do jovem irreverente, do bom chefe de família, do amigo leal, do médico devotado, do político isento, do governante capaz, do cidadão exemplar…”
 - Se Fernando Vale fosse vivo, o serão teria prolongamento garantido na sua casa em Santa Clara, do outro lado do rio - lembrou, saudoso, Manuel da Costa...
Fico nas palavras do "Manel":
- A mim, Fernando Vale faz-me muita falta...