30 de janeiro de 2026

Memórias de um Sonho Habitável



Há quase dezoito anos, em março de 2008, um grupo de amigos — a minha família "ritualista" — organizou um almoço para assinalar o fim de uma era. O RiTuAL Bar não era apenas um negócio; era um espaço onde a vida pulsava. Mas o corpo tem os seus limites e, após tantas batalhas silenciosas, o meu pediu trégua. Fiquei preso por um fio, num intervalo sem nome, forçado a mudar de rumo.

Naquele encontro, ofereceram-me uma mala de cobre, um objeto carregado de intenção. A etiqueta dizia: "Que esta mala seja a portadora das memórias do RITUAL Bar. Ao amigo Carlos Ramos".

Agora, neste janeiro de 2026, decidi abrir essa mala. Percebo que, embora os ciclos terminem, o que é belo permanece. Olho para trás com gratidão e para a mala com reverência. As belezas da minha vida são eternas — e só essas sobrevivem ao tempo. Grato pelo vosso amor fraterno.

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