A propósito desta imagem, a minha filha Ana Rita honrou-me com este comentário:
"A minha adolescência foi assim ... a minha casa era o Ritual, o nosso bar que era como uma casa, aqui podíamos encontrar chá quentinho, um bom café, um bom chocolate quente, cocktails sem álcool mas cheios de cor, as famosas princesinhas (uma adaptação da Francesinha do Porto), mas ... sobretudo, boas conversas... boa música...poesia.. .arte, foi assim que o meu Pai refez a sua vida nesta época, comigo ao seu lado e com tantas pessoas que foram cura e casa para nós e nós para elas! O meu Pai trabalhava duro, eu era uma adolescente normal com uma vida bem diferente, pois quando saía da escola não ia para uma casa propriamente dita mas ia para nossa casa! Este bar que era a nossa casa... sempre quentinho... sempre acolhedor! Obrigada Pai por este tempo inesquecível das nossas as vidas... foi duro mas foi bom! Amo-te muito! Ah e esta cara séria, provavelmente prestava atenção a algum poema ou atuação ... não pareço muito feliz, mas era!!!".
Ficaram-me gravadas as palavras da Ana Rita, escritas com uma sensibilidade rara: "...foi assim que o meu Pai refez a sua vida nesta época, comigo ao seu lado e com tantas pessoas que foram cura e casa para nós — e nós para elas!"
Esta frase resume o que foi
o RiTuAL Bar. Muito mais do
que um local de passagem, foi a casa de uma grande família. Um porto seguro
onde a amizade servia de confessionário para partilhar as alegrias e amparar as
(poucas) tristezas. Era (também) a materialização do "Sonho de
Durban" (https://estoriasdetrazerporcasa.blogspot.com/2026/01/o-sonho-de-durban.html )
É difícil, neste exercício
de memória, conseguir agradecer a cada pessoa que funcionou como um bálsamo
para a nossa alma. Mas há nomes que o coração não deixa esquecer. Deixo aqui um
abraço público ao Paulo Marques, à Fátima Alves, ao Ricardo Brito e a todo este
grupo incrível: André Medeiros, Graça Cardoso, Ângela Mateus, Rui Marques,
Paulo Ribeiro, Nando Duarte, Ângelo Silva, João Soares, Rui Dias, Henrique
Barreto, Francisco Rolo, Raquel Silva, Joaquim Maia, João Paulo, João Paiva, Rita Moita,
Juliana Leitão, Sérgio Guerra, Roméo Vieira e Quim Ribeiro...
A todos vocês, e aos muitos que os "etc." não conseguem nomear: o meu muito obrigado.

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