3 de julho de 2012

Uma rapidinha (licenciatura) à Relvas

"Uma licenciatura de três anos realizada em apenas um. O caso da licenciatura de Miguel Relvas em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Lusófona é hoje notícia em vários jornais..."

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-caso-da-brevissima-licenciatura-de-relvas=f737264#ixzz1zaXnoLvY

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"Tou todo contente",  ou mais do que isso: "contentérrimo" com a notícia da rapidinha  (licenciatura) do senhor Relvas. A notícia é "bué da boa" cá "pro pessoal" - todo o pessoal, mas mais mais "pros" seguidores e amigos do ex primeiro ministro, de quem se  falou "cobras e lagartos". 
O  pessoal sabe que Sócrates não era um qualquer santinho de ermida, mas este cavalheiro Relvas, ganha-lhe aos pontos, isto é: se ambos fossem atletas  da bola no cesto, o homem da rapidinha (licenciatura) dava uma cabazada, principalmente nos "afundanços" no cesto, e nos triplos era um ver se te havias!
Lembro-me de "uma coisa" que João Villaret dizia, por acaso bem dita  ( "pro" meu gosto de menino de coro, carago!);  se bem "ma lembra" chama-se "Procissão". Tem um final que reza assim: " ...Na nossa aldeia que Deus a proteja!  / Já passou a procissão"!
Passou não, "minino Relvinha", viu?

12 de maio de 2012

Miradouro da "esperança"


Vou puxar a brasa à minha sardinha, com vossa licença…
Inaugurado em 1992 pelo então Secretário de Estado da Agricultura, Álvaro Amaro, o “Miradouro da Esperança” continua a desempenhar a missão para que foi construído: suster uma inestética barreira, sita na rua principal do meu sítio. Como lhe acrescentaram um passadiço com proteção física, mais ou menos a três quartos da altura, batizaram- no de mirante, sinal de que dali se descortina horizonte suficiente para saciar a vista, o que não corresponde à verdade. Digamos que tem as “vistas curtas” para o outro lado da rua, para cima, para baixo e para o alto…
Nunca questionei os autores da ideia sobre o pomposo título; os senhores desse tempo, no meu sítio, lá saberão da sua importância nacional, a ponto de merecer a honra presencial de um membro do Governo na hora de cortar a fita. Adiante – importa a obra que alindou o espaço, e o resto pertence às manigâncias político-partidárias –, nada a acrescentar perante a evidência da pompa e circunstância da inauguração, a que associo um pouco da “Procissão” de António Lopes Ribeiro, poema magistralmente interpretado por João Villaret:: “…Na nossa aldeia, que Deus a proteja, já passou a procissão…”!
Nesse recuado ano, os anseios de alguns dos meus conterrâneos manifestaram-se através da construção de um paredão e do vocábulo esperança! Certamente profetizaram renovado futuro, e nada melhor do que a rigidez do betão para exprimirem, simbolicamente, sentimentos e desejos legítimos. Infelizmente, a aldeia desertifica-se de ano para ano e não se adivinham tempos de fartura. Essa “esperança” evaporou-se…
Por cá, no meu sítio, há casas reconstruídas por quem se apaixonou pela terra, e muitas, imensas casas decrépitas – retrato em sépia de uma realidade confrangedora. O “meu” rio, que agora transborda, no estio abandona-se no leito, mal se espreguiça, e deixou de ser a grande atração turística pela ausência de caudal capaz de arrastar toda a espécie de porcaria para bem longe das margens. Junta-se ao Mondego perto de Penacova e perde a identidade a caminho do mar. Hoje fui visitá-lo de perto – assusta o turbilhão das águas revoltas.
No “coração” da aldeia, a última filial dos Grandes Armazéns do Chiado morre devagar, e o mesmo acontece ao palacete da família Nunes dos Santos, fundadores dos célebres armazéns consumidos pelo fogo em 1988.
E pronto, disse, basta por hoje, mas continuo pensativo e insisto na dúvida: sempre gostaria de saber se alguém já lobrigou do “miradouro” algum tipo de esperança….
(Adaptado da croniqueta com o mesmo título, publicada no "Correio da Beira Serra"  em Fevereiro de 2009)

24 de março de 2012

"Atirei o pau ao gato to - to / mas o gato to-to não morreu..."

Professora benfiquista muda 'Atirei o Pau no Gato' e gera polémica



"A inocente cantiga Atirei o Pau no Gato se transformou em mais um capítulo da acirrada rivalidade entre Porto e Benfica. A polêmica aconteceu em uma escola infantil de Ericeira, 35 km ao noroeste de Lisboa, em Portugal. Pai de uma menina de 4 anos, o encarregado de educação Eduardo Mendes apresentou queixa formal ao Ministério de Educação do país contra o estabelecimento por exaltar o Benfica em música adaptada para ser cantada pelas crianças.
Segundo a Agência Lusa, que teve acesso ao protesto, o trecho "Vai-te embora pulga maldita/batata frita/viva o Benfica" foi encaixado à música, cantada várias vezes ao dia na escola. O fato indignou Mendes, que se classificou como um torcedor "não muito fervoroso" do Porto.
Na queixa, o pai alega que tal influência compromete o respeito pela diferença, individualidade e civismo, lembrando que "a escola deve ser um espaço onde nem política, nem religião, nem clubismos desportivos devem ser alimentados".
"O fato causou indignação ao próprio Porto, que publicou uma nota nesta quinta-feira saudando o "civismo" do torcedor e classificando, de acordo com o clube, o ativismo das escolas públicas aos feitos pelos aiatolás aos adeptos do islamismo, dizendo que o estabelecimento era uma madrassa -que ensina valores do Islã.
O FC Porto saúda o civismo do pai e condena este proselitismo feito em escolas públicas, que em vez de ensinarem os valores da liberdade de escolha, ou de opinião, preferem ser uma espécie de "ayatollahs"(sic) das suas próprias preferências", opinou o Porto, que classificou os profissionais da escola como "fascistas".
Procurado, o diretor das escolas de Ericeira, Alfredo Carvalho, preferiu não se pronunciar. Mendes afirma que chegou a falar com a professora da filha antes de fazer a queixa ao Ministério da Educação, ao perceber que a prática ocorria desde o início do ano letivo. Mas teria obtido apenas um "quem está mal, muda de escola", além da justificativa de que das 15 crianças da sala da filha, apenas duas não torcem para o Benfica.
Por conta dos desdobramentos, Eduardo Mendes já cogita a possibilidade de mudar a filha de escola".
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Surripiado daqui:

12 de fevereiro de 2012

A voz do bispo

D. Januário Torgal, bispo das Forças Armadas, veio acentuar o descontentamento da tropa, o que me parece lógico neste tempo de  cortes e cintos apertados.
A família militar tem (mais) uma voz a abanar as consciências dos políticos, mas o povo não acredita  numa revolução, muito menos numa "guerra" entre as partes, governo e soldados, sem tiros, talvez com cravos, e, se for assim, basta um "golpe de estado", como aconteceu em abril de 1974, para lavar as afrontas de agora: "em casa onde não há pão..."

21 de janeiro de 2012

O senhor Álvaro

O senhor Álvaro, delicado no gosto, escolheu o pastel de Belém para afirmar sem pompa o seu (dele) contributo para o enriquecimento do país pela via do pastel. De Ministro pouco visto, num ápice popularizou a sua imagem, não por obra de vulto, mas pela ideia luminosa de transformar a doce iguaria num símbolo nacional, capaz de ombrear fora de portas com o vinho do Porto…
O senhor Álvaro foi sincero nas palavras quando sugeriu o pastel para embaixador do que de melhor (e mais doce!) se produz por cá. Desconheço se existe confraria que represente a especialidade nos altos graus da doçaria; se estiver constituída, o senhor Álvaro deve ser entronizado num dos próximos capítulos…
O senhor Álvaro, não tarda, vai ter seguidores na ideia; depois do pastel, alguns doces conventuais devem estar à espreita de outro Ministro com ideias doces e preocupado com a situação económica do país, embora esteja em crer que o mais certo é surgir no horizonte uma ou outra confraria com sugestão mais robusta – da Chanfana ao Bucho, sem esquecer o Bacalhau, existem “ mais do que muitas” associações constituídas por gente de bons costumes, os “confrades”, que se manifestam sem segredos e vestem fardamentos de estilo – capaz de guerrear o mercado internacional.
O senhor Álvaro, um dia, vai ter direito a estátua junto aos Jerónimos, em Belém, e o governo que estiver em funções irá decretar “O Dia do Pastel”, 12 de Janeiro, feriado nacional, mesmo que seja necessário desistir de outra data histórica…
Se formos a votos, decido-me, pela “Feijoada à Transmontana” !

7 de janeiro de 2012

“Que República”

 A Biblioteca Alberto Martins de Carvalho, em Coja, teve lotação esgotada na primeira Tertúlia do “Ciclo de Tertúlias Fernando Vale”, da responsabilidade da Federação Distrital de Coimbra do Partido Socialista, que trouxe à “Princesa do Alva” gente de muito saber: Amadeu Carvalho Homem, Luís Parreirão e Manuel da Costa.
“Que República” foi o tema escolhido para juntar as pessoas ao serão – coisa rara por aqui, sobretudo numa noite fria de sexta feira…
Se o tema é inesgotável, nunca se cansa quem porfia na lembrança de Fernando Vale, como salientou o seu filho Mário, secundado pelos restantes oradores, para quem a figura deste ilustre “Aristocrata da Esquerda” (…), nas palavras de Torga, foi “…Matusalém sem idade, e teve tempo para ser no mundo a imagem paradigmática do jovem irreverente, do bom chefe de família, do amigo leal, do médico devotado, do político isento, do governante capaz, do cidadão exemplar…”
 - Se Fernando Vale fosse vivo, o serão teria prolongamento garantido na sua casa em Santa Clara, do outro lado do rio - lembrou, saudoso, Manuel da Costa...
Fico nas palavras do "Manel":
- A mim, Fernando Vale faz-me muita falta...

27 de dezembro de 2011

Equilibrios

A "Praça da Alegria", na RTP 1, acaba de apresentar um equilibrista notável - disse o locutor do circo onde  o artista se apresenta diariamente. 
Equilíbrio sobre rolos ou sobre uma esfera, como se viu, parece, de facto, difícil; o risco de um trambolhão é real, mas a "Praça", se quiser aumentar as audiências, basta convidar qualquer português comum - todos somos artistas "talentosos" na arte  de  equilibrar as finanças, a própria vida, enfim...