24 de março de 2012

"Atirei o pau ao gato to - to / mas o gato to-to não morreu..."

Professora benfiquista muda 'Atirei o Pau no Gato' e gera polémica



"A inocente cantiga Atirei o Pau no Gato se transformou em mais um capítulo da acirrada rivalidade entre Porto e Benfica. A polêmica aconteceu em uma escola infantil de Ericeira, 35 km ao noroeste de Lisboa, em Portugal. Pai de uma menina de 4 anos, o encarregado de educação Eduardo Mendes apresentou queixa formal ao Ministério de Educação do país contra o estabelecimento por exaltar o Benfica em música adaptada para ser cantada pelas crianças.
Segundo a Agência Lusa, que teve acesso ao protesto, o trecho "Vai-te embora pulga maldita/batata frita/viva o Benfica" foi encaixado à música, cantada várias vezes ao dia na escola. O fato indignou Mendes, que se classificou como um torcedor "não muito fervoroso" do Porto.
Na queixa, o pai alega que tal influência compromete o respeito pela diferença, individualidade e civismo, lembrando que "a escola deve ser um espaço onde nem política, nem religião, nem clubismos desportivos devem ser alimentados".
"O fato causou indignação ao próprio Porto, que publicou uma nota nesta quinta-feira saudando o "civismo" do torcedor e classificando, de acordo com o clube, o ativismo das escolas públicas aos feitos pelos aiatolás aos adeptos do islamismo, dizendo que o estabelecimento era uma madrassa -que ensina valores do Islã.
O FC Porto saúda o civismo do pai e condena este proselitismo feito em escolas públicas, que em vez de ensinarem os valores da liberdade de escolha, ou de opinião, preferem ser uma espécie de "ayatollahs"(sic) das suas próprias preferências", opinou o Porto, que classificou os profissionais da escola como "fascistas".
Procurado, o diretor das escolas de Ericeira, Alfredo Carvalho, preferiu não se pronunciar. Mendes afirma que chegou a falar com a professora da filha antes de fazer a queixa ao Ministério da Educação, ao perceber que a prática ocorria desde o início do ano letivo. Mas teria obtido apenas um "quem está mal, muda de escola", além da justificativa de que das 15 crianças da sala da filha, apenas duas não torcem para o Benfica.
Por conta dos desdobramentos, Eduardo Mendes já cogita a possibilidade de mudar a filha de escola".
____

Surripiado daqui:

12 de fevereiro de 2012

A voz do bispo

D. Januário Torgal, bispo das Forças Armadas, veio acentuar o descontentamento da tropa, o que me parece lógico neste tempo de  cortes e cintos apertados.
A família militar tem (mais) uma voz a abanar as consciências dos políticos, mas o povo não acredita  numa revolução, muito menos numa "guerra" entre as partes, governo e soldados, sem tiros, talvez com cravos, e, se for assim, basta um "golpe de estado", como aconteceu em abril de 1974, para lavar as afrontas de agora: "em casa onde não há pão..."

21 de janeiro de 2012

O senhor Álvaro

O senhor Álvaro, delicado no gosto, escolheu o pastel de Belém para afirmar sem pompa o seu (dele) contributo para o enriquecimento do país pela via do pastel. De Ministro pouco visto, num ápice popularizou a sua imagem, não por obra de vulto, mas pela ideia luminosa de transformar a doce iguaria num símbolo nacional, capaz de ombrear fora de portas com o vinho do Porto…
O senhor Álvaro foi sincero nas palavras quando sugeriu o pastel para embaixador do que de melhor (e mais doce!) se produz por cá. Desconheço se existe confraria que represente a especialidade nos altos graus da doçaria; se estiver constituída, o senhor Álvaro deve ser entronizado num dos próximos capítulos…
O senhor Álvaro, não tarda, vai ter seguidores na ideia; depois do pastel, alguns doces conventuais devem estar à espreita de outro Ministro com ideias doces e preocupado com a situação económica do país, embora esteja em crer que o mais certo é surgir no horizonte uma ou outra confraria com sugestão mais robusta – da Chanfana ao Bucho, sem esquecer o Bacalhau, existem “ mais do que muitas” associações constituídas por gente de bons costumes, os “confrades”, que se manifestam sem segredos e vestem fardamentos de estilo – capaz de guerrear o mercado internacional.
O senhor Álvaro, um dia, vai ter direito a estátua junto aos Jerónimos, em Belém, e o governo que estiver em funções irá decretar “O Dia do Pastel”, 12 de Janeiro, feriado nacional, mesmo que seja necessário desistir de outra data histórica…
Se formos a votos, decido-me, pela “Feijoada à Transmontana” !

7 de janeiro de 2012

“Que República”

 A Biblioteca Alberto Martins de Carvalho, em Coja, teve lotação esgotada na primeira Tertúlia do “Ciclo de Tertúlias Fernando Vale”, da responsabilidade da Federação Distrital de Coimbra do Partido Socialista, que trouxe à “Princesa do Alva” gente de muito saber: Amadeu Carvalho Homem, Luís Parreirão e Manuel da Costa.
“Que República” foi o tema escolhido para juntar as pessoas ao serão – coisa rara por aqui, sobretudo numa noite fria de sexta feira…
Se o tema é inesgotável, nunca se cansa quem porfia na lembrança de Fernando Vale, como salientou o seu filho Mário, secundado pelos restantes oradores, para quem a figura deste ilustre “Aristocrata da Esquerda” (…), nas palavras de Torga, foi “…Matusalém sem idade, e teve tempo para ser no mundo a imagem paradigmática do jovem irreverente, do bom chefe de família, do amigo leal, do médico devotado, do político isento, do governante capaz, do cidadão exemplar…”
 - Se Fernando Vale fosse vivo, o serão teria prolongamento garantido na sua casa em Santa Clara, do outro lado do rio - lembrou, saudoso, Manuel da Costa...
Fico nas palavras do "Manel":
- A mim, Fernando Vale faz-me muita falta...

27 de dezembro de 2011

Equilibrios

A "Praça da Alegria", na RTP 1, acaba de apresentar um equilibrista notável - disse o locutor do circo onde  o artista se apresenta diariamente. 
Equilíbrio sobre rolos ou sobre uma esfera, como se viu, parece, de facto, difícil; o risco de um trambolhão é real, mas a "Praça", se quiser aumentar as audiências, basta convidar qualquer português comum - todos somos artistas "talentosos" na arte  de  equilibrar as finanças, a própria vida, enfim...

18 de dezembro de 2011

"Honi soit qui mal y pense"

                                  Imagem retirada do blog 
          "O sítio dos desenhos",com a devida vénia

O Primeiro Ministro, simpático e altruísta, sugeriu aos professores desempregados uma solução que nada tem de inédita, por isso não admira que, mais cedo ou mais tarde, os docentes demandem o Brasil ou iniciem uma aventura num local remoto dos países de África onde o português é língua oficial.
O "tuga" sempre procurou outras paragens em busca da fortuna. Por norma, o nosso emigrante, assimila com facilidade os hábitos e costumes dos outros povos, e se a vida lhe corre de feição fica no país adoptivo por longo tempo. A “proposta”, de facto, não tem nada de extraordinário – ou terá?
Segundos os Censos, somos" muitos": 10.555.853! É preciso cortar, reduzir, eliminar!
- Para os mais velhos, o Serviço Nacional de Saúde “dá” uma ajuda!
- Para os excedentários na plenitude das suas forças, o Ministro dos Negócios Estrangeiros certamente “dará” um empurrão!
Passos Coelho não sabe o que o futuro lhe reserva, talvez se mantenha no poder por meio século, ou emigre, como fez o seu antecessor e outros de ”boa memória” (António Guterres e José Manuel Barroso).
Marcelo Caetano “também emigrou” para o Brasil…

16 de dezembro de 2011

Como pagar a dívida rapidamente

Li a intervenção do deputado socialista Pedro Nuno Santos durante um jantar e, confesso, fiquei perplexo com o uso de alguns termos linguísticos, quase sempre ditos no aconchego de uma “conversa em família” e não assim, aos microfones, e perante largas dezenas de pessoas, simpatizantes ou não do Partido Socialista. Depois, voltei à leitura da mesma matéria num outro jornal, onde a introdução do artigo fez alguma luz sobre o estar, ou não, “de joelhos” perante os senhores que nos emprestaram mãos cheias de“trocados”, que havemos de devolver com juros altos, claro…
O deputado Pedro pode ter sido “bruto” e politicamente incorrecto, mas provou que não é tolo; por certo os seus argumentos estavam “pesados” e pensados, atravessados no gorgomilo, e o momento foi o que considerou ideal para entrar no compêndio das estórias das coisas simples, isto é, “marimbou-se” em cuidar das palavras, foi direito ao assunto, como a gente do povo faz quando entende que tem a razão do seu lado, como agora.
Outro texto sobre o mesmo tema tem a assinatura de Daniel de Oliveira e está na página on line do Expresso (http://aeiou.expresso.pt/-escandalo-um-deputado-nao-esta-de-joelhos=f694701). Vale a pena ler – eu li e gostei!
Para remate de croniqueta sem pretensões, como ando “feliz da vida”, adianto uma ideia libertina, que o Governo pode aproveitar como sua: que tal vender o país a retalho? Querem melhor solução para liquidar rapidamente o empréstimo da troika?
Faço anúncio, desde já, que sou legítimo proprietário de uma parcela de terreno com bons acessos; precisava rentabilizar “aquilo” – vendo a pronto!