7 de janeiro de 2012

“Que República”

 A Biblioteca Alberto Martins de Carvalho, em Coja, teve lotação esgotada na primeira Tertúlia do “Ciclo de Tertúlias Fernando Vale”, da responsabilidade da Federação Distrital de Coimbra do Partido Socialista, que trouxe à “Princesa do Alva” gente de muito saber: Amadeu Carvalho Homem, Luís Parreirão e Manuel da Costa.
“Que República” foi o tema escolhido para juntar as pessoas ao serão – coisa rara por aqui, sobretudo numa noite fria de sexta feira…
Se o tema é inesgotável, nunca se cansa quem porfia na lembrança de Fernando Vale, como salientou o seu filho Mário, secundado pelos restantes oradores, para quem a figura deste ilustre “Aristocrata da Esquerda” (…), nas palavras de Torga, foi “…Matusalém sem idade, e teve tempo para ser no mundo a imagem paradigmática do jovem irreverente, do bom chefe de família, do amigo leal, do médico devotado, do político isento, do governante capaz, do cidadão exemplar…”
 - Se Fernando Vale fosse vivo, o serão teria prolongamento garantido na sua casa em Santa Clara, do outro lado do rio - lembrou, saudoso, Manuel da Costa...
Fico nas palavras do "Manel":
- A mim, Fernando Vale faz-me muita falta...

27 de dezembro de 2011

Equilibrios

A "Praça da Alegria", na RTP 1, acaba de apresentar um equilibrista notável - disse o locutor do circo onde  o artista se apresenta diariamente. 
Equilíbrio sobre rolos ou sobre uma esfera, como se viu, parece, de facto, difícil; o risco de um trambolhão é real, mas a "Praça", se quiser aumentar as audiências, basta convidar qualquer português comum - todos somos artistas "talentosos" na arte  de  equilibrar as finanças, a própria vida, enfim...

18 de dezembro de 2011

"Honi soit qui mal y pense"

                                  Imagem retirada do blog 
          "O sítio dos desenhos",com a devida vénia

O Primeiro Ministro, simpático e altruísta, sugeriu aos professores desempregados uma solução que nada tem de inédita, por isso não admira que, mais cedo ou mais tarde, os docentes demandem o Brasil ou iniciem uma aventura num local remoto dos países de África onde o português é língua oficial.
O "tuga" sempre procurou outras paragens em busca da fortuna. Por norma, o nosso emigrante, assimila com facilidade os hábitos e costumes dos outros povos, e se a vida lhe corre de feição fica no país adoptivo por longo tempo. A “proposta”, de facto, não tem nada de extraordinário – ou terá?
Segundos os Censos, somos" muitos": 10.555.853! É preciso cortar, reduzir, eliminar!
- Para os mais velhos, o Serviço Nacional de Saúde “dá” uma ajuda!
- Para os excedentários na plenitude das suas forças, o Ministro dos Negócios Estrangeiros certamente “dará” um empurrão!
Passos Coelho não sabe o que o futuro lhe reserva, talvez se mantenha no poder por meio século, ou emigre, como fez o seu antecessor e outros de ”boa memória” (António Guterres e José Manuel Barroso).
Marcelo Caetano “também emigrou” para o Brasil…

16 de dezembro de 2011

Como pagar a dívida rapidamente

Li a intervenção do deputado socialista Pedro Nuno Santos durante um jantar e, confesso, fiquei perplexo com o uso de alguns termos linguísticos, quase sempre ditos no aconchego de uma “conversa em família” e não assim, aos microfones, e perante largas dezenas de pessoas, simpatizantes ou não do Partido Socialista. Depois, voltei à leitura da mesma matéria num outro jornal, onde a introdução do artigo fez alguma luz sobre o estar, ou não, “de joelhos” perante os senhores que nos emprestaram mãos cheias de“trocados”, que havemos de devolver com juros altos, claro…
O deputado Pedro pode ter sido “bruto” e politicamente incorrecto, mas provou que não é tolo; por certo os seus argumentos estavam “pesados” e pensados, atravessados no gorgomilo, e o momento foi o que considerou ideal para entrar no compêndio das estórias das coisas simples, isto é, “marimbou-se” em cuidar das palavras, foi direito ao assunto, como a gente do povo faz quando entende que tem a razão do seu lado, como agora.
Outro texto sobre o mesmo tema tem a assinatura de Daniel de Oliveira e está na página on line do Expresso (http://aeiou.expresso.pt/-escandalo-um-deputado-nao-esta-de-joelhos=f694701). Vale a pena ler – eu li e gostei!
Para remate de croniqueta sem pretensões, como ando “feliz da vida”, adianto uma ideia libertina, que o Governo pode aproveitar como sua: que tal vender o país a retalho? Querem melhor solução para liquidar rapidamente o empréstimo da troika?
Faço anúncio, desde já, que sou legítimo proprietário de uma parcela de terreno com bons acessos; precisava rentabilizar “aquilo” – vendo a pronto!

12 de dezembro de 2011

Chá de tília

Quando se toma "chá desde pequenino", não se chamam nomes feios às pessoas, muito menos aos chefes, do Governo e/ou outros de quem dependemos para respirar um pouco de tranquilidade cívica (leiam, por favor: mais Justiça, menos taxas  no S.N.S., mais segurança de pessoas e bens, etc, etc...), daí ficar entre o calado  e o silêncio das palavras neste  Natal...
Passos, Relvas e outros cavalheiros do mesmo grau e qualidade, certamente hão-de fazer chegar ao povo que somos as "boas festas" da praxe. Por mim, dispenso o cinismo com enfeites de arrogância. 

8 de dezembro de 2011

Greve geral às doenças

"Não tarda, haverá guerra de "tiros" um pouco por todo o lado..."
Mais palavra menos palavra, ouvi um sujeito do alto sua cátedra vaticinar o breve futuro nestes termos. 
Uns afiançam  que, depois,  a paz será mais prolongada no tempo; outros vão mais longe e afirmam que a Europa JÁ ESTÁ em guerra - falta carregar nos botões de uma "qualquer consola" reservada para o efeito. Quando um louco endoidar, isso é certo! Sobre a paz que há-de vir, quem ficar por cá, dirá...
Em Portugal, estou em  crer que não será necessário chegar a este extremo. Tiros? Não, aumentam-se os custos com  a saúde e basta: não há tiro mais certeiro! Há que reduzir, cortar, eliminar -  o resto é questão de tempo, seremos menos...
 "Morrer assim", NÃO - este é o momento certo para "decretar"  greve geral às doenças! Se aderirmos em força, os hospitais deixam de ter clientes, os médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar idem aspas aspas. O Governo - este Governo! - sofrerá na pele a saúde  de todos nós, acabará por adoecer de raiva e morrerá! Lágrimas, só as das carpideiras profissionais...