12 de novembro de 2011

Por favor, não me tirem o "meu feriado"

Para o ano, quem é de trabalho, terá mais uns dias para mostrar as suas aptidões. Sabe-se que está na forja  uma negociata para retirar do calendário  quatro  feriados! 
A Igreja Católica tem alguns "para a troca" e fez saber que sim senhor, deixa cair dois, se o Governo fizer o mesmo; quer dizer: os feriados civis “têm” dono, por isso… faça-se a vontade de quem mais ordena (não, não é o povo, isso é coisa do PREC…) e retirem-se da circulação, por exemplo, dois dos feriados que não "fazem falta nenhuma": 1 de Dezembro e 25 de Abril. Assim, como assim, alguém está interessado em festejar revoluções e outras datas parecidas, como o 5 de Outubro? “Tou” a brincar, claro, estas três memórias são marcos importantes da nossa História, DEVEM continuar a merecer festa  rija!
No que à Igreja diz respeito, alguns são intocáveis,claro; deixo um apelo a quem tem  a decisão na ponta da caneta: por favor, não me tirem o "meu feriado", 1 de Novembro, “Dia de Todos os Santos” – é o único em que me “revejo”…

8 de novembro de 2011

Saiu-me na rifa o dia em que nasci



Ontem, dia sete, saiu-me na rifa o dia em que nasci. Não digo em que ano... porque perdi a memória, não me lembro...


Lembro, isso sim, as dezenas de pessoas que neste dia marcaram presença através de simples mensagens e/ ou lembranças, algumas comoventes - as pessoas fizeram parte da minha vida durante quase uma década, e as lembranças são para a vida inteira!


Vieram os ritualistas em peso, e eu gostei de os ver chegar. O RITUAL BAR foi o aconchego de um gostar diferente, como as palavras que alinho, daí que a mensagem de parabéns deixada pela Raquel Silva tenha o significado de "um amor perfeito" pela poesia das palavras que identificam os diferentes cocktails, inventados e servidos - todos eles! - com dedicatória; como perdi a memória, não me lembro... de quem mereceu tais privilégios...


Possivelmente, o RITUAL BAR foi o melhor local para outros aconchegos: música, poesia, exposições de pintura e artesanato, além das palavras, muitas e excelentes palavras: debates de ideias e estórias sem fim!


Agora, de forma singela, é minha intenção prestar homenagem à "família ritualista" através das palavras da Raquel :


"Saudades... Saudades de beber Saudades,Ternura, Amor Perfeito (sem canela), Quinas e os batidos com gelados sem esquecer as Tostas Misticas... Saudades das conversas da música e dos livros, das sessões de poesia...e do jambé... enfim... Saudades...".


Com uma "lágrima ao canto do olho" e o coração a bater mais apressado, fico por aqui num abraço - o abraço é apertado quanto baste...

Aos amigos do "depois" do RITUAL BAR, gratidão maior por partilharem comigo a atenção dos afectos...

5 de novembro de 2011

Sala de memórias

sonho com uma "sala de memórias" (o nome tem a chancela do dr. Nuno Mata) no edifício da antiga escola primária do meu sítio.

Sou  avesso à exposição de alfaias agrícolas  e outros objectos enquanto regra, como se o passado estivesse  reduzido ao trabalho rural, de sol a sol .Todas as aldeias, como a minha, têm uma História que não pode ser contada apenas e só pela visão de um arado, de um ferro de engomar, de um prato recuperado com  agrafos (chamavam-lhe "gatos"!), de um alcatruz, etc, etc - podia continuar a citar objectos  usados pelos nossos antepassados, trazendo à memória um pouco da minha infância ,repartida pela aldeia e umas quantas visitas a Almada, onde  tinha familiares.
O sonho ocupa-me a mente quando  recortes da "Comarca de Arganil" - com a bonita idade  de um século! - ou imagens como a que escolhi para ilustrar esta  croniqueta.chegam às minhas mãos.  "Lavadeiras" -  chamo-lhe assim porque a  fotografia retrata a ocupação de algumas mulheres durante determinado período do verão, quando os "senhores do Chiado"  vinham passar férias ao palacete da família Nunes dos Santos. Acrescento: os fundadores dos Grandes  Armazéns do Chiado, de boa memória, eram naturais daqui, do Barril de Alva, uma aldeia maneirinha nos seus 3,3 kms, bem servida de acessos e de outros pequenos "luxos", que se orgulha do "seu" rio Alva  e de algumas das pessoas  que por cá ergueram obra de relevo, a vários níveis, tendo em vista o bem estar do povo.
Na imagem, salta à vista uma roda de alcatruzes que, durante o estio, alimentava as várzeas através de levadas com a água a transbordar. No concelho de Arganil havia dezenas destes engenhos - hoje, no meu sítio,  existe um, decrépito, triste, sem uso, mas bonito como cenário. Talvez lhe dêem vida na próxima primavera...
É bom de ver que o  meu sonho passa por trazer para a sala de memórias documentos  onde possamos (re) descobrir as nossas origens e "conviver" com os nossos antepassados.

Isto hoje “deu para o torto”

Bolas, estou sem ideias “brilhantes” para um texto.
Comecei por escrever sobre o provável - é quase certo! - casamento da minha freguesia com a vizinha do lado, porque não reúne os requisitos do “Documento Verde” para manter o estatuto que lhe foi concedido pelo Estado há oitenta e oito anos; desisti e avancei nas teclas com outro tema, voltei atrás e fiz “delete”, e agora vejo-me perante a teimosia da minha mente, “ vá, continua, não desistas”, eu a tentar explicar-lhe que estou “vazio” de ideias, ou por outra: ideias, tenho, mas nenhuma delas é flor que se cheire – alguém estará interessado na leitura de uma das minhas raivinhas? Não creio…
Imaginem esta situação absurda de me sentir com “cara de parvo”, a olhar para o ecrã do “Asus” como quem olha para um espelho; não tenho o retorno da imagem, e isso que importa? Importante é como me entendo, ou não, com as palavras.
Passa da meia-noite, é preferível ficar por aqui – isto hoje “deu para o torto”!

2 de novembro de 2011

O Francisco joga à bola, é capaz de se "safar"...



"O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre, defende que os jovens que se encontrem no desemprego devem “sair da zona de conforto” e partir “além fronteiras”.


"A notícia veio assim mesmo, do nada, do invisível das coisas boas, gentis, simpáticas, e eu deixei-me ficar em sossego mas pensativo sobre o rumo que a família há-de tomar nas vésperas de uma capicua de primaveras, que espero festejar em breve com meio quartilho ao almoço.


O assunto “não tem a haver comigo”, estou distante da juventude, mas tenho filhos e netos, os primeiros “já encaminhados”, como se diz por aqui, e as crianças nos bancos da escola dos "mais pequenos" (excepto o Gonçalo, que já é "grande" e está numa "escola dos grandes", na Universidade...).


Tenho para mim que o senhor Miguel Mestre conhece mal a História; de outro modo, lembrar-se-ia que as “nossas” províncias ultramarinas foram entregues aos seus proprietários logo a seguir à “Revolução dos Cravos”. Portanto, a antiga África portuguesa não pode ser o destino à escala dos milhares; a maior parte dos países da Europa estão pelas ruas da amargura, a América do Norte também, e mais para o Sul não se pode embarcar sem “mais nem menos”.Talvez as arábias, mas não é aconselhável…


Obviamente, há mais destinos a levar em conta se os meus filhos (e netos) tomarem a decisão de seguir os sábios e altruístas conselhos do senhor Mestre, a quem compete DIZER de viva voz onde estão as portas escancaradas para outra “zona de conforto” (“zona de conforto” é uma frase bonita e “confortável”, como se fosse um sofá dos Aquinos…)!


Pensando bem, de todos os meus netos, o Francisco, pequenote e reguila, como convém, é “capaz de se safar”: joga à bola, é guarda-redes. Desde que “assine” pelo Real Madrid, nunca se sabe…".

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P.S.

Agora, a "sério": o tema é insosso para o meu lado - nenhum dos meus está no desemprego, à excepção da Rita, que vai agora à Finlândia apresentar o seu artesanato enquanto o seu "mais que tudo", o Rui, como DJ,, "passa música".

A croniqueta vai com dedicatória para a malta da "geração rasca", que bem precisa de "portas escancaradas"...

31 de outubro de 2011

"Um líder não se faz: já nasce feito"



O dia de domingo foi atarefado, a ponto de me perder nas horas do jantar; verdade seja dita que a culpa vai para o ritual da mudança da hora. Posso, ainda, endereçar uma parte da culpa para a conversa animada que mantive com amigos ao fim da tarde sobre um tema que há pouco foi superiormente esmiuçado pelo professor Marcelo Rebelo de Sousa na TVI, quando se referiu às questões que o Governo tem entre mãos, como o Orçamento, que vê a sua discussão adiada.


Argumentava o professor que os membros do Governo, a começar pelo primeiro-ministro, têm de ser transparentes - digo eu: nas palavras e nos actos. De transparência se falou, também, durante a conversa de amigos esta tarde.


O associativismo, aqui no meu sítio e arredores, tem carência de lideranças capazes de levar a “bom porto” algumas instituições - do desporto à cultura, há um vazio de pessoas válidas que não pode deixar de preocupar quem tem memórias vivas de um passado recente. Entende-se não ser apelativo “dar o corpo ao manifesto”, oferecendo tempo e dinheiro em troca de quase nada, melhor: recebendo como reconhecimento do seu esforço e dedicação, desconfianças e palavras amargas. É por isso que (quase) ninguém aceita liderar um grupo, assumindo a gestão de algumas colectividades, que correm o risco de fechar portas por falta de “carolas”. Naturalmente, há excepções, algumas credíveis, outras nem por isso… por falta de transparência, até na assunção da ausência das próprias limitações, intelectuais e/ou outras.


Escreve um famoso psicólogo: “…é comum dizer-se que um líder não se faz: já nasce feito!...” Tenho as minhas dúvidas...

25 de outubro de 2011

Aquilo é mesmo uma galena

Comprei uma “alta fidelidade” pela fortuna de  um euro e meio numa loja chinoca!
O aparelhinho “dá “ música desde que rode o botão do volume no sentido dos ponteiros do relógio; como não tem ecrã nem qualquer outro sinal informativo da frequência, é ao “calhas”, às vezes “apanho” a Antena 1, outras a Renascença e por aí fora até ao máximo de cinco, o que abona da potência da minha rádio galena – sim, aquilo é mesmo uma galena, mas das modernas, com pequenos circuitos integrados e tudo, bem diferente daquelas que ajudei a construir quando era “puto”. Lembro-me que uma das peças fundamentais do aparelho, que também “dava” música, era um carrinho de linhas sem elas, as linhas…
Diariamente, a mania (o vício, sei lá!), da música “obriga-me”   a carregar no “on”  de um outro aparelho, muito mais sofisticado e grandinho, que tenho na casa de  banho. Há dias, o aparelho “adoeceu”, cansou-se, e eu, por uns tempos, substituí-o pela galena. Aleatoriamente, “dá-me” a música de uma qualquer emissão de rádio, como disse, sem “avisar” de onde é emitida (a música); hoje, o nome da “estação” estava identificado pelos acordes do piano, muito bem acompanhado por uma orquestra sinfónica: Antena 2!
Moral da estória: “pelo andar da carruagem se conhece quem vai   lá dentro”…
… Já agora, por falar em história (com H…): quem se lembra das galenas e do telefone construído com um fio e duas caixas de fósforos?

Rádio galena