5 de novembro de 2011

Isto hoje “deu para o torto”

Bolas, estou sem ideias “brilhantes” para um texto.
Comecei por escrever sobre o provável - é quase certo! - casamento da minha freguesia com a vizinha do lado, porque não reúne os requisitos do “Documento Verde” para manter o estatuto que lhe foi concedido pelo Estado há oitenta e oito anos; desisti e avancei nas teclas com outro tema, voltei atrás e fiz “delete”, e agora vejo-me perante a teimosia da minha mente, “ vá, continua, não desistas”, eu a tentar explicar-lhe que estou “vazio” de ideias, ou por outra: ideias, tenho, mas nenhuma delas é flor que se cheire – alguém estará interessado na leitura de uma das minhas raivinhas? Não creio…
Imaginem esta situação absurda de me sentir com “cara de parvo”, a olhar para o ecrã do “Asus” como quem olha para um espelho; não tenho o retorno da imagem, e isso que importa? Importante é como me entendo, ou não, com as palavras.
Passa da meia-noite, é preferível ficar por aqui – isto hoje “deu para o torto”!

2 de novembro de 2011

O Francisco joga à bola, é capaz de se "safar"...



"O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre, defende que os jovens que se encontrem no desemprego devem “sair da zona de conforto” e partir “além fronteiras”.


"A notícia veio assim mesmo, do nada, do invisível das coisas boas, gentis, simpáticas, e eu deixei-me ficar em sossego mas pensativo sobre o rumo que a família há-de tomar nas vésperas de uma capicua de primaveras, que espero festejar em breve com meio quartilho ao almoço.


O assunto “não tem a haver comigo”, estou distante da juventude, mas tenho filhos e netos, os primeiros “já encaminhados”, como se diz por aqui, e as crianças nos bancos da escola dos "mais pequenos" (excepto o Gonçalo, que já é "grande" e está numa "escola dos grandes", na Universidade...).


Tenho para mim que o senhor Miguel Mestre conhece mal a História; de outro modo, lembrar-se-ia que as “nossas” províncias ultramarinas foram entregues aos seus proprietários logo a seguir à “Revolução dos Cravos”. Portanto, a antiga África portuguesa não pode ser o destino à escala dos milhares; a maior parte dos países da Europa estão pelas ruas da amargura, a América do Norte também, e mais para o Sul não se pode embarcar sem “mais nem menos”.Talvez as arábias, mas não é aconselhável…


Obviamente, há mais destinos a levar em conta se os meus filhos (e netos) tomarem a decisão de seguir os sábios e altruístas conselhos do senhor Mestre, a quem compete DIZER de viva voz onde estão as portas escancaradas para outra “zona de conforto” (“zona de conforto” é uma frase bonita e “confortável”, como se fosse um sofá dos Aquinos…)!


Pensando bem, de todos os meus netos, o Francisco, pequenote e reguila, como convém, é “capaz de se safar”: joga à bola, é guarda-redes. Desde que “assine” pelo Real Madrid, nunca se sabe…".

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P.S.

Agora, a "sério": o tema é insosso para o meu lado - nenhum dos meus está no desemprego, à excepção da Rita, que vai agora à Finlândia apresentar o seu artesanato enquanto o seu "mais que tudo", o Rui, como DJ,, "passa música".

A croniqueta vai com dedicatória para a malta da "geração rasca", que bem precisa de "portas escancaradas"...

31 de outubro de 2011

"Um líder não se faz: já nasce feito"



O dia de domingo foi atarefado, a ponto de me perder nas horas do jantar; verdade seja dita que a culpa vai para o ritual da mudança da hora. Posso, ainda, endereçar uma parte da culpa para a conversa animada que mantive com amigos ao fim da tarde sobre um tema que há pouco foi superiormente esmiuçado pelo professor Marcelo Rebelo de Sousa na TVI, quando se referiu às questões que o Governo tem entre mãos, como o Orçamento, que vê a sua discussão adiada.


Argumentava o professor que os membros do Governo, a começar pelo primeiro-ministro, têm de ser transparentes - digo eu: nas palavras e nos actos. De transparência se falou, também, durante a conversa de amigos esta tarde.


O associativismo, aqui no meu sítio e arredores, tem carência de lideranças capazes de levar a “bom porto” algumas instituições - do desporto à cultura, há um vazio de pessoas válidas que não pode deixar de preocupar quem tem memórias vivas de um passado recente. Entende-se não ser apelativo “dar o corpo ao manifesto”, oferecendo tempo e dinheiro em troca de quase nada, melhor: recebendo como reconhecimento do seu esforço e dedicação, desconfianças e palavras amargas. É por isso que (quase) ninguém aceita liderar um grupo, assumindo a gestão de algumas colectividades, que correm o risco de fechar portas por falta de “carolas”. Naturalmente, há excepções, algumas credíveis, outras nem por isso… por falta de transparência, até na assunção da ausência das próprias limitações, intelectuais e/ou outras.


Escreve um famoso psicólogo: “…é comum dizer-se que um líder não se faz: já nasce feito!...” Tenho as minhas dúvidas...

25 de outubro de 2011

Aquilo é mesmo uma galena

Comprei uma “alta fidelidade” pela fortuna de  um euro e meio numa loja chinoca!
O aparelhinho “dá “ música desde que rode o botão do volume no sentido dos ponteiros do relógio; como não tem ecrã nem qualquer outro sinal informativo da frequência, é ao “calhas”, às vezes “apanho” a Antena 1, outras a Renascença e por aí fora até ao máximo de cinco, o que abona da potência da minha rádio galena – sim, aquilo é mesmo uma galena, mas das modernas, com pequenos circuitos integrados e tudo, bem diferente daquelas que ajudei a construir quando era “puto”. Lembro-me que uma das peças fundamentais do aparelho, que também “dava” música, era um carrinho de linhas sem elas, as linhas…
Diariamente, a mania (o vício, sei lá!), da música “obriga-me”   a carregar no “on”  de um outro aparelho, muito mais sofisticado e grandinho, que tenho na casa de  banho. Há dias, o aparelho “adoeceu”, cansou-se, e eu, por uns tempos, substituí-o pela galena. Aleatoriamente, “dá-me” a música de uma qualquer emissão de rádio, como disse, sem “avisar” de onde é emitida (a música); hoje, o nome da “estação” estava identificado pelos acordes do piano, muito bem acompanhado por uma orquestra sinfónica: Antena 2!
Moral da estória: “pelo andar da carruagem se conhece quem vai   lá dentro”…
… Já agora, por falar em história (com H…): quem se lembra das galenas e do telefone construído com um fio e duas caixas de fósforos?

Rádio galena



O “vermelho” quase não se nota, mas existe

O meu sítio e o meu concelho, em termos políticos, é maioritariamente “laranja”, um pouco “rosa”, uma pitada de “azul”, e o “vermelho” quase não se nota, mas existe.
Perante este cenário, as grandes acções partidárias, obviamente têm o peso que a força da simpatia lhes confere, sobretudo nos comícios (e “bebícios”!) em tempo de eleições, sejam elas quais forem. Fora isso, raramente os partidos políticos vêm para a rua falar às massas; as excepções, quando existem, quase nunca são consideradas relevantes.
Este tempo de múltiplas crises é o “campo de batalha” para, pelo menos, um partido não deixar esmorecer os seus princípios filosóficos; alguns dos seus destacados militantes desdobravam-se em sessões de esclarecimento, assiste quem quer, com ou sem aplausos, mas por maior que seja a distracção de quem se faz presente, há sempre uma frase do orador, uma ideia, talvez um argumento a reter...
O Partido Comunista Português é o exemplo puro do que ficou dito mais atrás…
Depois de largos anos de ausência das festas políticas que não sejam bastante “rosa”, este fim de semana, no sábado, durante o almoço do aniversário de uma instituição social e cultural, usou da palavra o ex candidato às últimas eleições presidenciais e deputado com assento na Assembleia da República, Francisco Lopes. Sendo natural “daqui perto”, de Vinhó, a sua presença foi entendida como ilustre, e não teve qualquer cariz político, embora a situação do país estivesse presente no discurso, como era esperado. Francisco Lopes “entregou a carta a Garcia” sem ser “chato” com as palavras acertadas, foi atentamente escutado e recebeu palmas.
Domingo, agora no meu sítio, durante a tarde, com a chuva por perto, durante um convívio no “parque de merendas” o deputado Bernardino Soares, líder de bancada do PCP, foi brilhante na sua intervenção, objectivamente partidária - todos sabíamos ao que íamos e daí não “veio mal ao mundo”, bem pelo contrário…
O convívio merendeiro, seguido de um magusto, juntou largas dezenas de pessoas com “alma de poeta”, isto é: creio que os seguidores do PCP, sobretudo os mais velhos na militância, continuam fiéis às ideias do antigo e carismático líder que foi Álvaro Cunhal…
Os tempos mudaram (ou não?...), mas como tenho um fraquinho pela melodia do refrão do hino “Avante Camarada”, entrei no coro…

23 de outubro de 2011

Memórias


Memórias de todos os "ritualistas" 
fieis a um tempo único - poesia, pintura, música, artesanato e o aconchego de um "copo"...

“Não sendo nada por aí além”, é uma boa notícia

1.-Para aliviar as chatices das responsabilidades de quem desempenha funções públicas, nada melhor do que uma pantagruélica refeição de euros ao fim do mês, o que é mais do que justo. Se assim não fosse, as grandes inteligências do país simplesmente procurariam outras paragens com a mesma ementa dos banquetes democráticos; felizmente, não é o caso da senhora Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, que continua por cá e não esconde do povo as "iguarias" que, anualmente, lhe servem de sustento - qualquer coisa como 146.784,82 euros!


2.-Podem dizer… “é pá, isso é uma pipa de massa!”, mas para quem tem o dever de zelar pela ordem na Casa da Democracia, além de outros afazeres, como sorrir, enfim, até nem é nada de “muito”…


Acontece, simplesmente, que este valor, “não sendo nada por aí além” quando comparado com a “folha do salário” de alguns príncipes do pontapé na bola, políticos de falas mansas e meia dúzia de cantores “pimba”, é a soma do que lhe é devido segundo as leis de um país com dificuldades económicas e financeiras. Portanto, nada de ilegalidades…


3.-Entretanto, o Presidente da República entendeu criticar as opções do Governo, o Primeiro-ministro, ficou estupefacto com esta “intromissão” mas achou por bem não responder ao Chefe Supremo das Forças Armadas; por outro lado, um dos capitães de Abril, para lembrar as (suas) virtudes revolucionárias, foi dizendo que o país tem uma “revolução nos braços”, e os seus camaradas de armas, no activo, marcaram um “passeio” reivindicativo para o dia 12 de Novembro. Tudo normal - democraticamente normal!


4.-“Não sendo nada por aí além”, quando comparado com o que se passa em alguns países, estes sinais não podem deixar de nos apoquentar e são bem mais graves (digo eu…) do que o tema do novo livro do “ meu conterrâneo” José Rodrigues dos Santos. Vir agora, em plena crise, afiançar que Jesus Cristo não era cristão, que tinha uma catrefa de irmãos, além de acrescentar mais umas quantas “verdades”, segundo ele, é o melhor que nos podia acontecer – passamos a discutir a obra literária e esquecemos o défice!


5.-Depois desta “boa notícia”, caros leitores (as), ainda estão (muito) interessados (as) nas contas da segunda Figura de Portugal? Então, leiam o que anda por ai à solta:





“Assunção Esteves, a actual Presidente da Assembleia da República reformou-se aos 42 anos, com a pensão mensal (14 vezes ano) de € 2.315,51. Fica o Diário da República de 30/07/1998 para vossa informação. Para que saibam ainda, a Senhora Assunção Esteves recebe ainda de vencimento mensal (14 vezes anos) € 5.799,05 e de ajudas de custas mensal (14 vezes ano) € 2.370,07. Aufere, portanto, a quantia anual de € 146.784,82. Ou seja, recebe do erário público, a remuneração média mensal de € 12.232,07 (Doze mil, duzentos e trinta e dois euros, sete cêntimos). Relembramos que também tem direito a uma viatura oficial BMW a tempo inteiro!"