17 de outubro de 2011

Bombeiros de Coja festejaram S. Mguel




Não tenho por costume assistir à Missa dominical, mas hoje decidi aceitar por inteiro o convite dos Bombeiros Voluntários de Coja e participei na cerimónia religiosa dos festejos a S. Miguel.
Missa cantada, qualidade vocal e instrumental acima da média, o templo repleto. O padre Dinis, como sempre, foi brilhante na homilia.
Para quem não é frequentador assíduo das práticas religiosas, o tempo desta manhã de domingo foi propício ao pensamento profundo; cada um por si, a seu modo, interiorizou as suas convicções religiosas e espirituais. Por mim, saí da Igreja “melhor do que entrei, de "alma cheia"...

16 de outubro de 2011

Fórum “Freguesias com futuro”

Assisti em Alvôco das Várzeas ao fórum “Aldeias com futuro”.
Em análise e discussão, o “documento verde”, onde estão definidos os critérios que determinam o futuro das mais de quatro mil freguesias do país.
A mesa foi composta por gente de muito saber; uns renegam em absoluto a “carta de intenções”, outros colocam reticências à remodelação autárquica, outros entendem que “não tem pés nem cabeça” o que está escrito no papel; há contradições aberrantes nos critérios, e o próprio documento, em si mesmo, é uma aberração. O Primeiro-ministro e o super Ministro Miguel Relvas bem podem esperar pela “voz da razão”  das populações e autarcas  atingidos…
Como se sabe, as freguesias que não cumprirem determinados rácios, serão agregadas a outras, dando lugar a NOVAS FREGUESIAS. Sobre este ponto, está escrito no “documento verde”:
No caso das novas Freguesias, a designação deverá ser definida com base numa ampla discussão entre cidadãos e os seus representantes nos Órgãos Autárquicos de Freguesia
e Municipais, devendo as propostas ser submetidas à Assembleia da República…”.
Sempre quero ver  os consensos quando chegar a hora de escolher uma NOVA designação para a Freguesia de Coja, se lhe calhar em “sorte” a Freguesia de Barril de Alva, ou a Vila Cova de Alva, se lhe sair na “rifa” a Freguesia de Anseriz!
... E o povo, pá? 

15 de outubro de 2011

"Brigadinho" pelos incentivos

Anos depois de ter feito uma pausa, o "Ritual" ( blog), para meu contento, ainda não estava esquecido. Quando remexia  o baú das minhas memórias, com frequência  tomava  conhecimento   dos registos das visitas  dos amigos do "RiTuAL bar" ( como se sabe, o estabelecimento continua em franca actividade, embora com um outro conceito lúdico), Agora que anunciei o retorno,  tenho recebido palavras simpáticas de pessoas de quem gosto - os tais amigos de sempre, do peito, pelo amor espiritual que nos une no gosto do belo.
Imaginam  o "estado calamitoso" do meu ego?
"Brigadinho" pelos incentivos...

14 de outubro de 2011

De regresso...


Por razões de consciência, faz todo o sentido voltar "a casa"... 
A partir de agora, marco o próximo encontro nesta esquina, onde as palavras por escrever são mais intensas - eventualmente, diferentes das que teriam forma. Quem vier, encontra sempre a porta aberta e um lugar vago para dois dedos de conversa.
Fica, pois, o convite para "um café sem segredos", acompanhado de um cálice  de "medronheira" ou, se preferirem, um copo com vinho tinto, sem aumento de IVA! "Beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses"! É isso que faremos, quando a fome apertar...
Abençoado Governo que tudo faz pelo bem estar do povo! 

11 de agosto de 2009

Raul Solnado



Imagem retirada do sítio http://fotodecartao.blogspot.com/ , com a devida vénia
.
Imposssível dizer adeus a alguém que sempre exisiu na minha memória e que, de passagem, "mora na Rua do Grémio Lusitano", ao Bairro Alto.
Dá por mim um dos nossos abraços ao Fausto Correia
Um dia destes, "em pé e à ordem", havemos de gargalhar juntos.

Alberto Martins de Carvalho


A profissão de jornalista em tempos de transição” é um excelente exercício de ideias que o director do Correio da Beira Serra, Henrique Barreto, trouxe à luz do sol – digo bem, luz do sol, porque a liberdade, para ser visível, necessita de “luz”, de preferência a que nos aquece e ilumina de borla.
Vem este propósito de enveredar pelas “ideias dos outros" – como se alguma delas fosse minha! - o facto de ter passado a vista e as mãos pelas doze páginas do número zero de hebdomadário Tábua/Arganil Notícias.Posso ter uma ideia sibilina e permanecer calado, em sossego pela inércia do “não vale a pena, deixa-me estar quieto”, mas não é bem esse o jeito de me fazer entender, na linha de João Carreira Bom, Roby Amorim, e outros ilustres camaradas com quem privei no extinto O Século, ou do Henrique Barreto, amigo de alguns anos, e parece ser, também, o mote de quem dá corpo e (alguma) alma ao novel jornal, nascido “ali ao lado”. Posto isto, vamos ao pormenor (da ideia!) que trago à croniqueta.
Era adolescente quando conheci o insigne pedagogo Alberto Martins de Carvalho, licenciado em Direito e Ciências Histórico-Filosóficas pela Universidade de Coimbra. Quando tomou conhecimento de que tínhamos as mesmas origens (Barril de Alva), procurou-me no Liceu D.João III., em Coimbra; desse (s) encontro (s), guardo poucas memórias.Bastante mais tarde, trinta anos depois de África, fiquei a conhecer com algum pormenor a sua carreira académica, e soube que “… nas décadas de 20 e 30 do século passado, foi um dos grandes vultos intelectuais de Coimbra, privando com nomes como Miguel Torga (a quem apresentou Fernando Valle), Paulo Quintela, Vitorino Nemésio, José Régio e outros…”, (in Universidade Fernando Pessoa). Mais recentemente, com agrado, tomei nota da sua incursão no jornalismo, ao estilo das figuras que são referidas atrás, isto é: sem papas na língua, preciso nas ideias, vincando o seu carácter iluminado de homem livre. Foi assim que fez carreira, nas palavras sábias de Fernando Valle.
Os tempos actuais não são diferentes dos de outrora, quando se manifesta a verticalidade de qualquer cidadão, seja em que circunstância for.No campo específico do jornalismo, existem agora outros suportes para dar a conhecer a notícia, passar ideias, divulgar conhecimentos, e será por aí, sem dúvida, que passa o próximo futuro, talvez em exclusividade, com as edições electrónicas dos jornais a justificarem aposta segura, mas, como refere o director do CBS, “…como todo este conjunto de meios tecnológicos, está indissociavelmente dependente da Internet, é importante que os jornalistas, “em tempos de transição”, se apercebam de como é que este fenómeno comunicacional está a evoluir em Portugal…”.Se fossem vivos e no activo, não tenho qualquer dúvida em acreditar que homens do gabarito intelectual de Roby Amorim, João Carreira Bom, e sobretudo do meu conterrâneo (também) jornalista Alberto Martins de Carvalho – que recordo, para que as memórias não fiquem vazias de si – com facilidade abraçariam as novas tecnologias, usando-as como meio rápido e eficaz de se fazerem ouvir!
Dirão: nada se compara ao folhear do jornal impresso, o cheiro da tinta, enfim… – sou pelo romantismo de algumas tradições, mas quando se trata de divulgar informação, através das edições impressas, o “agora” já é “passado”!Vida longa ao Tábua/Arganil Notícias, que surge nas bancas quando ainda se “chora” o passamento da Comarca de Arganil.