3 de fevereiro de 2009

“A última aula” de Randy Pausch


Se me perguntarem se sou feliz, respondo com naturalidade: sim e não – tudo depende do momento em que a pergunta é feita.
Não é necessária definição filosófica para termos a consciência do nosso estado de alma: contentamento, sensação de bem-estar, prazer, e um sem número de nadas que consubstanciam as emoções. Sendo certo que a felicidade chega sempre em pequenas doses e pelas mais diferenciadas vias, quando menos se espera…bate à porta: “…será chuva? Será gente? Gente não é certamente e a chuva não bate assim…” – Augusto Gil.
“Nem é vento com certeza…” mas pode ser a felicidade porque tem um “bater” suave e inebriante, assim:
Decide-se um primeiro encontro e, a páginas tantas, descobrem-se empatias nos olhares que sobram de cada conversa…
Espera-se o conhecimento das feições da pessoa que se adivinha espiritual e sensível na poesia das palavras que junta – o momento de satisfazer a curiosidade é sublime!...
Se “ela” diz que sim, como canta o poeta Viriato da Cruz no “Namoro” (que não me canso de citar!), aquele instante é divino…
A visita inesperada, o aumento de ordenado, uma agradável conversa, um opíparo jantar, uma noite de amor, o nascimento de um filho, … quanta felicidade – até no gesto de um cativante sorriso!
Há, pois, em cada dia – mesmo que a vida se mostre “madrasta” – segundos de prazer que não contabilizamos por manifesta ganância: foi pouco, quase nada – queríamos mais, quase tudo, um “jackpot” constante e permanente!
Se me perguntassem sobre a última vez em que fui feliz, diria: há pouco, quando li um belíssimo texto, embora curto, escrito na sombra do anonimato. Estou como certo sujeito que ia ouvir a “Flauta Mágica” de Mozart e abandonava a sala de seguida: ficava “saciado” para o resto do serão – assim estou eu neste principio de noite…
Pensando bem… continuo moderadamente feliz porque a dor que tinha nas costas já não me apoquenta, a música que ouço “descansa-me” em absoluto, há pouco espreitei pela janela e vi o céu estrelado, o chá de cidreira fumega na chávena, e daqui a nada tentarei adormecer depois de ler umas quantas páginas de um dos livros que tenho à cabeceira, talvez…“A última aula”, de Randy Pausch.
Dizer que estou “moderadamente feliz” implica assumir que, apesar de tudo, alguns pensamentos preocupantes estão adormecidos e talvez despertem, “travestidos em fantasmas”, antes do primeiro sono. Se isso acontecer, conto carneiros – dizem que é remédio santo para adormecer –, é melhor do que somar fantasmas. Acordar depois de uma noite de sobressaltos, não augura nada de bom para as primeiras horas do dia seguinte, o que não impede de sonhar com um bonito dia, mesmo que o céu esteja tapado por nuvens negras e a chuva persista, teimosa…
“Não podemos escolher as cartas que nos são distribuídas, a nossa liberdade reside em saber jogá-las” – Randy Pausch, professor de Ciência Computacional.
Morreu no dia 25 Julho, 2008, com 46 anos, vítima de um cancro no pâncreas
Aconselho vivamente a leitura da “ A última aula”.
… E, por favor, sejam felizes.

28 de janeiro de 2009

O amigo alentejano


Os tempos vão maus, demasiado maus, queixamo-nos em grupo, carpimos mágoas unidos, juntinhos, como os pinguins no Árctico para suportar melhor as tempestades.
Os sorrisos são quase nenhuns, vive-se, sobrevive-se, não há humor de gargalhar; para além dos “Gato Fedorento” é (quase) o deserto – apenas meios sorrisos com “Os Contemporâneos”, o Herman José não escapou à crise e sobram algumas graças do Fernando Mendes no “Preço Certo” – e isso é preocupante.
Não somos um povo alegre, mesmo no Carnaval “abrasileirado”, que está por dias, mas temos queda para associar estórias ao anedotário nacional, mesmo agora, em tempos de crise. Valha-nos isso!
O meu amigo alentejano Davide (com e no fim…), de sotaque a preceito, é excelente contador de anedotas; algumas têm “barbas”, mas como faz a festa por inteiro, do princípio ao fim, sempre a rir e com gestos largos (é um homem sem “crises” - será?), as piadas cheiram a novo. Agora perdi-o de vista, não aparece nas tertúlias que por hábito frequentávamos – o frio da noite leva a “malta” da ESTGOH a recolher cedo (tem dias…) e o alentejano, possivelmente, está em estágio… para os exames! É bom de ver que este amigo é estudante do ensino superior e já me garantiu que há-de voltar para terras de Amareleja com o “canudo” na mão – não duvido que o faça!
O jeitinho para actor é inato; se eu “mandasse”, fazia do Davide um profissional à altura da melhor concorrência do Stand Up Comedy nacional!...
Não é por nada – minto, é por causa das crises! – mas estamos necessitados de sessões de humor que aliviem a penúria da tristeza, mas não há volta a dar ao estado dos sorrisos. Convenhamos, em suma, que rir faz bem à saúde e, li há pouco, pode ajudar a curar certas doenças e aumentar a esperança média de vida, o que é óptimo, a não ser que a pessoa com vontade de viver mais uns anitos esteja às portas da reforma; nesse caso fique sabendo que os pensionistas vão perder um quinto da dita (reforma) até 2050 – quanto maior for a esperança média de vida, menor será o valor da reforma!
Perante factos, quem tem vontade de sorrir, rir ou gargalhar?
Nada a fazer, a Lei “diz que é assim” e… pronto.
Resta o exercício de “estar vivo”, que, só por si, já é uma “dificuldade” que nem sempre temos capacidade para gerir a contento,
…Com urgência, tenho de localizar o meu amigo da Amareleja para ficar ao corrente das últimas anedotas.

23 de dezembro de 2008

Que “espírito” de Natal?


Outro ano, mais um Natal e tudo do mesmo, como nos anos anteriores.
É uma época assaz complicada para todos nós, pelo facto de serem difíceis de conter os “assaltos” de que a nossa consciência é vítima, desde logo porque nos fica a dúvida da existência da própria consciência; se a não temos, também não podemos “avaliar as investidas”….
É por esta suspeita que me afoito a assumir alguma dose de cinismo-social-bacoco, confesso, nos tradicionais votos de “boas festas” dirigidos a pessoas que por uma qualquer razão, ou não, deixaram ser próximas na amizade, muitas vezes na consideração, outras merecedoras de repúdio, certamente inimigas pela prática de actos ou palavras.
A época é propícia ao negócio, sem dúvida, até das próprias consciências (de quem as tem de facto), mas não pode ser ocasião para alterarmos alguma coisa dos nossos propósitos, na defesa dos valores morais.
Um exemplo: não pode existir qualquer confusão entre a liberdade de pensamento e a acção consequente, sob pena de enfeitarmos o que se diz e o que se faz com corres berrantes e sem harmonia. Obrigatório, digo eu, é interiorizar sentimentos – todos os sentimentos! – sem deixarmos de ser quem somos, perdoando e esquecendo pequenos nadas durante o ano inteiro e não fazer, agora, disso um propósito de vida, simplesmente porque é Natal!
Assumido um defeito de que não me orgulho, de todo, acredito que tenho uma consciência e, assim sendo, não fico indiferente ao espírito do Natal que brilha no mundo das crianças que, como se sabe, não é, nunca foi, o universo dos mais crescidos. Até a mentirinha do pai natal, para as crianças, “tem sentido”, ainda que marota no exemplo da própria mentira; depois, mais tarde, quando entram na idade da razão, condenamo-las quando usam o embuste para conseguirem os seus objectivos, por mais “inocentes” que sejam...
Por certo haverá tréguas em algumas lutas e batalhas para que se comemore a data no sossego de uma bela comezaina. No dia seguinte, voltam os ódios, tiros, a violência desmedida e as palavras ofensivas, como se o Natal nunca tivesse existido e o descanso das armas fosse uma regra do evento cristão; sempre assim foi, porque havia de ser diferente este ano?
Aquela senhora que às suas custas passa o ano a distribuir alimentos aos pobres de Lisboa, no Natal tem menos ocupação, por que, disse ela na TV, neste período há muita gente a ter a mesma lembrança, mas só nestes dias, depois ela volta à missão a que se devota o ano inteiro; sempre assim foi, porque havia de ser diferente este ano?
Ah, falta referir a festa da família, de que todos (?) gostamos nesta quadra. O Natal é “isso”, sobretudo “isso”, acentuamos. É por “isso” que alguns velhinhos estão depositados nos lares e hospitais… à espera que seja Natal!!!
A hipocrisia tem um sorriso que atenua o peso da consciência, torna-a leve e “feliz”. Mas a dúvida persiste: e quem a não tem?

25 de novembro de 2008

A importância de se chamar Dulcineia




Do meu sítio vejo os novos moinhos de vento implantados na Serra do Açor. A bem do progresso e da economia, a paisagem está, em definitivo, alterada; o horizonte, se o céu não estiver escondido pelas nuvens, ficou estranho para quem entende pouco ou nada de energias renovadas.
Para sempre, desaparecem os moinhos que moíam os grãos. Os actuais aerogeradores são gigantes com uma “cabeça” a piscar de vermelho na noite; de dia descobrem-se as “velas” num movimento constante e pouco apressado, com a finalidade de converter a energia eólica em energia eléctrica. Parte dela fará mover sofisticadas engrenagens com funções semelhantes às dos antigos moinhos dos moleiros, imagens ilustres da obra de Miguel de Cervantes, D. Quixote de la Mancha.
O autor narra, entre outras aventuras, a luta de D. Quixote contra os moinhos de vento que o próprio confunde com gigantes.
Se Miguel de Cervantes existisse neste tempo de modernidades, a ponto de viajarmos a outros planetas, certamente teria dado outro sentido à sua imortal obra e era bem capaz de inventar outro personagem, talvez com a “mesma triste figura” do seu cavaleiro andante, mas por outras causas…
Imagino a “minha serra” do Açor como mote para estória novelesca, desvendando segredos, como os que estão associados à aldeia histórica do Piódão.
É por aqui que me fecho num silêncio absurdo sobre a paisagem, quase “morta” de gentes e animais – nem um corvacho a sondar do alto a ração do dia, muito menos um “moleiro”, se é que os houve por lá noutros tempos.
Conduzo devagar, a seguir a uma curva, descubro a aldeia, faço uma pausa na viagem e contemplo a realidade de um sítio de total encantamento. Cá de cima não vislumbro qualquer tipo vida, como se o Piódão estivesse adormecido.
Continuo sem mais paragens até ao largo da Igreja. Depois, a pé, ando por ali numa espécie de solidão de bem-querer – desejo-a assim, que me faz bem à alma. Subo por uma rua minúscula e, na volta, o olhar perde-se no topo da serra e nos gigantes que “protegem” a aldeia…
Este momento único foi suficiente para reviver a estória do D. Quixote de la Mancha e do seu escudeiro Sancho Pança – duas personagens do imaginário fantástico de Cervantes.
Junto-lhe uma terceira, que nunca se “vê” na obra, mas sente-se a sua importância na vida apaixonada do cavaleiro: Dulcineia.
Estou, na vida, como D. Quixote de la Mancha em relação à figura que nunca viu – só dei conta disso num dia de Outono, no Piódão, aqui tão perto…

11 de novembro de 2008

Os caminhos das almas

À sorrelfa do Governo, que tardou em assumir os tempos maus, o dinheiro começou a faltar nas carteiras do pessoal, mas eu, como sujeito avisado, ponderado, ajuizado etc e tal, descobri uma maneira de ter uma nota – pelo menos uma! – de reserva. Partilho o óbvio, apesar de tudo, com algum incauto: como todas as carteiras têm um fundo, mesmo lá em baixo, no mais recôndito do espaço, por mais pequeno que seja, escondo aí o papel/moeda e faço por esquecer que existe!
Simples, como se vê.
Como o mês demora um tempão a passar, às vezes recorro ao esconderijo (quase) secreto e saco da nota para comprar meia dúzia de litros de gasolina, porque a nota, de tão curta no valor que lhe foi conferido pelo Banco de Portugal, não rende sequer meio depósito de combustível sem chumbo de 95 octanas. Paciência, quando não há mais nota, faz-se um “vale” ao patrão, que é um tipo bestial, compreensivo, e sempre tem notas lá por casa, digo eu porque anda com algumas no bolso da camisa, bem as vejo pela transparência do tecido “casca de ovo made in China”.
A necessidade de recorrer a este método não é aconselhável, sobretudo se o patrão tiver o hábito (o meu tem!) de guardar os papelinhos dos “vales” de modo a fazermos contas lá para dia dez ou quinze do mês seguinte. Não interessa agora chamar um nome feio ao senhor, mas é pena que tenha memória de elefante…
Importa poupar, não sei como, mas há que poupar nos gastos e guardar sempre uma nota, mesmo de baixo valor, no tal esconderijo das nossas carteiras. Enquanto andarmos por cá, no mundo dos vivos, terá de ser assim; depois de termos entregue a alma ao Criador, não é necessário nenhum truque para economizar o que quer que seja.
A propósito, diz-se por cá que os mortos, depois de confirmados debaixo de uns palmos de terra, cobertos por um balde de cal e ao som de meia dúzia de badaladas do sino da Igreja, só “precisam” de umas missas e algumas rezas para encomendar as suas almas a Deus. Confesso que me confunde a ideia de ser “encomendado” depois de morto, mas quando lá chegar saberei (?) se algum dos vivos se deu ao trabalho de rezar pela minha alma e acender umas velinhas para me alumiar o caminho.
Deve ser a pensar nos caminhos esconsos por onde andam as almas de noite que alguns cemitérios têm iluminação, de outro modo não se percebem os motivos que levam os “donos” dos cemitérios a gastar electricidade – digo eu, que não sou nada entendido em Sistemas de Posicionamentos Globais, popularmente conhecidos por GPS, nem em candeeiros, mas sei que da “minha” cidade ao sítio onde moro, não há que enganar: noventa curvas é quantas tenho de fazer e desfazer nas calmas, sem iluminação pública, por entre pinheiros e eucaliptos, alguns com sombras de gente quando há luar, se pensar nas “almas que ainda andam por aí” por falta de uma luzinha que seja para chegarem ao destino pelo melhor caminho, o que não acontece, felizmente para as ditas, no cemitério de Vila Pouca da Beira…

30 de setembro de 2008

Da lousa ao "Magalhães"




Com a reabertura das escolas, há um novo ciclo na aprendizagem das coisas com que os jovens hão-de enfrentar o mundo – um enorme mercado onde (quase) tudo se compra. Por ora, a festa está para durar durante mais uns tempos porque a alegria de quem reencontra amigos e colegas de faixas etárias semelhantes é contagiante. O conhecimento virá depois, durante meses de cansaço intelectual até atingir a meta no próximo Verão.
Debruço-me com alguma nostalgia sobre as descobertas dos mais pequenos no 1º ciclo (ex escola primária); às novas matérias juntam-se as brincadeiras que fazem de cada intervalo um momento único: à falta do pião e das corridas dos “arcos”, inventam-se outros jogos, mas a bola e a “macaca” continuam a fazer parte da lista que todos soletrámos no tempo certo…
A ocupação dos “intervalos” das aulas acompanhou a evolução das mesmas, já não há o papaguear dos rios e afluentes, das linhas-férreas e ramais, e até “cantar a tabuada” caiu em desuso, para o bem e para o mal na aprendizagem das “contas”. A professora Georgina, por exemplo, levava tudo muito a sério, e ai de quem não tivesse na ponta da língua “quantos eram 9 x8”!
A “minha” escola, por onde passaram milhares de alunos, continua de pé: uma sala de aula de cada lado, e ao centro a residência dos professores, encimada por um varandim em ferro que servia de púlpito à mestra nos intervalos mais prolongados:
-Meninos, pouco barulho, já lá para dentro! E nós, claro, obedecíamos porque tínhamos nos ouvidos os sons da régua quando vinha lá do alto “descansar” nas palmas das nossas mãos…
As “contas” eram feitas na “pedra” (lousa) com um lápis da mesma matéria, e no fundo da sala havia um mapa de Portugal para onde nos dirigíamos quando a professora assim o entendia.”Ir ao mapa ou ao quadro” deixava os alunos com tremedeira nas pernas porque a professora Georgina fazia-se acompanhar por uma “vara da índia”…para apontar e “espantar a ignorância” das nossas cabeças.
Uma vez, na quarta classe, confundi os feitos heróicos de Vasco da Gama e Fernão de Magalhães; o castigo não se fez esperar como era moda, por isso deixei de “ver com bons olhos” estas duas figuras dos mares nunca dantes navegados. Passado meio século, eis que um deles, o “Magalhães”, passa a ser motivo de conversa em tudo quanto é sítio, só que desta vez não me apanhou desprevenido: tenho um Toshiba, de quem é “primo”, e agora já não confundo as aventuras dos dois mestres marinheiros – o Google está ao alcance de um “click” e a resposta vem de imediato!
Se a professora Georgina fosse viva, apesar de rezinga, a sua competência de mestre-escola estaria à altura de utilizar as novas tecnologias em benefício dos alunos – disso tenho a certeza! – e eu, quem sabe, teria ido além da Taprobana se tivesse um “Magalhães” à disposição…
Agora (como antes, mas de outra forma…) já não há desculpas para ir mais longe “ sem sair de casa”! Portanto, façam o favor de viajar na nova “caravela portuguesa” na companhia das vossas crianças, com estas ao leme.

2 de setembro de 2008

Emoções em Agosto



Em Agosto o “país entra em dormência” e eu fico um pouco indolente, confesso. Como desabafou o nosso olímpico Marco Fortes, “…cheguei à conclusão que de manhã só estou bem na caminha”, mas tenho de me fazer à vida com os cheiros e sabores de Verão, coisa que o Outono fará sumir rapidamente. O melhor é seguir adiante, “realisticamente falando”, sem demoras nas palavras desta croniqueta para uma espécie de balanço pessoal de duas ou três coisas a que assisti, lendo, no finado mês.
Palavras tolas quando os “fortes de espírito” dizem que um homem não chora. Mentira – eu sou homem a caminho do termo de validade e sempre chorei, desde que as circunstâncias em que isso acontece façam parte de alguma das viagens que realizo, de dentro para fora de mim, com emoção e sentimento à flor da pele.
A imagem do Nelson Évora no pódio, de ouro ao peito, perfilado, sorriso de felicidade e olhos postos na Bandeira Portuguesa, ”Heróis do mar, nobre Povo Nação valente…”, fez soltar umas quantas lágrimas…
Com a imagem do “anjo” que emprestou a imagem à voz da pequena Lin Miaoke na abertura dos Jogos, na belíssima “Ode à Pátria” (chinesa), aconteceu (quase) o mesmo porque me emocionei com a candura do sorriso da menina. Fez ”playback”, soube-se mais tarde! Qual é o mal? Todos os cantores praticam o truque em algum momento especial; no caso, a Lin, infelizmente, por causa do marketing da estética do belo, limitou-se ao “travesti” da voz da jovem Yang Peiyi, que de facto gravou o tema
”Playback e travesti”, neste caso, são quase, quase a mesma coisa, mas…

Em Agosto, na Madeira, Alberto J.J. mostrou descontentamento com a política nacional pela milésima vez, e numa espécie de charada carnavalesca aventou a possibilidade de apadrinhar um novo partido político; sugiro, de forma inocente, que o baptize na Catedral do Funchal com o seguinte nome: união nacional!
No concelho de Oliveira do Hospital imperou o sossego no poder, que esteve de férias, e até a oposição foi a banhos.
Sem necessitar de “carta de alforria” o CBS.com (http://www.correiodabeiraserra.com/) manteve-se no seu posto de forma virtual e foi dando conta do que mais importante se foi passando em Agosto.
Leiam-se as últimas sobre esgotos, ETARs e fossas sépticas; por cá, os ventos não trazem a maresia do mar da Figueira da Foz …
Como se vê, em Agosto, só emoções – até o casamento da Liliana, que é cá da casa. À saída da Igreja, ela e o Bruno vinham “lindérrimos”, vaidosos e felizes. Parabéns ao casalinho