5 de agosto de 2008

"Lulu", a raposa



La fontaine por certo não teria desdenhado juntar às suas fábulas a estória da raposinha que vem todos os dias – e à hora (quase) certa, mais minuto menos minuto! – “jantar” ao restaurante “Vale dos Amores”, perto de Fiais, na freguesia de Ervedal da Beira.
Se os “animais falassem”, seria curioso conhecer de “viva voz” o que vai na cabeça da raposinha para se entregar de “corpo e alma” à gentileza da sua presença, que já se tornou um hábito.
O proprietário do restaurante, Humberto Cerejeira, conta como tudo começou:
-“ Eu e a minha mulher, há uns quatro meses, começámos a notar que o saco do lixo que às vezes fica esquecido fora da cozinha aparecia rasgado. Pensávamos que era obra de algum cão que andasse por aí, de noite, mas um dia a minha esposa viu a raposa perto daqui e não fez nada para a assustar; então, o animal foi aparecendo, dávamos restos de carne, e ela acostumou-se a nós”.
O Humberto, carinhosamente, baptizou-a de “Lulu”.
No dia em que a reportagem do Correio da Beira Serra se deslocou ao Vale dos Amores, já a tarde caminhava para a noite, o restaurante tinha a esplanada bem composta de clientes, alguns deles, conhecedores da notícia, eram repetentes. A primeira surtida da raposinha tinha acontecido minutos antes, mas ficou a promessa do Humberto que “… não tarda por aí, é uma questão de esperarem um pouco mais, porque ela pega no pedaço de carne e vai, possivelmente, esconder, nunca come perto de nós…”.
Na verdade, daí a nada, os clientes mais atentos viram-na chegar; fez uma pausa a uns metros de distância, e como ninguém lhe fez negaças, aproximou-se devagar, orelhas levantadas e o olhar atento ao mais pequeno movimento.
-“Lulu”, toma – diz o Humberto – e o animal, sem pressas, aproximou-se por entre as mesas, abocanhou o seu quinhão de carne, e voltou, nas calmas, pelo mesmo caminho.
A cena repetiu-se várias vezes, mesmo quando a ração era entregue por uma criança. Por vezes ficava parada perto da esplanada, como se esperasse que o “padrinho” a “convidasse” a entrar – só ele e a mais ninguém a raposinha “respondia”.
Numa floreira alta que fica perto, o Humberto escondeu um pedaço de carne; ela aproximou-se, um pequeno salto, farejou e… lá vai ela com o “petisco” na boca!

-“Não pensem que a “Lulu” come de tudo, tem o gosto refinado – comenta o Humberto – pão, só se tiver manteiga, não gosta de sardinhas assadas, prefere carne, mas do que ela gosta mais é de camarão”!
O animal é, como se calcula, uma atracção no restaurante. Como mais vale prevenir do que remediar, já foi desparasitada, e “…falei com o médico veterinário para ver se a conseguimos vacinar e colocar-lhe uma coleira”, acrescenta o Humberto Cerejeira que, a talhe de foice, sempre vai passando palavra aos vizinhos – não vá alguém ter a infeliz ideia de fazer uma espera à “Lulu, de caçadeira na mão…

Na opinião do doutor Modibo Mangara, conhecido médico veterinário de Oliveira do Hospital, como o animal faz parte da família dos canídeos, “ …embora não sendo vulgar, por vezes as raposas, se forem jovens, aproximam-se do Homem, principalmente se forem acarinhadas, como é o caso. Se houver algum cuidado, à partida, a sua presença fugaz não se torna perigosa, mas em casos semelhantes costumo aconselhar que contactem o Parque Zoológico de Gouveia, lá saberão como tratar dessas situações, inclusive recolher o animal…”.
Não vá a “Lulu” ficar dependente dos “mimos e favores dos seus amigos” do Vale dos Amores, talvez seja preferível, de facto, entregar a raposinha aos cuidados do Parque de Gouveia. Não é longe do local onde se tornou famosa, e sempre se poderia visitar no futuro, de preferência na companhia do “padrinho” Humberto Cerejeira, que certamente levaria uma “lembrança para matar saudades”, já que se tornou responsável por tê-la cativado, como aconteceu na estória do “Principezinho”, de Saint-Exupéry.
-“ Lulu, toma”!

21 de julho de 2008

“Espere em silêncio…tranquilamente”


"Há dias assim, com pormenores de gentileza e sorrisos a condizer"

O passaroco (mocho?) em relevo, pousado num galho, faz parte dos cartazes estrategicamente colocados na sala de espera e junto ao guichet das consultas de cardiologia, nos HUC (Hospitais da Universidade de Coimbra).
A legenda (do cartaz) “Espere em silêncio…tranquilamente”, não pode ser considerada uma ordem, nem anuncia espera longa, apenas sugere tranquilidade e boca calada.
Quem tem alguma maleita cardiovascular, deve procurar estar calmo, por isso, a sugestão é uma espécie de placebo bem aceite, creio, pela maioria dos utentes.
Naquele segunda-feira, a funcionária, ao “postigo”, quando fazia a minha inscrição, não foi de modas no aviso: o “meu” médico deixara de dar consultas e o substituto, como estava doente, não vinha naquele dia! Tinha duas soluções: ou regressava a casa e marcava atendimento para outro dia, longe no tempo, ou esperava e era recebido por outro médico depois ter passado em revista os “seus” doentes. Decidi esperar, “mas olhe que vai demorar bastante tempo a ser atendido”, disse a funcionária; “o que quer dizer com bastante tempo”?, perguntei – “umas horas”, respondeu com ar resignado.
Se tinha de ser assim, paciência, decidi-me pela espera em silêncio, tranquilamente…
Nos trezentos minutos, bem contados, que se seguiram, li todos os jornais que estavam espalhados pelas cadeiras, sempre de boca calada e com a tranquilidade que a situação exigia; depois, desci tranquilamente pela escadaria interior até ao rés-do-chão e fiquei quieto num sofá por tempo “infinito”.
Não faço ideia de quantos “malucos”, como eu, ocupavam o seu tempo de espera naquela pose contemplativa tradicional: pernas cruzadas, braços sobre os joelhos e o olhar atento a quem passava.
As pessoas, na sua maioria, traziam o passo acelerado, sinal de que estavam com pressa de chegar a algum sítio. Jovens licenciados, de bata branca e estetoscópio sobre o pescoço, cruzavam-se com gente humilde no trajar, um pouco perdida na confusão de quem conhece os cantos à casa; os delegados de informação médica faziam realçar a sua condição de mensageiros, elegantes nos fatos, de pastas recheadas de publicidade numa das mãos; seguranças e oficiais dos serviços de limpeza cuidavam das suas missões com esmero…
No enorme átrio da entrada principal não há cartazes a sugerir silêncio e tranquilidade; mesmo assim as conversas eram calmas e (aparentemente) tranquilas.
Cansado do entretêm a que me tinha proposto, subi ao terceiro piso.
“Ainda é cedo”, disse a funcionária que se preparava para terminar o dia de trabalho. Continuei a espera em curtos passeios pelo corredor…
Por volta das 5 da tarde – finalmente! – abriu-se a porta de um dos gabinetes, saiu de lá um sujeito com ar satisfeito, uma voz feminina chamou pelo meu nome e eu, ao entrar, disse “ boa tarde”, talvez com cara sisuda, daí que o sorriso da jovem médica, que acompanhou a retribuição do cumprimento, me tivesse devolvido a tranquilidade que, confesso, já era pouca….
Depois, vieram as (inesperadas) palavras que pacificaram por completo a minha consciência: “peço desculpa por ter esperado tanto tempo…”.
Perante atitudes de educação e respeito deste quilate, para que conste, não podia deixar de trazer a Doutora Elisabete à ribalta desta despretensiosa croniqueta.
Há dias assim, com pormenores de gentileza e sorrisos a condizer…

9 de julho de 2008

Cegos, surdos e mudos


Esta manhã, já avançada nas horas, li os títulos da Imprensa nacional, cumprindo um dos rituais diários.
Quando me agradam as notícias positivas, “entro” e leio; se me deixam curioso as parangonas deprimentes, “entro” e leio, mas se os títulos são inócuos, também “entro” e leio, nunca fiando, é que nem tudo o que parece é…
A facilidade com que dou a volta ao país, pela leitura, só é possível, é bom de ver, porque tenho Internet à distância de um click – uma maravilha da ciência que não dispenso.
Quando se tem tempo para pensar devagar, como é o meu caso, as náuseas são mais do que muitas, face a tanta crise, despoletada pelo aumento do custo do petróleo – é o que dizem os especialistas, todos eles, sobretudo os políticos que, pelo facto de o serem, mesmo os mais incultos em matéria económica, arvoram-se em “opinadores” doutrinários, e nós caímos na esparrela, acreditamos, e cá vamos “cantando e rindo”…
Perante alguns desplantes de enorme arrogância cívica, o povo tem o direito de espernear, barafustar, refilar e pouco mais. Valha-nos isso, se possível para sempre – amén!
Adiante. O tempo por aqui, pelo meu sítio, vai sereno, o rio tem menos força na corrente, não tarda chegam os sedentos do sossego. As pessoas hão-de gozar férias, regadas com vinho e cerveja, cultivando a saudade com arrotos de bebedeiras e, depois, irão felizes porque ouviram a banda tocar ou deleitaram o olhar com as danças do folclore. Férias são férias!
E assim se hão-de passar os dias, nesta aparente calmaria, entremeada com lamentos de churrasco,”… porque isto está mau, cada vez pior, só se fala de crise, ninguém sabe onde vamos parar, a sardinha está caríssima, agora nem se pode cortar um pinheirinho para aquecer o Inverno sem ter que dar conhecimento às autoridades…” – tudo por causa do nemátodo (uma praga voadora que veio dizimar a nossa riqueza florestal) - e por aí fora…
Este é um esboço da região onde estou inserido, não me atrevo a escalpelizar os males das outras, vizinhas ou nem tanto, já bastam os nossos, ainda que algumas maleitas sejam comuns, como é o caso concreto de alguns líderes que governam o poder local - os tais que, num repente, ficam doutorados em toda a linha do conhecimento, graças ao cargo que exercem.
…É por isso que sempre “tive o sonho de ser”, no mínimo, autarca no meu sítio; bem tentei, mas o povo, soberano, achou que não era merecedor de tamanha honra, ofertando-me o lugar “pelos meus lindos olhos”. Já que não cursei escola de grau superior, ao menos, por essa via, bem podia ficar com a chancela de doutor ou “coronel”, à moda do sertão brasileiro de outros tempos, mas não – continuo sem poder dizer “coisas”, como o meu presidente de Junta… Ia a croniqueta desta quinzena muito direitinha pelos caminhos da seriedade, quando, num despiste, ao dar de ouvido na bonomia de certo amigo, mais ou menos a meio do texto, saltou as barreiras do bom senso dos primeiros parágrafos. Disse-me ele, através do Nokia, que o povo anda cego ou pior ainda: cego surdo e mudo! Verdade?
E veio com uma cantilena de ouvir lá para o ano que vem, perto das eleições, não agora, o povo está sereno, tudo está sereno, como o “meu rio”, que se apresta para, no Verão, que há-de ser de calor africano, enxaguar as miudezas dos sedentos do sossego do sítio onde ouço o canto dos melros, rolas e um ou outro cuco, lá para os lados da Quinta do Barbeiro.

23 de junho de 2008

Sebastianista, eu?



“Uma andorinha não faz a primavera”

Ninguém se surpreenderá com o tema desta croniqueta, quando muito dirão que, à falta de assunto, venho carpir mágoas a “quente”, após a derrota da selecção portuguesa no campeonato europeu de futebol. Mas não, tirem daí o sentido: nada de desgostos, porque desde o primeiro jogo que, em silêncio, torci o nariz ao esforço da equipa; não desanimei com o que vi, mas daí até embandeirar em arco com uma vitória no torneio, nem pensar - fiquei comedido e esperançado na sorte que, dizem, protege os audazes.
Certamente foi (também) isso que D. Sebastião levou na bagagem: esperança na sorte e na ajuda divina para levar a bom porto a empreitada de Alcácer Quibir. Os resultados da nefasta epopeia são sobejamente conhecidos e deles, até hoje, não nos livrámos: em quase todos os portugueses há um “sebastianista” convicto… adormecido.

Durante o percurso Viseu / Suiça, até à noite de quinta-feira passada, foi dito e redito que Portugal reunia todas as condições para vencer a final, se lá chegasse, porque era (quase…) a melhor equipa. Infelizmente, ainda não foi desta vez que levámos a “ carta a Garcia” na garupa do “cavalo Lusitano”, simplesmente porque não tínhamos a melhor “cavalaria” para tamanho feito, como D. Sebastião não possuía o melhor exército (em quantidade de efectivos) nem estratégia militar para levar de vencida o inimigo…

Li algures, em tempos, que “… o sebastianismo não se esgota nos âmbitos étnico e nacional, aos quais, quase sistematicamente tem sido confinado…”.
Concordo em absoluto com a tese descrita em várias páginas, com conteúdo histórico, onde se procura demonstrar como o português sempre esteve afeito às coisas da Fé, daí que o desaparecimento de D. Sebastião “…fosse obra do destino…” e o seu regresso uma miragem de quem se sabia “órfão” com a morte de el-rei.
Sem ter a leviandade de arregimentar seguidores – cada um tem a sua ideia, sempre respeitável, como é de bom-tom no regime democrático – estou em acreditar que, neste caso do campeonato da Europa de futebol, a mente de muitos portugueses, esteve confusa entre o amor pátrio e a vontade inequívoca de conquistar o torneio – uma quase certeza, “ como se fosse obra do destino…”!
Idolatrou-se um atleta, como se dependesse dele a “salvação da Pátria Lusa”, e (quase) todos nós acreditámos na genialidade (inquestionável!) do Cristiano Ronaldo, mentor da fé lusitana – qual D. Sebastião! - na conquista do almejado troféu, com algumas semelhanças com o passado dos “conquistadores” Eusébio e Figo, no tempo em foram “reis” sem coroa…
Não se compreendem as diabruras de inúmeros comentários, depois da derrota com a Alemanha. “Éramos obrigados” a mais e melhor, como se, em campo, apenas existisse uma equipa – a nossa!
Bem lá no fundo das nossas consciências, todos somos “sebastianistas” por herança, faz parte da nossa maneira de ser, mas uma andorinha não faz a primavera, na ideia do grego Aristóteles - uma imagem perfeita a sublinhar a prestação do Ronaldo português.

A aposta na vitória de um torneio à escala mundial fica adiada para daqui a dois anos. Entretanto, o Ronaldo “amadurece” e será melhor jogador.
… Possivelmente, o guarda-redes da nossa selecção será outro.

9 de junho de 2008

A preços de saldo

Faz de conta que eu tinha uns tostões amealhados e que, por uma doidice, decidia investir numa equipa de futebol, adquirindo-a por inteiro. Nada de mais, os negócios do futebol estão na moda; assim sendo, bem podia fazer parte da tertúlia do Roman Abramovich, Thaksin Shinawatra, e mais uns quantos camaradas endinheirados – por que não?
Além do clube, havia de ter um terreno para a prática do jogo e, claro, jogadores suficientes para formar uma equipa, suplentes incluídos. Com as economias arrecadadas no cofre-forte, como o “tio Patinhas” sempre fez, contratava uns tantos jogadores “já feitos” e treinador com provas dadas na arte do chuto na bola – e pronto!
Procurar atletas estrangeiros – comunitários ou não – sem passar a fronteira seria fácil: chegam a Portugal às “carradas”, sem carta de chamada, como aconteceu no mês passado … a “preço de saldo”!
“Olheiros” fora de portas, para quê? É mais seguro, fácil e económico escolher a “mercadoria” numa montra, como a que o clube brasileiro “O Cruzeiro” trouxe até nós: vinte dos seus craques – vinte! – para umas partidinhas de forte emoção perante os olhares atentos de presidentes das sades desportivas, empresários, treinadores e investidores como eu, “faz de conta”….
A sibilina aposta no mercado português tem, na minha exagerada e radical opinião, resquícios de um “negócio”, (oficialmente abolido pelos portugueses no dia 12 de Fevereiro de 1761) que nem me atrevo a pronunciar…
Ora, lá pelo Brasil a informação chega tarde, pelos vistos; de outro modo, a “directoria” do clube em causa havia de saber que Portugal (já) é o país do mundo que importa mais jogadores brasileiros, e que muitos deles andam por aí à míngua de “vales por conta” do ordenado que não sabem se irão receber por inteiro…
Voltando ao “faz de conta”, estou em acreditar que na montra do “Cruzeiro” havia nomes garantidos, “com pinta e cheiro a craque”, a saber: Maicon, Emerson, ,Gatti, Rodrigão, Énio, Tallys, Fabinho, entre outros…
O hipotético negócio deu-me uma ideia, igualmente sibilina, mas não importa: e se carregássemos um avião, dos grandalhões, com … sei lá, não me lembro (e se lembro, não digo!) de ninguém em especial, mas podiam ser …os chatos, os políticos carreiristas, por exemplo, e os exportássemos igualmente a preços de saldo, ou mesmo à borla, para a Amazónia? Imagine-se essa malta a “praticar desporto” e outras actividades lúdicas em plena selva ao som e ao ritmo do carimbó!
No entrementes desta croniqueta, não soube de nenhum negócio de ocasião com o clube brasileiro, mas o melhor é fixar os nomes dos futebolistas/candidatos a vedetas, e esperar pelos campeonatos, que estão para breve, lá para o verão.

26 de maio de 2008

Francisco Rolo vai casar!


Veio no insuspeito tablóide “24 horas” do passado dia 15!
O assunto certamente não passou despercebido aos habituais leitores dos episódios pessoais e/ou intimistas – ditos “cor-de-rosa” – de gente famosa, como é o caso da “escritora” Carolina Salgado; eu, curioso, fui às páginas interiores do jornal, no intuito de ficar a conhecer os pormenores do próximo casamento da senhora que, pelos vistos, vai avançada na gravidez, o que abona, penso, a urgência do casório.
A notícia informa que o noivo da escritora Salgado tem um restaurante em Portalegre e uma estalagem em Castelo de Vide, é pessoa de posses e o enlace está para breve – não há mais pormenores que “identifiquem” o futuro marido. Mesmo assim, esmiucei as entrelinhas da primeira página, procurei meias palavras no desenvolvimento do título, e nada, fiquei na mesma – tudo muito em segredo…
Dito assim, a novidade parece não ter qualquer importância, nem o casamento nem a gravidez – o amor de tudo é capaz, quem não cometeu “loucuras” antenupciais que atire a primeira pedra – mas quando o consorte dá pelo nome de Francisco Rolo, a notícia surge como uma “bomba”, embora de fumo rasteiro e fogo fátuo!
Prezo o Francisco Rolo, um bom amigo, mas não lhe conhecia conversada a este nível “publicitário”; que é homem para casar e fazer filhos, acredito, mas subir “tão alto”, a ponto de andar nas primeiras páginas dos jornais pelo merecimento da noiva, ex madame Pinto da Costa – pormenor sem importância neste caso – nunca me passou pela ideia…
Será possível “tamanha fortuna”?
(Não coloco em causa a possibilidade do meu amigo ir num salto ao Alentejo e voltar num pulo às suas obrigações profissionais e sociais que tem por cá, na beira serra, uma, duas…muitas vezes, sem ninguém dar conta!...).
Ora, depois das cataratas do Niagara, onde pousei o olhar de espanto, se há “coisa” na vida que gostava de conhecer “ao vivo”, era a ex madame Pinto da Costa, por nenhuma razão especial, confesso – insisto que sou curioso de nascença…
Como não fui convidado para a boda, perdi essa oportunidade, paciência, mas que me dá pena, também confesso …
Mais calmo, passado o tempo do espanto seguido de outro de resignação, “perguntei”aos meus botões:
- E se a notícia do “24 horas” refere outro “Rolo”?
Enorme a coincidência, a ser verdade a minha dúvida, mas bem pode acontecer…
Até à hora do fecho da edição do CBS foi de todo impossível contactar o meu amigo que, penso, estar inocente no meio desta croniqueta, mas nunca fiando…
Há, pelo menos, uma certeza: se existirem dois Franciscos “Rolos”, um deles vai ter de jurar amor eterno à noiva, “até que a morte os separe”!
Ao rebento do casal, saudações benfiquistas - por um “apito”não nascia sob o símbolo do “dragão”!