3 de março de 2008

Exercício sobre dois búzios ( de Sophia de Mello Breyner)

Um acaso devolveu-me à leitura de “Contos Exemplares”, de Sophia de Mello Breyner. O livro, que descobri numa arca no sótão, editado em 1971, tem as folhas amarelecidas pelo tempo - nunca as palavras imortais da autora.
Nesta edição (a 4ª), o então Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, assina o prefácio e é pela leitura das páginas que escreveu - mais de cinquenta! - que D. António nos remete para a excelência da obra de Sophia, apontando a sua enorme espiritualidade como referência a ter em conta.
À genialidade do conhecimento de D. António Ferreira Gomes junte-se o talento da maior poetisa portuguesa, e ficamos com uma “peça rara” do nosso património cultural.
Qualquer português minimamente culto conhece alguma coisa de Sophia de Mello Breyner. Particularmente, creio que “A Viagem” é uma espécie de catecismo pelo facto de dimensionar a esperança de qualquer humano, entre o “Alfa e o Ómega”, até aos limites do quase impossível!
Na estória de ficção, além do mais, a autora desenha poesia e poetiza a música das palavras, como sempre fez, com sensibillidade ímpar.
Não admira que a saudade de si, por tudo quanto legou à Humanidade, regresse nas asas do tempo, como a excepcional voz da cantora brasileira Maria Bethânia deixa transparecer no álbum "Mar de Sophia", editado, salvo erro, o ano passado, onde o mar e os seus símbolos, a partir da poesia de Sophia de Mello Breyner, nos transportam para viagens de completo encantamento.
Para meu regalo, a comunhão do belo (as palavras da Sophia na voz da Bethânia) chegou aos meus ouvidos numa tarde calma, bem longe do mar que a poetisa amava como se fosse coisa sua – somente sua! A “minha serra” sempre foi o lugar perfeito para a poesia que me enche a alma – por vezes descubro por cá, no silêncio, oceanos de emoções que nem a morte há-de apagar da memória dos vivos!
… E hei-de “voltar à minha serra”, como a Sophia ao seu mar:
-“Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não passei ao pé do mar”!
Ainda nos “Contos Exemplares”, num deles (Homero) a autora retrata “… um velho louco e vagabundo a quem chamam Búzio…”. Obviamente, o texto mantém o estilo e a arte poética de Sophia..
De novo e sempre o mar:
-”O Búzio era como um monumento manuelino: tudo nele lembrava coisas marítimas…”.
Em Junho passado, depois das férias, conheci outro búzio: “ O Búzio de Cós e outros poemas” – novas imagens de outros mares que Sophia não precisa mencionar – basta uma simples e bela concha fusiforme e fica perfeito o cenário de Cós, ilha do mar Egeu, onde Sophia comprou o búzio “numa venda junto ao cais…”.
Às suas epopeias, Sophia de Mello Breyner, agrega dois búzios impregnados de simbologia que tocaram a minha sensibilidade: a um faltava o aconchego de uma “concha”: “ O Búzio não possuía nada, como uma árvore não possui nada. Vivia com a terra toda que era ele próprio...”; ao outro não ouvia “ … nem o marulho de Cós nem de Egina…”.
Por mais que me deleite nas marés dos seus poemas, fico sem saber quantos mares formam o caleidoscópio da áurea de Sophia de Mello Breyner…

18 de fevereiro de 2008

“Chiquelinas” na bola




Dos tempos da escola primária sobraram uns quantos resquícios da “inimizade que fui mantendo” com os vizinhos espanhóis, por culpa das estórias que a História de Portugal ensinava, é bom de ver, e não por quaisquer outros motivos…
Com o mar a bordejar a costa, só da Espanha poderia vir o perigo em passada larga ou curta (pensava eu…), daí que fazia algum sentido o aforismo: “De Espanha nem bons ventos nem bons casamentos”. E foi assim durante anos, sempre com a perversa imagem que vinha de longe, pela fé e maledicência dos mais velhos.
À medida que o tempo foi passando, as ideias clarificaram-se, África atravessou-se no meu caminho, cresci como homem, e concluí com toda a naturalidade que fomos tão “safardanas” como as gentes de todos os sítios e de todos os tempos, espanhóis incluídos. Conheci de perto uma mão cheia deles, viajei por caminos e carreteras, partilhei costumes cívicos idênticos aos nossos, enfim, habituei-me a “gostar”. E como vão ter uma rainha charmosa, de nome Letícia, agora sou ligeiramente espanhol…
Espanha, na verdade, “mete num bolso o país que somos” em termos de espaço geográfico, tem população bastante para ser considerada uma grande Nação, e está uns furos acima de nós nos argumentos económicos Assim, se lhes der na real gana, metem mãos à obra e movem montanhas (ou quase…)!
Portugal, embora país pequeno, com menos cidadãos por metro quadrado, também é capaz de subir aos “píncaros da lua” e, sozinho, sem parcerias, “levar a carta Garcia” com qualidade, dignidade e sucesso, o que muito nos honra - casos da Expo.98 e do europeu de futebol de 2004, por exemplo!
Entrementes, leio e ouço que o presidente da Federação Portuguesa de Futebol teve a ideia peregrina de “sugerir” à sua congénere espanhola a realização conjunta do campeonato mundial de futebol de 2018.
Boa, pensei! - andamos necessitados de novas adrenalinas e se começarmos desde já a puxar o lustro às botas, daqui a dez anos vai ser um regalo, melhor que em 2004, digo eu, talvez sem Scolari, mas certamente com Mourinho ao leme da selecção! O pior é se a “porca torce o rabo” e a candidatura conjunta não passar das intenções do presidente da federação nacional portuguesa…
Pensando bem, sou capaz de descortinar um “pequeno senão” na proposição da candidatura, com origem lusitana: se os espanhóis concordarem com a ideia, são capazes de dizer por aí que somos uns coitados, vamos a reboque dos poderosos e em minoria; se os nossos vizinhos disserem “obrigadinho, mas não estamos interessados, concorremos sozinhos”, outras vozes se hão-de levantar para carpir a vergonha nacional, face à (eventual) rejeição…
Usando linguagem tauromáquica: e se fossemos à “luta” sem "muletazos" espanhóis?

5 de fevereiro de 2008

Prazeres implícitos

Há dias em que baralho as ideias de tal forma que me obrigo a reflexão mais ou menos minuciosa.
O mundo, na verdade, não fica de pernas para o ar pelo simples facto de um mortal assumir que em certas horas se confunde. No meu caso, o mundinho onde me movo, de tão pequeno, passa despercebido, mas quando tenho as ideias desordenadas, fica mesmo virado ao contrário, como aconteceu um dia destes quando folheava um diário desportivo, na ânsia de conhecer o projecto camachiano do meu Benfica.
Não li nada de novo e interessante, confesso, excepto um anúncio dos “classificados” onde determinada senhora oferecia os seus préstimos para acalmar o stress dos leitores.
Em três linhas apresentava o seu currículo físico e deixava adivinhar nos três pontos do final do texto prazeres implícitos - o normal, com o pormenor acrescido de, dizia ela, ter sido namorada de um futebolista!
O reino da publicidade usa palavras “plebeias” que nos empurram para o consumo de determina produto; no caso, o eventual facto da referida dama ter namorado com um fulano que ganha a vida ao chuto (numa bola) e isso representar mais valia no marketing do “artigo,” fez-me sorrir e imaginei, de seguida, a primeira página de certo tablóide nacional:
“Fulana de tal, ex namorada do futebolista Y, assume-se como prostituta” – e acrescentaria o número do telemóvel para que pudessem ser confirmados “ao vivo e a cores” os prazeres que o rapaz da bola atirou às malvas!
Razão tem o “craque” Cristiano Ronaldo quando está (estará?) nas tintas para as parangonas do jornal The Sun que, com frequência, escreve sobre a sua vida privada - faltará relatar quantos “chutos”dá o moço na intimidade da sua mansão...
Um dia destes, por este andar, com o fito de arranjar parceiro, aparecem viúvas a publicitar as suas virtudes e dos defuntos maridos, não por aquilo que construíram a dois durante o tempo de vida, mas pelos “segredos” que o cantor brasileiro Ney Matogrosso retrata numa das suas cantigas apimentadas:
“É debaixo dos pano /Que a gente comete um engano/ Sem ninguém saber /É debaixo dos pano/Que a gente entra pelo cano /Sem ninguém ver"!

8 de janeiro de 2008

O cigarrinho e a saúde pública

Cada vez que muda o calendário, anunciando o começo de um novo ano, a conversa da treta é sempre a mesma: “este ano é que vai ser (…), ano novo vida nova…” – palavras e ideias da “tanga”, mas que sustentam a “fé” com que encaramos os dias que se irão seguir, até fechar o ciclo.
A fé, segundo os entendidos na matéria, é uma “coisa” parecida com o vento: não se vê, mas sente-se! Então, se a ventania for medida à velocidade de um ciclone, imagine-se a “força da fé” de quem tem nos sonhos a esperança de um tempo renascido para melhor, claro.
Sou dos que alinham no clube do agnosticismo, mas nem por isso deixo de ser curioso, com algumas reminiscências católicas /apostólicas/ romanas na minha conduta espiritual – uma espécie de contra-senso, dirão, mas as “imperfeições” devem ser assumidas, como esta e outras que não vêm ao caso. Assim sendo, também fiz um brinde ao ano que acabava de chegar, com “fé” e esperança nos novos 366 dias (não esquecer que este ano é bissexto…), esperando o melhor…
Para começar bem o ano -já se sabia - o povo foi confrontado com a lei do cigarrinho e agora, amigos, fumar com deleite à hora da bica só em locais especiais, devidamente (?) seguros para fumadores e não fumadores; isto é: o meu cigarro é meu e só meu, e não tenho nada que distribuir baforadas à borla ao vizinho do lado que, por sua vez, inala com volúpia o fumo do seu e só dele cigarrinho, o que é uma “injustiça”, é bom de ver, porque sou amante de cocktails e, neste caso, não posso “saborear”, cheirando, a mistura de tabaco Virgínia com mais ou menos alcatrão, nicotina e monóxido de carbono.
A Lei é para ser cumprida, não se fala mais nisso nem nos castigos a quem for apanhado com o cigarro ao canto da boca em locais isentos de poluição tabagística – sempre em nome da saúde pública, claro; nós, povo, devemos estar agradecidos a quem se preocupa com a nossa saudinha, não vá o diabo tecê-las.
Quanto aos responsáveis pelos estabelecimentos da restauração e outros que, em liberdade, decidem se devem aplicar a Lei, com as restrições que se conhecem, a “felicidade” é enorme: podem optar por morrer devagar pela falta de clientes (fumadores viciados), por ser da sua responsabilidade a decisão de não fumar nas suas superfícies comerciais, não por estarem preocupado com a saúde pública, óbvio, mas porque não têm capacidade financeira para investir na tecnologia da sucção dos ares viciados; quem aceita que se continue a poluir, cada um lá saberá dos mundinhos onde se move, e a saúde pública, também aqui, é irrelevante…
Ainda a saúde das pessoas e outros animais: imagine-se esta coisa “absurda” (ou talvez não…): em vez de se aumentarem os combustíveis, podia subir o preço dos maços de cigarros sempre que os custos do petróleo disparassem no mercado! Possivelmente haveria mais carros nas estradas e mais acidentes mas, pela certa, o número de fumadores diminuía – tudo em nome da saúde pública, é bom de ver!
E a poluição dos gazes dos escapes? – perguntará o leitor.
Isso seria coisa para se ver depois e, certamente, as insignes inteligências encontrariam uma solução, proibindo “qualquer coisa” que permitisse ao buraco do ozono “respirar” melhor (e nós também)!
Proibir o quê? – a circulação automóvel, por exemplo!
Foi só uma chalaça…
Claro que a saúde pública teria – como tem – “primazia”, como acontece com a remodelação (sim, remodelação, ou será “revolução?...) dos SAPs.
…Outra chalaça
Como estou com “veia”, apetece-me deixar mais uma “dica” a quem manda nas manifs contra as mudanças que o Governo encetou: conhecem aquela musiquinha do Sérgio Godinho “P'ra melhor está bem, está bem, p'ra pior já basta assim…” ?
“Bora” lá cantarolar, afinadinhos, como convêm…

25 de dezembro de 2007

Insónias e pesadelos

Vá lá saber-se porquê, uma noite destas tive uma insónia que me deixou mais cansado do que estava quando me deitei.
Dei conta disso depois das voltas nos lençóis; como se não bastasse o corpo maçado, também a alma ficou dorida pelo corrupio de ideias (?) que durante todo esse tempo afloraram à mente, coisas parvas, estúpidas, algumas sem sentido, mas eram ideias e pronto - guardei-as para descodificar em melhor ocasião.
Tenho para mim que a falta de sono surgiu na sequência de um daqueles pesadelos de que quase nunca nos lembramos ao acordar; coisa boa, no mínimo razoável, não terá sido...
Como é bom de imaginar, horas a fio naquele jeito incómodo de estar deram-me a volta à cabeça. Ainda peguei num dos livros que tenho à cabeceira, editado recentemente, “Rio das Flores”, de Miguel Sousa Tavares, mas a leitura não trouxe o resultado esperado; reconhece-se ao autor talento e qualidade na escrita e na palavra dita, mas este romance, a meu ver, peca pela minúcia de determinados relatos e esse pormenor enfadou-me, confesso.
A propósito do título, quando o li, pareceu familiar. Pelas dúvidas, fiz uma busca (abençoada Internet!) e encontrei: Rio das Flores é nome de cidade brasileira, pertence ao município do Rio de Janeiro! Mera coincidência, dirão, também creio…
O Brasil é um país que me seduz por múltiplas razões; “sei” de um colibri, passarito simpático, de bico esguio e ágil, que suga o néctar das flores pairando no ar com as asitas em frenética velocidade, como todos fazem; este rodopiou uma, duas, vezes, à volta da “primavera” e quase a beijou, como se fosse flor.
Será – é! – uma imagem romântica, como outras que poderia surripiar da obra do poeta Mário Quintana, por exemplo, mas basta esta para ilustrar a poesia do gesto.
Obviamente, não é só o “beija-flor” que me fascina naquele país irmão. Pouco amante da arte do samba, prefiro a dança do futebol, aprecio a paisagem “ africana” de que tenho saudade, e o quentinho do clima – outra saudade, agora ainda mais sentida pelo contraste do frio que vai fazendo por cá…
Volto à minha insónia.
È fantástico como no “silêncio do escuro” se pensa de forma profunda nos afrontamentos da vida e nas “soluções” para os problemas que carregamos diariamente!
Porém, quando vem a luz do dia, ou se acendemos a lâmpada do candeeiro da mesinha de cabeceira, aquilo que parecia ter lógica, deixa de ter, e as soluções quando muito não passam de hipóteses…remotas.
Quero dizer que devemos estar em permanente escuridão quando se procuram decisões para os problemas de vária ordem e qualidade? Nada disso - é importante que tudo seja feito às claras, sob pena ficar alguma sombra incomodativa.
Se há uma solução para determinado coisa que atrapalha, vamos a ela!
O pior é quando não se consegue enxergar uma luz ao fundo túnel e as insónias se confundem com pesadelos…

18 de dezembro de 2007

4 de dezembro de 2007

“Mondego”, o cão

Trago o Paulo Marques à ribalta da minha despretensiosa croniqueta pelo facto de ser considerado muito justamente figura pública solidária.
Diga-se, em abono da verdade, que o Paulo, “velho” conhecido de mais uma década, coloca a sua paixão por pessoas e bichos no mesmo prato da balança – no outro estão os seus afectos em actos e palavras.
A homenagem, quase privada, que lhe foi prestada no Domingo passado, teve a ausência (esperada) dos “outros amigos” a quem ele dedica especial desvelo; há, pelo menos, oitenta desses amigos de quatro patas que, se fosse possível, o teriam ido parabenizar.
Se os animais “falassem”, era isso que teria acontecido, sem qualquer dúvida, na “opinião” do rafeiro com nome rio: “Mondego”.

“Quando “criança”, o “Mondego” era o enlevo da família de acolhimento, graças à sua permanente disponibilidade para as brincadeiras dos meninos da casa. Então a Rita, traquina, não lhe dava parança um minuto, mas que importava isso se ela era a sua preferida nos jogos de “esconde / esconde” de que tanto gostava! Já o Hugo, irmão mais velho da Rita, não era flor que se cheirasse: puxava-lhe o rabo e pontapeava-o a meio da paródia.
O “Mondego” chorava, como só os cães sabem, e escondia-se fosse onde fosse logo que o Hugo começava com a “patifaria”, na honesta opinião de qualquer cão.
Apesar disso, o “Mondego” considerava que levava uma bela vida: comida da melhor, banhos, anti pulgas, vacinas – tudo com preceito, até a alcofa onde dormia merecia ar puro diário.
O “Mondego”, naturalmente, cresceu. Diz “ele” que o pior defeito trazido do tempo de “criança” era a irreverência...
Um dia, quando nada o previa, o dono levou-o a um passeio, serra acima, e enquanto se entretinha com os cheiros daquele mundo meio estranho, levou longe demais a correria, a ponto de se perder atrás de uma moita. Depois de ter erguido as orelhas e aguçado o olhar em busca do dono, concluiu que tinha sido abandonado à sorte do destino incerto
Depois de horas a fio sem rumo (ou foram dias?), apercebeu-se do barulho familiar dos automóveis que iam e vinham em velocidade estonteante.
Devagar, cansado, foi até à berma daquela estrada que nunca tinha visto assim cheia, e por lá ficou, indeciso:
- Atravesso para o outro lado, ou volto para trás? - pensava .
Todo ele tremia – o instinto dizia-lhe para ser cuidadoso.
De repente, um dos muitos automóveis, em marcha lenta, acendeu uma luzinha, como se lhe piscasse o olho, e parou mesmo ao seu lado.
Resoluto, o Paulo Marques - conheceu-lhe o nome mais tarde – pegou em si, com jeito e palavras mansas, e colocou-o no banco de trás.
A viagem foi longa. “Conversaram”, ele com latidos e abanadelas de rabo que, tinha a certeza, o seu protector entendia, e este a querer saber coisas: de onde vinha e para onde ia – coisas que, para um cão como ele, agora em segurança, eram desnecessárias…
O Paulo, disse-o na roda de amigos, “limitou-se a alterar a vida e o futuro do miúdo”, sem pensar nas consequências: espaço para alojar o “Mondego” e a “zanga” da mãe:
- Mais um, Paulo?
O pai, homem de outros cuidados, atenções e paciências, por certo conformou-se com o novo hóspede do canil, e “inventou” um lugar digno e acolhedor, de modo a que o “Mondego” se sentisse em casa.
- Bem-vindo – disse o Paulo.
Feita a “chamada” do recolher, responderam oitenta e três utentes, incluindo o “Mondego”!