5 de fevereiro de 2008

Prazeres implícitos

Há dias em que baralho as ideias de tal forma que me obrigo a reflexão mais ou menos minuciosa.
O mundo, na verdade, não fica de pernas para o ar pelo simples facto de um mortal assumir que em certas horas se confunde. No meu caso, o mundinho onde me movo, de tão pequeno, passa despercebido, mas quando tenho as ideias desordenadas, fica mesmo virado ao contrário, como aconteceu um dia destes quando folheava um diário desportivo, na ânsia de conhecer o projecto camachiano do meu Benfica.
Não li nada de novo e interessante, confesso, excepto um anúncio dos “classificados” onde determinada senhora oferecia os seus préstimos para acalmar o stress dos leitores.
Em três linhas apresentava o seu currículo físico e deixava adivinhar nos três pontos do final do texto prazeres implícitos - o normal, com o pormenor acrescido de, dizia ela, ter sido namorada de um futebolista!
O reino da publicidade usa palavras “plebeias” que nos empurram para o consumo de determina produto; no caso, o eventual facto da referida dama ter namorado com um fulano que ganha a vida ao chuto (numa bola) e isso representar mais valia no marketing do “artigo,” fez-me sorrir e imaginei, de seguida, a primeira página de certo tablóide nacional:
“Fulana de tal, ex namorada do futebolista Y, assume-se como prostituta” – e acrescentaria o número do telemóvel para que pudessem ser confirmados “ao vivo e a cores” os prazeres que o rapaz da bola atirou às malvas!
Razão tem o “craque” Cristiano Ronaldo quando está (estará?) nas tintas para as parangonas do jornal The Sun que, com frequência, escreve sobre a sua vida privada - faltará relatar quantos “chutos”dá o moço na intimidade da sua mansão...
Um dia destes, por este andar, com o fito de arranjar parceiro, aparecem viúvas a publicitar as suas virtudes e dos defuntos maridos, não por aquilo que construíram a dois durante o tempo de vida, mas pelos “segredos” que o cantor brasileiro Ney Matogrosso retrata numa das suas cantigas apimentadas:
“É debaixo dos pano /Que a gente comete um engano/ Sem ninguém saber /É debaixo dos pano/Que a gente entra pelo cano /Sem ninguém ver"!

8 de janeiro de 2008

O cigarrinho e a saúde pública

Cada vez que muda o calendário, anunciando o começo de um novo ano, a conversa da treta é sempre a mesma: “este ano é que vai ser (…), ano novo vida nova…” – palavras e ideias da “tanga”, mas que sustentam a “fé” com que encaramos os dias que se irão seguir, até fechar o ciclo.
A fé, segundo os entendidos na matéria, é uma “coisa” parecida com o vento: não se vê, mas sente-se! Então, se a ventania for medida à velocidade de um ciclone, imagine-se a “força da fé” de quem tem nos sonhos a esperança de um tempo renascido para melhor, claro.
Sou dos que alinham no clube do agnosticismo, mas nem por isso deixo de ser curioso, com algumas reminiscências católicas /apostólicas/ romanas na minha conduta espiritual – uma espécie de contra-senso, dirão, mas as “imperfeições” devem ser assumidas, como esta e outras que não vêm ao caso. Assim sendo, também fiz um brinde ao ano que acabava de chegar, com “fé” e esperança nos novos 366 dias (não esquecer que este ano é bissexto…), esperando o melhor…
Para começar bem o ano -já se sabia - o povo foi confrontado com a lei do cigarrinho e agora, amigos, fumar com deleite à hora da bica só em locais especiais, devidamente (?) seguros para fumadores e não fumadores; isto é: o meu cigarro é meu e só meu, e não tenho nada que distribuir baforadas à borla ao vizinho do lado que, por sua vez, inala com volúpia o fumo do seu e só dele cigarrinho, o que é uma “injustiça”, é bom de ver, porque sou amante de cocktails e, neste caso, não posso “saborear”, cheirando, a mistura de tabaco Virgínia com mais ou menos alcatrão, nicotina e monóxido de carbono.
A Lei é para ser cumprida, não se fala mais nisso nem nos castigos a quem for apanhado com o cigarro ao canto da boca em locais isentos de poluição tabagística – sempre em nome da saúde pública, claro; nós, povo, devemos estar agradecidos a quem se preocupa com a nossa saudinha, não vá o diabo tecê-las.
Quanto aos responsáveis pelos estabelecimentos da restauração e outros que, em liberdade, decidem se devem aplicar a Lei, com as restrições que se conhecem, a “felicidade” é enorme: podem optar por morrer devagar pela falta de clientes (fumadores viciados), por ser da sua responsabilidade a decisão de não fumar nas suas superfícies comerciais, não por estarem preocupado com a saúde pública, óbvio, mas porque não têm capacidade financeira para investir na tecnologia da sucção dos ares viciados; quem aceita que se continue a poluir, cada um lá saberá dos mundinhos onde se move, e a saúde pública, também aqui, é irrelevante…
Ainda a saúde das pessoas e outros animais: imagine-se esta coisa “absurda” (ou talvez não…): em vez de se aumentarem os combustíveis, podia subir o preço dos maços de cigarros sempre que os custos do petróleo disparassem no mercado! Possivelmente haveria mais carros nas estradas e mais acidentes mas, pela certa, o número de fumadores diminuía – tudo em nome da saúde pública, é bom de ver!
E a poluição dos gazes dos escapes? – perguntará o leitor.
Isso seria coisa para se ver depois e, certamente, as insignes inteligências encontrariam uma solução, proibindo “qualquer coisa” que permitisse ao buraco do ozono “respirar” melhor (e nós também)!
Proibir o quê? – a circulação automóvel, por exemplo!
Foi só uma chalaça…
Claro que a saúde pública teria – como tem – “primazia”, como acontece com a remodelação (sim, remodelação, ou será “revolução?...) dos SAPs.
…Outra chalaça
Como estou com “veia”, apetece-me deixar mais uma “dica” a quem manda nas manifs contra as mudanças que o Governo encetou: conhecem aquela musiquinha do Sérgio Godinho “P'ra melhor está bem, está bem, p'ra pior já basta assim…” ?
“Bora” lá cantarolar, afinadinhos, como convêm…

25 de dezembro de 2007

Insónias e pesadelos

Vá lá saber-se porquê, uma noite destas tive uma insónia que me deixou mais cansado do que estava quando me deitei.
Dei conta disso depois das voltas nos lençóis; como se não bastasse o corpo maçado, também a alma ficou dorida pelo corrupio de ideias (?) que durante todo esse tempo afloraram à mente, coisas parvas, estúpidas, algumas sem sentido, mas eram ideias e pronto - guardei-as para descodificar em melhor ocasião.
Tenho para mim que a falta de sono surgiu na sequência de um daqueles pesadelos de que quase nunca nos lembramos ao acordar; coisa boa, no mínimo razoável, não terá sido...
Como é bom de imaginar, horas a fio naquele jeito incómodo de estar deram-me a volta à cabeça. Ainda peguei num dos livros que tenho à cabeceira, editado recentemente, “Rio das Flores”, de Miguel Sousa Tavares, mas a leitura não trouxe o resultado esperado; reconhece-se ao autor talento e qualidade na escrita e na palavra dita, mas este romance, a meu ver, peca pela minúcia de determinados relatos e esse pormenor enfadou-me, confesso.
A propósito do título, quando o li, pareceu familiar. Pelas dúvidas, fiz uma busca (abençoada Internet!) e encontrei: Rio das Flores é nome de cidade brasileira, pertence ao município do Rio de Janeiro! Mera coincidência, dirão, também creio…
O Brasil é um país que me seduz por múltiplas razões; “sei” de um colibri, passarito simpático, de bico esguio e ágil, que suga o néctar das flores pairando no ar com as asitas em frenética velocidade, como todos fazem; este rodopiou uma, duas, vezes, à volta da “primavera” e quase a beijou, como se fosse flor.
Será – é! – uma imagem romântica, como outras que poderia surripiar da obra do poeta Mário Quintana, por exemplo, mas basta esta para ilustrar a poesia do gesto.
Obviamente, não é só o “beija-flor” que me fascina naquele país irmão. Pouco amante da arte do samba, prefiro a dança do futebol, aprecio a paisagem “ africana” de que tenho saudade, e o quentinho do clima – outra saudade, agora ainda mais sentida pelo contraste do frio que vai fazendo por cá…
Volto à minha insónia.
È fantástico como no “silêncio do escuro” se pensa de forma profunda nos afrontamentos da vida e nas “soluções” para os problemas que carregamos diariamente!
Porém, quando vem a luz do dia, ou se acendemos a lâmpada do candeeiro da mesinha de cabeceira, aquilo que parecia ter lógica, deixa de ter, e as soluções quando muito não passam de hipóteses…remotas.
Quero dizer que devemos estar em permanente escuridão quando se procuram decisões para os problemas de vária ordem e qualidade? Nada disso - é importante que tudo seja feito às claras, sob pena ficar alguma sombra incomodativa.
Se há uma solução para determinado coisa que atrapalha, vamos a ela!
O pior é quando não se consegue enxergar uma luz ao fundo túnel e as insónias se confundem com pesadelos…

18 de dezembro de 2007

4 de dezembro de 2007

“Mondego”, o cão

Trago o Paulo Marques à ribalta da minha despretensiosa croniqueta pelo facto de ser considerado muito justamente figura pública solidária.
Diga-se, em abono da verdade, que o Paulo, “velho” conhecido de mais uma década, coloca a sua paixão por pessoas e bichos no mesmo prato da balança – no outro estão os seus afectos em actos e palavras.
A homenagem, quase privada, que lhe foi prestada no Domingo passado, teve a ausência (esperada) dos “outros amigos” a quem ele dedica especial desvelo; há, pelo menos, oitenta desses amigos de quatro patas que, se fosse possível, o teriam ido parabenizar.
Se os animais “falassem”, era isso que teria acontecido, sem qualquer dúvida, na “opinião” do rafeiro com nome rio: “Mondego”.

“Quando “criança”, o “Mondego” era o enlevo da família de acolhimento, graças à sua permanente disponibilidade para as brincadeiras dos meninos da casa. Então a Rita, traquina, não lhe dava parança um minuto, mas que importava isso se ela era a sua preferida nos jogos de “esconde / esconde” de que tanto gostava! Já o Hugo, irmão mais velho da Rita, não era flor que se cheirasse: puxava-lhe o rabo e pontapeava-o a meio da paródia.
O “Mondego” chorava, como só os cães sabem, e escondia-se fosse onde fosse logo que o Hugo começava com a “patifaria”, na honesta opinião de qualquer cão.
Apesar disso, o “Mondego” considerava que levava uma bela vida: comida da melhor, banhos, anti pulgas, vacinas – tudo com preceito, até a alcofa onde dormia merecia ar puro diário.
O “Mondego”, naturalmente, cresceu. Diz “ele” que o pior defeito trazido do tempo de “criança” era a irreverência...
Um dia, quando nada o previa, o dono levou-o a um passeio, serra acima, e enquanto se entretinha com os cheiros daquele mundo meio estranho, levou longe demais a correria, a ponto de se perder atrás de uma moita. Depois de ter erguido as orelhas e aguçado o olhar em busca do dono, concluiu que tinha sido abandonado à sorte do destino incerto
Depois de horas a fio sem rumo (ou foram dias?), apercebeu-se do barulho familiar dos automóveis que iam e vinham em velocidade estonteante.
Devagar, cansado, foi até à berma daquela estrada que nunca tinha visto assim cheia, e por lá ficou, indeciso:
- Atravesso para o outro lado, ou volto para trás? - pensava .
Todo ele tremia – o instinto dizia-lhe para ser cuidadoso.
De repente, um dos muitos automóveis, em marcha lenta, acendeu uma luzinha, como se lhe piscasse o olho, e parou mesmo ao seu lado.
Resoluto, o Paulo Marques - conheceu-lhe o nome mais tarde – pegou em si, com jeito e palavras mansas, e colocou-o no banco de trás.
A viagem foi longa. “Conversaram”, ele com latidos e abanadelas de rabo que, tinha a certeza, o seu protector entendia, e este a querer saber coisas: de onde vinha e para onde ia – coisas que, para um cão como ele, agora em segurança, eram desnecessárias…
O Paulo, disse-o na roda de amigos, “limitou-se a alterar a vida e o futuro do miúdo”, sem pensar nas consequências: espaço para alojar o “Mondego” e a “zanga” da mãe:
- Mais um, Paulo?
O pai, homem de outros cuidados, atenções e paciências, por certo conformou-se com o novo hóspede do canil, e “inventou” um lugar digno e acolhedor, de modo a que o “Mondego” se sentisse em casa.
- Bem-vindo – disse o Paulo.
Feita a “chamada” do recolher, responderam oitenta e três utentes, incluindo o “Mondego”!

5 de novembro de 2007

FLORES

À Cristina,no seu dia mais importante, porque gosta de flores
...
“…portanto, Hegel tem razão: o belo é coisa espiritual e cada um entende a beleza segundo os contornos da sua sensibilidade…”
Dos bancos da escola sempre fica algo mais do que conhecimento e as memórias estão, por norma, presentes – fazem, até, questão disso!
Dos clássicos da filosofia, gosto do Hegel.
Bem vistas as coisas, à distância de uns anitos, fui “obrigado” a gostar, graças ao empinanço a que a professora obrigava, coisa aborrecida, é bom de imaginar, sobretudo quando a mente viajava para longe da sala de aulas, se estas coincidiam com o fim de tarde, os corpos a pedir praia, porque o calor africano é, como se sabe, assim para o quentinho…
Hegel, entre outras coisas que me deram volta aos neurónios, baralhou-me as ideias quando, do alto da sua cátedra, foi dizendo que o belo é coisa espiritual de cada indivíduo, nunca um objecto material, etc, etc. A sua obra, “A Estética do belo”, que li de fio a pavio, é fascinante; foi pelas ideias do filósofo que encontrei algumas respostas, como por exemplo, gostar de flores, de dar e receber.
Tenho para mim que a flor (seja ela qual for!) é uma dádiva dos deuses para o encantamento do espírito; portanto, Hegel tem razão: o belo é coisa espiritual e cada um entende a beleza segundo os contornos da sua sensibilidade.
Assim sendo (?), a senhora que um dia destes afiançou não gostar de flores, é bem capaz de travar algumas lutas intestinas com o seu (dela) espírito.
Na verdade, fiquei deveras incomodado pela situação que se seguiu: ambos argumentámos, eu em defesa das indefesas criaturas (algumas enfeitam-se de espinhos de modo a cuidarem da sua segurança), a senhora simplesmente… não gosta de flores, e pronto! O amigo que a acompanhava, socorreu-me com preceito, a ponto da disputa das palavras de ambos a ter feito recuar: -“ bem, não é não gostar, não gosto é que me dêem flores”!
Melhor assim. Ou a opinião final foi consciente, e eu retiro as “lutas intestinas” que deixei acima em letra de forma, ou a senhora foi gentil e cordata, não fosse o diabo tecê-las….
De sensibilidade em sensibilidade, “aparecem os mortos”, já defuntos e enterrados, presenteados com flores como é tradição – flores de todos as matizes e formas. Para os vivos, o “seu” dia não teve trabalho oficial, o que foi óptimo para quem fez “ponte” e foi de abalada a outras paragens (no Brasil, diz a Cristina, vai o tempo em que se fazia uma pausa de dois dias, agora basta um, no dia 2).
Os cemitérios ficaram engalanados e não importa se as flores tinham algum significado afectivo para quem ofertou, ou para quem recebeu. Que as campas ficaram decoradas com algum esmero, é verdade…
Eu, que gosto de flores e ainda pertenço ao mundo dos vivos, espero, sinceramente, que os meus amigos continuem fieis aos seus hábitos, sobretudo daqui a uns dias, ainda em Novembro…

22 de outubro de 2007

Caloiros “à solta”


“(…)O Ginja II, que tem jeito para o canto,

Apresentava-se com um estilo de penteado com tendências futuristas,

deu nas vistas - pelo menos enquanto não visitou o barbeiro para acerto das escadinhas laterais, entre as orelhas e o cocuruto(…)”

Não perco pitada das estórias contadas em jeito de crónica pelo escritor Rui Zink, daí que procure alguns dos seus subsídios para meios sorrisos eloquentes, como o excerto deste texto: “Dinossauros excelentíssimos”, que pode ser lido nas suas crónicas benditas: “Luto pela felicidade dos portugueses”.

“…Ao almoço, no restaurante:

- O que recomenda?

- O pargo está uma delícia, e além disso é licenciado em Económicas

- Hum… licenciado em Económicas…

- Mas olhe que está uma categoria…

- Eu sei, mas queria qualquer coisa mais substancial. Não tem nada com mestrado?

- Peixes não, mas tenho umas costeletas de vitela que estão a tirar o doutoramento em Oxford. Fritinhas e servidas com batatas da Católica ficam uma maravilha”.

O diálogo saboroso bem podia fazer parte de um Sketch a que os novos caloiros estariam sujeitos, se a Praxe académica tivesse outros contornos de entretenimento puro, o que não invalida a comicidade dos parodiantes em situações inventadas, na hora, pelos doutores.

Graças aos noviços da ESTGOH fiquei a saber que o balcão do bar onde alguns estudantes foram vítimas da Praxe, mede “quase” oitenta paus de fósforos; não acredito, apesar dos encarregados, na proporção de três para um (trabalhador), garantirem a autenticidade dos cinco centímetros de cada amorfo.

As dúvidas resultam do facto de, entre eles, apesar da sobriedade com que se apresentaram ao trabalho, não existir consenso quanto às metades que faltam ou sobram a cada ladrilho: que fazer aos sobejos dos ditos? Ou será que são pequenos em demasia?

Em defesa da lógica, o doutor Carlos Maia “Fiúza”, filósofo de ocasião, apontou uma garrafa de Porto e do alto da sua insigne sabedoria, discursa:

- Isto é simples: para mim, a garrafa está meia vazia; aqui para o Ginja, meia cheia!

O Ginja II, que tem jeito para o canto, apresentava-se com um estilo de penteado com tendências futuristas e deu nas vistas - pelo menos enquanto não visitou o barbeiro para acerto das escadinhas laterais, entre as orelhas e o cocuruto. Pensativo, o Ginja II, como se imagina, concordou com o mestre, não fosse este ordenar punição maior pela irreverência do contraditório.

A tertúlia compôs-se, segundo o grau e qualidade de quem ia chegando – pessoas ilustres e ilustradas pelo traje negro sem pergaminhos, por ora, a saber: doutores Hélder Pinto, Romeo (com o, sim senhor …) Vieira “Laurent Robert”, Bruno Gomes, e Carlos Maia ”Fiúza”, os engenheiros Santarém, “o campino”, Álvaro Ferreira,”o músico”, a que se juntaram os afilhados Mi Gusto, Lloyd e Roger. Faltaram à chamada o doutor João Paiva, “o teórico da bola”, possivelmente a congeminar nova táctica que possibilite vitórias ao seu clube, e o engenheiro João Bagorro, “o alentejano”, talvez a meio da única “imperial” do dia!

A coberto dos cuidados paternos, alguns ficaram no anonimato, como convém.

Para o Ludovic Costa, “o francês”, 23 anos de idade, licenciado em Económicas, voltar a ser caloiro em Engenharia Civil, “é obra”!

A ESTGOH começa a ser aliciante para a classe estudantil, daí que a Praxe se instale com cânones próprios - falta eleger o Dux Veteranorum!!

Perante “malta” de tal jaez, espera-se, em Oliveira do Hospital, um ano lectivo recheado de bons costumes académicos.

Quanto às aulas, há tempo, “o ano só agora começou” – palavra de caloiro!