Fui ao parque porque tinha a “certeza” de que te iria encontrar!
Não estavas… mas calcorreei os caminhos que foram “nossos”. Sozinho!
O parque estava vazio de pessoas e ainda bem – não era justo alguém incomodar o solitário “regresso ao passado”…
À saída, vi uma figura miúda, ia devagar, cabeça baixa…
Eras tu!
Aproximei-me.
- Olá - disse eu.
- Olá - disseste tu.
- Como estás?
- Bem, e tu? Por aqui?
- “Sabia “ que te encontraria!
- Ando a espairecer, a tentar encontrar-me…
- Entramos um pouco?
- Pode ser.
Falámos de nós, sentados noutro banco, uma mesa entre os dois, olhos nos olhos.
Deixei que as emoções acumuladas se transformassem num regato de águas mansas e tu pedias-me que as estancasse. Os rios começam assim, com pequenas gotas...
No silêncio das minhas palavras, olhava os teus lábios secos e finos; os teus olhos eram duas bolas de gelo; o teu sorriso estava triste.
As coisas que dizias não vinham da alma...
Impossível - não eras tu!
Viajámos juntos no regresso, quase como “antigamente”…
Despedimo-nos com um beijo em cada face.
Estavas fria e eu senti frio.
Gelei!
Foi importante ter-te encontrado nesta tarde fria de Outono.
Qualquer dia volto ao parque.
Sozinho.
…Talvez encontre por lá a raposinha que gosta de rosas vermelhas
30 de setembro de 2006
29 de setembro de 2006
A última viagem
Procuraste um porto de abrigo para as tormentas das tuas viagens e eu fui o cais do sossego.
Um dia, refeita dos males maiores, fizeste-te ao mar de alma lavada.
No cais deixaste o meu olhar fixo no horizonte onde te perdi.
Acenei num derradeiro adeus, estavas demasiado longe – sempre estiveste demasiado longe, mesmo quando te refugiavas na minha bonança – e não deste conta deste mar de lágrimas salgadas.
Infelizmente, não fui um porto seguro.
27 de setembro de 2006
Sem anexos
Um amigo brindou-me com esta delícia ; decidi publicá-la pela "graça" de umas quantas palavras e por tudo quanto se pode "ler nas entrelinhas".
Se a moda pega...
...
Carta aberta a um inventor de boatos

“Caro senhor. É do meu conhecimento que procura saber pormenores sobre a minha pessoa. Infelizmente, limitou-se à “feira do boato” (um mau costume, como sabe) e não foi à fonte de águas cristalinas onde poderia saciar a sede, e nem a sua avidez por presumíveis factos do meu próximo passado teve o efeito desejado. Se tivesse percorrido meia dúzia de metros na minha direcção, tínhamos chegado à fala de forma educada e eu dar-lhe-ia as informações pretendidas, para contento e descanso da sua delicada, excelsa e prendada esposa e da sua alma gémea – o meu caro e inquisidor senhor; como não o fez, anexo o meu currículo de cidadão impoluto, nºs do BI, Contribuinte e conta bancária, certidão de nascimento, registo criminal, e ainda uma declaração da vizinhança onde se afirma que sou bom rapaz, pouco dado aos copos e às noitadas. Junto, ainda, atestado médico, isento de doenças contagiosas ou outras, e uma declaração onde afirmo, pela minha honra, que o meu único vício é estar apaixonado pela sua filha. Não lhe peço a mão da minha amada porque já a tenho – a mão e o resto…”!
18 de setembro de 2006
Notícia de jornal

Sem que ninguém dessa conta, na passada quinta feira, dia 14, houve um terramoto a sul de um espaço reduzido, localizado sensivelmente a três quartos da inteligência, com efeitos devastadores no campo aberto das emoções. Todos os investimentos ruíram numa fracção de segundo – só ficou de pé uma árvore sem seiva, teimosa em continuar a desafiar forças invisíveis.
Pelo aspecto, a árvore não tardará a cair, arrastando consigo uma plêiade de sonhos, agora moribundos depois de um tempo de pujantes e viçosos sentimentos.
Especialistas acreditam que os edifícios não possuíam fundações à prova de um pequeno (?) sopro.
Os danos são incalculáveis!
A única testemunha ocular da catástrofe, atingida pela derrocada do polén da mimosa, encontra-se em convalescença.
Pelo aspecto, a árvore não tardará a cair, arrastando consigo uma plêiade de sonhos, agora moribundos depois de um tempo de pujantes e viçosos sentimentos.
Especialistas acreditam que os edifícios não possuíam fundações à prova de um pequeno (?) sopro.
Os danos são incalculáveis!
A única testemunha ocular da catástrofe, atingida pela derrocada do polén da mimosa, encontra-se em convalescença.
15 de setembro de 2006
O contador de "estórias"
Havia um amigo comum e foi por essa via que eu e o “contador de estórias” chegámos à fala.
Das conversas simples passámos à discussão de temas importantes (ou nem por isso…).
Debatemos ideias e encontramos pontos comuns no modo como nos revemos na comunidade.
Se nos entendemos nos ideais, naturalmente procuramos nos “bons costumes” o equilíbrio entre a “sabedoria a força e a beleza” dos nossos actos. Infelizmente, continuamos a “anos-luz” da “perfeição”, mas acreditamos que virá “um tempo de amor e fraternidade total” para que se cumpra o vaticínio do tal amigo comum: Fernando Vale.
O “meu contador de estórias” tem tanto de desportista como de boémio, mas não são apenas as memórias desses tempos, com o requinte do pormenor, que fazem de si a melhor das companhias numa tertúlia ao serão…
Como gestor e autarca, recolheu fama de “pessoa séria, competente e rigorosa”. Agora, diz ter atingido a “reforma sem vencimento”, e fica longe dos encómios, de modo próprio.
Para mim, basta que remexa nas suas lembranças - fico de imediato preso às circunstâncias de cada momento vivido na irreverência da juventude, mas não desdenho uma boa “estória” dos seus tempos de homem feito.
Aprecio, sobretudo, seja em que circunstância for, a brejeirice com que envolve cada conto, talvez pelas gargalhadas que arranca à plateia da qual faço parte. Gabo-lhe o talento.
Peço-lhe para rabiscar as memórias, e a resposta vem sempre a meias com um sorriso, que não, “são coisas minhas” – diz.
Perante isto, “ameaço-o” de gravar os seus contos, à socapa, e um dia ainda vou enricar à sua custa – garanto-lhe!
O meu amigo e “contador de estórias” volta a sorrir, sorri sempre, porque está de bem com a vida e consigo próprio.
….
Faço uma breve pausa na escrita, debruço-me sobre o tema desta croniqueta e dou comigo a reviver outras “estórias”, que são minhas por inteiro, vividas no “outro lado do mundo” (como se não existissem “outros mundos deste lado”, que percorri das mais variadas formas com os sentidos despertos e atentos ao desconhecido…)!
Do “outro lado” sobram recordações do menino que aí cresceu e se fez homem entre “matateus e eusébios” de pé descalço, e partiu à descoberta do futuro que o mítico Festival de Música e Artes de Woodstock, realizado numa fazenda em Bethel, Nova Iorque, em Agosto de 1969, fez sonhar aos jovens do mundo civilizado…
No “outro lado do mundo” nasceram e morreram paixões e ilusões, mas o sonho (não importa qual!) manteve-se, e é em função desse sonho que “comando a vida” da “minha pedra filosofal”, porque quero fazer jus às palavras de António Gedeão.
Agora, desse “lado” veio uma encomenda que abri com sofreguidão e ansiedade, emoção e nostalgia - todas as minhas memórias vinham consubstanciadas em meia dúzia de coisas: castanha de caju para matar a saudade dos sabores africanos, boné e “t-shirt” para resguardar do Sol quente da “minha cidade”, e um punhado de terra onde mergulhei o olfacto e as duas mãos, quase em êxtase!
A Isaísa, senhora que nunca vi, foi a ”ponte” para o meu “regresso ao passado”!
… (Se tiver arte e engenho, sou capaz de fazer pirraça ao meu amigo contador de “estórias”. Ele que se cuide).
Das conversas simples passámos à discussão de temas importantes (ou nem por isso…).
Debatemos ideias e encontramos pontos comuns no modo como nos revemos na comunidade.
Se nos entendemos nos ideais, naturalmente procuramos nos “bons costumes” o equilíbrio entre a “sabedoria a força e a beleza” dos nossos actos. Infelizmente, continuamos a “anos-luz” da “perfeição”, mas acreditamos que virá “um tempo de amor e fraternidade total” para que se cumpra o vaticínio do tal amigo comum: Fernando Vale.
O “meu contador de estórias” tem tanto de desportista como de boémio, mas não são apenas as memórias desses tempos, com o requinte do pormenor, que fazem de si a melhor das companhias numa tertúlia ao serão…
Como gestor e autarca, recolheu fama de “pessoa séria, competente e rigorosa”. Agora, diz ter atingido a “reforma sem vencimento”, e fica longe dos encómios, de modo próprio.
Para mim, basta que remexa nas suas lembranças - fico de imediato preso às circunstâncias de cada momento vivido na irreverência da juventude, mas não desdenho uma boa “estória” dos seus tempos de homem feito.
Aprecio, sobretudo, seja em que circunstância for, a brejeirice com que envolve cada conto, talvez pelas gargalhadas que arranca à plateia da qual faço parte. Gabo-lhe o talento.
Peço-lhe para rabiscar as memórias, e a resposta vem sempre a meias com um sorriso, que não, “são coisas minhas” – diz.
Perante isto, “ameaço-o” de gravar os seus contos, à socapa, e um dia ainda vou enricar à sua custa – garanto-lhe!
O meu amigo e “contador de estórias” volta a sorrir, sorri sempre, porque está de bem com a vida e consigo próprio.
….
Faço uma breve pausa na escrita, debruço-me sobre o tema desta croniqueta e dou comigo a reviver outras “estórias”, que são minhas por inteiro, vividas no “outro lado do mundo” (como se não existissem “outros mundos deste lado”, que percorri das mais variadas formas com os sentidos despertos e atentos ao desconhecido…)!
Do “outro lado” sobram recordações do menino que aí cresceu e se fez homem entre “matateus e eusébios” de pé descalço, e partiu à descoberta do futuro que o mítico Festival de Música e Artes de Woodstock, realizado numa fazenda em Bethel, Nova Iorque, em Agosto de 1969, fez sonhar aos jovens do mundo civilizado…
No “outro lado do mundo” nasceram e morreram paixões e ilusões, mas o sonho (não importa qual!) manteve-se, e é em função desse sonho que “comando a vida” da “minha pedra filosofal”, porque quero fazer jus às palavras de António Gedeão.
Agora, desse “lado” veio uma encomenda que abri com sofreguidão e ansiedade, emoção e nostalgia - todas as minhas memórias vinham consubstanciadas em meia dúzia de coisas: castanha de caju para matar a saudade dos sabores africanos, boné e “t-shirt” para resguardar do Sol quente da “minha cidade”, e um punhado de terra onde mergulhei o olfacto e as duas mãos, quase em êxtase!
A Isaísa, senhora que nunca vi, foi a ”ponte” para o meu “regresso ao passado”!
… (Se tiver arte e engenho, sou capaz de fazer pirraça ao meu amigo contador de “estórias”. Ele que se cuide).
31 de agosto de 2006
Com um pastor "assim"...

Agosto está no fim, e quanto a férias, ficamos por aqui.
Ter ou não ter (férias) é apenas o pretexto para uma croniqueta de ocasião, no seguimento da anterior que, pelos vistos, foi “subscrita” por número elevado de concidadãos - a maioria dos meus amigos também não usufruiu do tal tempo de folga, descanso, repouso, ou, como leio no dicionário da “Universal”, de dias de suspensão dos trabalhos oficiais!
O tema parece de somenos importância, mas é o que me vem à ideia e é interessante, apesar de tudo (e neste tudo incluo a crise económica da maioria das bolsas caseiras!).
Felizmente, a maior parte dos empregados por conta de outrem teve direito às ditas (férias), e se não deram um saltinho à Figueira ou às praias vizinhas, não foi por partilharem dos meus ódios de estimação: “areia em demasia, água salgada, e o mar revoltado, ora para trás ora para a frente, sempre em bolandas”! Não, o motivo por que passaram as férias por cá, entre um mergulho no rio ou na piscina, e um passeio pelos jardins, sobretudo nas noites mais quentes deste Agosto, tem a ver com a doença dos bolsos vazios!
Como se sabe, a nossa cidade não prima pela oferta de animação em quantidade e qualidade, daí que os turistas não incluam Oliveira do Hospital no seu roteiro. Durante o dia, ainda se viu gente a passear por algumas ruas, fizeram-se compras, mas o comércio em geral, se estava mal, mal continuou, e nem os saldos e os descontos especiais tiraram a ”barriga da miséria” aos investidores de porta aberta.
Na rua do Colégio, o movimento de transeuntes teve picos interessantes e gostei de ver algumas pessoas a repousar nos bancos ali colocados. Duas senhoras sentaram-se perto de mim; como vinham de conversa afiada sobre a cidade, assim continuaram: “Oliveira estava diferente, para pior, que a maioria das lojas dos dois centros comerciais estavam encerradas, era uma pena, pouca oferta, e a qualidade dos produtos expostos também…”, enfim a lista das lamúrias era extensa. Tanto ouvi que desisti. Levantei-me e desci a rua.
Ah, mas o maior motivo de espanto era o novo edifício da Caixa de Crédito Agrícola! Para uns, um “trambolho”, um verdadeiro “mamarracho”; para outros um novo “ex-libris” da cidade!
Entretanto, fiquei de conversa miúda com dois amigos, ali mesmo, perto dos que opinavam.
- Gostam? – perguntei a um grupo de basbaques.
- É um edifico interessante, sem dúvida., moderno, arrojado, fica bem entre a “monotonia” dos restantes prédios – respondeu um dos cavalheiros.
A senhora, curiosa:
- Mas se a entrada é da parte de baixo, e como esta porta está fechada, funcionam alguns serviços deste lado? Expliquei que “deste lado” havia um auditório com todos os requisitos modernos, etc.
Diz a senhora:
- Parece-me um espaço interessante para ser usado como local para exposições, por exemplo.
Obviamente, concordei!
Arredondámos a conversa com uma frase feita: até à próxima!
Subi a rua e fui ao Café Portugal apostar coisa pouca no “euromilhões”.
-Boas tardes! – disse eu à chegada.
-Boas tardes! – respondeu o Sr. Carlos, do Café.
Àquela hora, encostados ao balcão, estavam num colóquio dois presumíveis clientes; um, deu dois passos, estendeu-me a mão e foi simpático e gentil no cumprimento. O outro olhou de soslaio, e por aí se ficou, disposto a voltar à conversa, entretanto interrompida.
Reconheci a figura pelo porte, mas como o cavalheiro nunca me foi apresentado, não dei importância à falta do institucional e politicamente correcto “boa tarde”, embora entenda que “um pastor deve conhecer as ovelhas (salvo seja!) do seu rebanho” e os seus mimos repartidos por todas, sejam elas de cor branca, preta, vermelha ou laranja!...Com um “pastor” assim, é natural que algumas “das suas ovelhas” andem tresmalhadas…
Paguei a aposta do jogo, dei meia volta, saí calado, e só parei na “Silmoda” para ver os saldos (está na montra um “pólo” vermelho que tenho “atravessado na carteira”; infelizmente a “Lacoste” também não foi de férias, os preços mantêm-se, para meu “desgosto”) …
Se me sair o “euromilhões”, compro a peça de roupa e volto ao Café com ela vestida. Sempre quero ver se o “ pastor” me reconhece pela cor do “pólo”…
13 de agosto de 2006
"Socorro", preciso de férias!

"Finalmente, férias"!
Este mês já ouvi a frase uma infinidade de vezes!
Férias lembra o campo, as viagens turísticas, as filas intermináveis nas estradas, praia, sol, calor… Dou por mal empregue esse tempo de não fazer nada, ou quase nada.
É tudo uma chatice.
Por exemplo: a praia tem areia em demasia, a água é salgada e o mar anda às voltas e reviravoltas, não pára quieto; perante esta insofismável verdade, só me imagino numa bela esplanada a olhar o mar com um pratinho de camarão (cozinhado de qualquer maneira) em cima da minha mesa, e uma imperial a babar o copo. Assim, sim, gosto da praia.
Como se vê, a praia “só tem esta ligeira” vantagem (camarões e imperiais fresquinhas!). Mais nada! Ah, e tem o sol, o calor, muito importante para os escaldões, é bom não esquecer…
Quanto às filas nas estradas, sobretudo se dão acesso às praias, é outra chatice, porque o ar condicionado de que disponho na minha viatura é demasiado abafado, vem de fora, e creiam que em vez de arrefecer, aquece, o que contraria a minha imaginação de um habitáculo com temperatura amena. Se o carrinho está em movimento, vá que não vá, mas assim, as férias só servem para irritar, digo eu, que não tenho férias!
Ainda pensei andar por aí, em viagem, de máquina fotográfica ao pescoço, feito turista “cá dentro”, mas nem esta ideia me convenceu da utilidade de olhar casas velhas, palácios senhoriais vazios, castelos sem ameias – uma seca, acreditem.
Para a grande cidade é que nunca iria, nem de férias!
Resta-me o campo e uma casinha perto de um rio para chapinhar na água doce. Dizem-me que os leitos dos ditos estão sujos de lama, mercê das chuvas primaveris, que carregaram as terras soltas dos locais onde os incêndios do ano passado “construíram auto estradas”. Se assim é, nem vale a pena pensar no assunto.
Mesmo que optasse por outro sítio, há o problema das melgas e outros “picadores” profissionais - uma verdadeira praga nesta altura.
Como estou proibido de fazer uma fogueira para assar duas febras de porco, ou meia dúzia de sardinhas, por exemplo, acabo por desistir de acampar em plena Natureza.
Dirão que as férias são necessárias, que o corpo e o “espírito” precisam de descanso, etc e tal. É capaz de ser verdade, mas como não sou especialista na matéria, não opino, fico-me pela minha verdade que, como se vê, é meia amarga, uma espécie de “quente/frio” à sobremesa. Como nunca tive férias, na sua verdadeira e saborosa definição (folga, descanso, repouso...) não sei o que isso é, daí o “frio” do gelado, com um fio de chocolate quente para amenizar os meses e os anos de trabalho contínuo.
Posso ser um privilegiado pelo facto de desempenhar, agora, funções com pouco desgaste físico e mental, mas sempre faço qualquer coisita, e só de pensar o que hei-de “fazer para o jantar” das miúdas, fico cansado – imaginem quando tiver de ir para a cozinha!
Entretanto, como não tenho férias, ocupo as horas vagas com alguma literatura “interessante”, quanto mais não seja para estar a par do que vai acontecendo nos mundos que não frequento.
Então, vou de notícia em notícia em busca das últimas novidades, mas como são imensas, baralho tudo, fico confuso.
Dos temas de capa por onde passei a vista, retive um que, gostosamente, partilho com os meus eventuais leitores: a Rita Ferro Rodrigues, (sabem quem é?...) anda de amores com um tal Filipe Terruta (conhecem?), que já foi namorado da Elsa Raposo e da Fernanda Serrano! Interessante, muito interessante a notícia… E importante! O rapaz deve ter a força do Tarzan, a beleza do Alain Delon, e o “charme” do Bruce Willis (está tudo na Net, não fui eu que disse…)!
É por causa de notícias assim que o preço do petróleo está sempre a subir, a subir…
“Socorro”, preciso de férias!!!
Este mês já ouvi a frase uma infinidade de vezes!
Férias lembra o campo, as viagens turísticas, as filas intermináveis nas estradas, praia, sol, calor… Dou por mal empregue esse tempo de não fazer nada, ou quase nada.
É tudo uma chatice.
Por exemplo: a praia tem areia em demasia, a água é salgada e o mar anda às voltas e reviravoltas, não pára quieto; perante esta insofismável verdade, só me imagino numa bela esplanada a olhar o mar com um pratinho de camarão (cozinhado de qualquer maneira) em cima da minha mesa, e uma imperial a babar o copo. Assim, sim, gosto da praia.
Como se vê, a praia “só tem esta ligeira” vantagem (camarões e imperiais fresquinhas!). Mais nada! Ah, e tem o sol, o calor, muito importante para os escaldões, é bom não esquecer…
Quanto às filas nas estradas, sobretudo se dão acesso às praias, é outra chatice, porque o ar condicionado de que disponho na minha viatura é demasiado abafado, vem de fora, e creiam que em vez de arrefecer, aquece, o que contraria a minha imaginação de um habitáculo com temperatura amena. Se o carrinho está em movimento, vá que não vá, mas assim, as férias só servem para irritar, digo eu, que não tenho férias!
Ainda pensei andar por aí, em viagem, de máquina fotográfica ao pescoço, feito turista “cá dentro”, mas nem esta ideia me convenceu da utilidade de olhar casas velhas, palácios senhoriais vazios, castelos sem ameias – uma seca, acreditem.
Para a grande cidade é que nunca iria, nem de férias!
Resta-me o campo e uma casinha perto de um rio para chapinhar na água doce. Dizem-me que os leitos dos ditos estão sujos de lama, mercê das chuvas primaveris, que carregaram as terras soltas dos locais onde os incêndios do ano passado “construíram auto estradas”. Se assim é, nem vale a pena pensar no assunto.
Mesmo que optasse por outro sítio, há o problema das melgas e outros “picadores” profissionais - uma verdadeira praga nesta altura.
Como estou proibido de fazer uma fogueira para assar duas febras de porco, ou meia dúzia de sardinhas, por exemplo, acabo por desistir de acampar em plena Natureza.
Dirão que as férias são necessárias, que o corpo e o “espírito” precisam de descanso, etc e tal. É capaz de ser verdade, mas como não sou especialista na matéria, não opino, fico-me pela minha verdade que, como se vê, é meia amarga, uma espécie de “quente/frio” à sobremesa. Como nunca tive férias, na sua verdadeira e saborosa definição (folga, descanso, repouso...) não sei o que isso é, daí o “frio” do gelado, com um fio de chocolate quente para amenizar os meses e os anos de trabalho contínuo.
Posso ser um privilegiado pelo facto de desempenhar, agora, funções com pouco desgaste físico e mental, mas sempre faço qualquer coisita, e só de pensar o que hei-de “fazer para o jantar” das miúdas, fico cansado – imaginem quando tiver de ir para a cozinha!
Entretanto, como não tenho férias, ocupo as horas vagas com alguma literatura “interessante”, quanto mais não seja para estar a par do que vai acontecendo nos mundos que não frequento.
Então, vou de notícia em notícia em busca das últimas novidades, mas como são imensas, baralho tudo, fico confuso.
Dos temas de capa por onde passei a vista, retive um que, gostosamente, partilho com os meus eventuais leitores: a Rita Ferro Rodrigues, (sabem quem é?...) anda de amores com um tal Filipe Terruta (conhecem?), que já foi namorado da Elsa Raposo e da Fernanda Serrano! Interessante, muito interessante a notícia… E importante! O rapaz deve ter a força do Tarzan, a beleza do Alain Delon, e o “charme” do Bruce Willis (está tudo na Net, não fui eu que disse…)!
É por causa de notícias assim que o preço do petróleo está sempre a subir, a subir…
“Socorro”, preciso de férias!!!
31 de julho de 2006
FERNANDO VALE
Se fosse vivo, o "Mestre que ensinou a arte de sonhar", Fernando Vale, teria feito ontem 106 anos.
25 de julho de 2006
O Francisco

O pai afirma que será o fututo "craque" do Benfica! Cá por mim, nada de pontapé na bola: o Francisco vai ser vedeta de cinema lá pelas américas, que é o sítio onde se ganha uma pipa de dólares e ainda se conseguem outras benesses . A ideia é fazer deste "galã" outro Bill Gates!!!
Pois, não faço a coisa por menos...
(Aqui para nós, não acham o Francisco parecido com o avô paterno? Xiuuuuuuuuuuu, falem baixo...).
14 de julho de 2006
“Elementar, meu caro Watson”
A minha cidade não me dá grandes motivos para uma croniqueta caseira.
Quando soube de um “caso rocambolesco”, esfreguei as mãos de contente mas, sem saber como, alguém me “roubou” a notícia; mesmo assim, não quero deixar de recorrer à grande Agatha Christie para tentar repor toda a verdade!
Como sabemos, a autora é famosa pelos seus livros policiais, daí que os “mistérios”, segundo o seu raciocínio, deixem de o ser quatrocentas ou quinhentas páginas depois do crime ter sido cometido. Foi com esta ideia fixa (desvendar o mistério!) que me preparei para encetar o relato da coisa, mas o correio electrónico trouxe-me o assunto muito bem escrito mas sem identificação do prosador.
Como sabemos, a autora é famosa pelos seus livros policiais, daí que os “mistérios”, segundo o seu raciocínio, deixem de o ser quatrocentas ou quinhentas páginas depois do crime ter sido cometido. Foi com esta ideia fixa (desvendar o mistério!) que me preparei para encetar o relato da coisa, mas o correio electrónico trouxe-me o assunto muito bem escrito mas sem identificação do prosador.
Perante tal despautério, agora só me apetecia escrever uma carta aberta para que fosse lida por quem de direito, onde procuraria defender os meus direitos, ou os direitos das minhas “fontes de informação”. Passo a explicar:
O caso a que me reporto tem a ver com um pneu (de automóvel). Um amigo, conhecedor da matéria, nem esteve de modas e logo ali, na hora, disse:
– Aí está um belo título para best-seller: “ O Crime do Pneu Furado”!
Como a novidade era só minha (pensava eu…), jamais me passou pela ideia que alguém a usurpasse e do modo como o fez. O título não foi usado, presumo não ter sido o meu amigo o “traidor” (não o tenho nesse contexto, mas enfim…).
Quanto à “estória”, como se presume, estou danado com o “roubo”da dita.
O que se passou foi muito mais grave (digo eu) do que um simples furinho no pneumático da viatura. Vejamos:
1.º Os pretensos criminosos seriam quatro e estavam na noite indevidamente. Àquela hora, quase manhã, os jardins não são locais propriamente decentes, recatados e fofos para repousar o físico; se estivéssemos a falar da alma de um qualquer romântico, ainda vá que não vá, mas não era o caso, segundo a minha “fonte”…
2.º Ao grupo deve ser acrescentada uma outra figura de mamífero, de que ninguém fala: o cão, ”Boby” de sua graça, não estava presente quando os outros animais de “duas patas” foram colocados perante a autenticidade do grave delito.
Onde estaria o “Boby”? Que teria feito, entretanto, ao abrigo da escuridão?
Face a estes relevantes pormenores, não se pode ajuizar de ânimo leve, porque o “crime”, como deixei perceber, não se limitou a um pneu vazio: anexo à roda da viatura estava um “xixi de cão”, toda a gente exalou o seu cheiro, mas isso não foi referido na notícia que alguém espalhou como um boato com perna comprida.
A quem interessou ocultar o facto?
Longe de mim insinuar ter sido A ou B o autor do nefasto delito, mas se bem conheço a estratégia mental da insigne escritora, o criminoso é facílimo de localizar… na “estória”!
Mas se as congeminações de Agatha Christie não forem suficientes, posso recorrer à “lógica científica” do mestre Sherlock Holmes que, perante as evidências, dirá:
- “Elementar, meu caro Watson”!
O caso a que me reporto tem a ver com um pneu (de automóvel). Um amigo, conhecedor da matéria, nem esteve de modas e logo ali, na hora, disse:
– Aí está um belo título para best-seller: “ O Crime do Pneu Furado”!
Como a novidade era só minha (pensava eu…), jamais me passou pela ideia que alguém a usurpasse e do modo como o fez. O título não foi usado, presumo não ter sido o meu amigo o “traidor” (não o tenho nesse contexto, mas enfim…).
Quanto à “estória”, como se presume, estou danado com o “roubo”da dita.
O que se passou foi muito mais grave (digo eu) do que um simples furinho no pneumático da viatura. Vejamos:
1.º Os pretensos criminosos seriam quatro e estavam na noite indevidamente. Àquela hora, quase manhã, os jardins não são locais propriamente decentes, recatados e fofos para repousar o físico; se estivéssemos a falar da alma de um qualquer romântico, ainda vá que não vá, mas não era o caso, segundo a minha “fonte”…
2.º Ao grupo deve ser acrescentada uma outra figura de mamífero, de que ninguém fala: o cão, ”Boby” de sua graça, não estava presente quando os outros animais de “duas patas” foram colocados perante a autenticidade do grave delito.
Onde estaria o “Boby”? Que teria feito, entretanto, ao abrigo da escuridão?
Face a estes relevantes pormenores, não se pode ajuizar de ânimo leve, porque o “crime”, como deixei perceber, não se limitou a um pneu vazio: anexo à roda da viatura estava um “xixi de cão”, toda a gente exalou o seu cheiro, mas isso não foi referido na notícia que alguém espalhou como um boato com perna comprida.
A quem interessou ocultar o facto?
Longe de mim insinuar ter sido A ou B o autor do nefasto delito, mas se bem conheço a estratégia mental da insigne escritora, o criminoso é facílimo de localizar… na “estória”!
Mas se as congeminações de Agatha Christie não forem suficientes, posso recorrer à “lógica científica” do mestre Sherlock Holmes que, perante as evidências, dirá:
- “Elementar, meu caro Watson”!
11 de julho de 2006
Boa noite!
Por sugestão de um amigo, venho dar sinal de vida. Reconheço o meu descuidado "boa noite" como cumprimento formal; enfim... mil perdões por esta prolongada ausência.Prometo voltar "às lides" em breve ( se tiver engenho e arte!), por isso, até lá!
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