9 de maio de 2006

"Má Língua"

Talvez se lembrem de certo programa da SIC que tinha o nome sugestivo de "Noite da Má Língua"!Nesse tempo, tinha tempo e via todos os tempos de antena dos quatro canais; esse tempo foi, de facto, um tempo fantástico, sobretudo pelas intervenções saborosas do eloquente MEC (recordam-se do Miguel Esteves Cardoso?).
Noites ( e dias...) assim , de má língua, há com fartura por aí fora. Então na minha cidade...
Peguei no tema, escrevi uma "croniqueta", e aqui vai parte dela, com a saborosa ilustração do amigo Paulo Ribeiro...

(...) Cidade em vias de crescimento, dirão uns, cidade sem estruturas que mereçam tal epíteto, dirão outros. Por mim, dou de barato estas e outras opiniões porque, agora, trago à liça assunto não menos importante, do meu ponto de vista; refiro-me à má-língua que campeia por cá..
Os meus (minhas) conterrâneos/as gostam de rotular as pessoas e as coisas de ânimo leve, a tal ponto que, por vezes, dou comigo a pensar se não estarei noutra era … e numa aldeia onde as comadres “fazem renda” com a vida dos vizinhos. O boato tem perna comprida, propaga-se em velocidade supersónica, e por este andar, não há rotundas e passadeiras que travem a marcha à má-língua.
Se os leitores desta “croniqueta” esperam por exemplos (que não são necessários…), tirem daí o sentido, não vou “lavar roupa suja” - apenas aproveitei o mote para dar lhe corpo (nunca “alma”!) e citar parte do que escreveu uma jovem num “artigo de opinião” em página virtual.
Diz a “Anita” (?), treze anos de gente pequena, que um dia vai ser grande:
(...) Se eu pudesse voar, ia para longe daqui, desta terra, pouco feia mas com muita maldade e gente "alcoviteira"! Então, a "catolicidade" das pessoas é incrível. (…); o que eu gostava era que, tudo aquilo que eu falo das pessoas elas falassem de mim, ou seja, NADA!!! Mas para quê lamentos? Não serve de nada…. As pessoas não vão mudar! (…) E aquele ditado "nas costas dos outros vejo as minhas", tanto o posso encarar como verdadeiro ou não (…). Concluo, assim, um GRANDE desabafo.
A “Anita” quer ser feliz na terra onde nasceu, apesar de tudo…
Eu, teimoso me confesso: a paixão tem nome de gente - é aqui que “vou ser feliz”, espero!

4 de maio de 2006

Pouco e devagar...

A vida tem tempos assim: quando há novos afazeres, a disponibilidade das horas encurta...
Assim sendo, procuro equilibar os espaços vazios na minha mente de modo a entrar num ritmo novo; depois volto à rotina (espero...) e vão sobrar minutos de qualidade para rebuscar ideias.
Nao quero, de todo, ficar sem este convívio sadio.
Escrever (aqui) pouco e devagar vai ser a constante destes próximos dias.

29 de abril de 2006

...As pessoas vieram vestidas de "abril" para ouvir os sons do "Zé " Augusto, Luís Antero, Sérgio, Vieira, Almeida Jr. e Álvaro Assunção (também autor das pinturas que ornamentam os espaços nobres... ).

Cantigas de Maio em Abril

A festa foi bonita, "pá"!

28 de abril de 2006

"Pequena que um dia vai ser grande"

Sei de uma menina com resposta pronta sempre que alguma questão lhe é posta.Um dia falei-lhe sobre o "pecado"; segundo o meu conceito do dito, "o pecado está na nossa consciência" - opinei!
Dias depois, voltei ao tema e a menina , de chofre, disse:
- Para mim o pecado é tudo aquilo que gostariamos de fazer e não fazemos porque não podemos ou não devemos!
A menina tem 13 anos, é óptima aluna, empreendedora nas coisas a que se dedica, e como "resposta pronta" para (quase) tudo, construiu o seu "blog". Convidou-me para uma visita, que fiz com gosto.
E a "Anita" escreveu:
...
"Eu, uma pequena (que um dia vai ser grande) rapariga, tenho pensamentos pequenos (mas que
um dia vão ser grandes), até porque com a minha pequena (que um dia vai ser grande) idade, não se deviam ter estes tais pequenos (que um dia vão ser grandes ) pensamentos...Toda esta pequena (que um dia vai ser grande) lógica serve para eu explicar que conheço um senhor grande (que um dia foi pequeno) que tem uma pequena (mas que para mim é grande) teoria, que consiste em que, o mundo dos "grandes"(que um dia já foram pequenos) é cheio de pequenas (mas grandes) complicações. Mas eu, com a minha pequena (mas que um dia vai ser grande) cabeça, que tem pequenos (mas que um dia vão ser grandes) pensamentos, tenho uma teoria melhor (mas não maior), que consiste em que se nós os "pequenos"(que um dia vamos ser grandes) não temos essas pequenas (mas grandes) complicações, leva-me a pensar que, se calhar não será dessas tais grandes (que um dia foram pequenas) cabeças, que tornam "coisas" (que na realidade são pequenas) numa "coisa" grande, só para ficar proporcional à sua grande cabeça?! Fica a pergunta no ar...
Termino a minha pequena (que não deixa de ser grande e boa) teoria.
Aceitam-se pequenas (mas que para mim serão grandes) sugestões...
E um pequeno (mas especial) beijinho para o tal grande (que um dia foi pequeno) senhor!****"

20 de abril de 2006

Adolfo Rocha



O distinto médico Adolfo Rocha andou pela minha serra e dela fez poesia.
Na imagem, o mobilário do seu consultório.
Falta dizer o nome com que assinou a sua obra literária (embora seja, de todo, desnecessário...) :
Miguel Torga!
.....

"Quem faz o que pode, faz o que deve" - disse

16 de abril de 2006

De novo Abril!


O cenário está pronto,
os músicos apalavrados,
e até o Vieira dirá poesia do Zeca
- tudo nos "conformes" para não esquecer as flores de Abril,
cravos , rosas,
pensamento, intervenção cívica,
barbas e cabelo comprido,
a malta da Lisnave na "cabrinha" numa "luta de classes com doses de tigres" e cerveja até fartar,
baladeiros e cantores, poetas, músicos,
greves,
Alentejo, reforma agrária,
África, retornados,
raivas, medos, amores e desamores,
paises novos,
sangue, lágrimas...
Eu sou um pouco de tudo isto neste Abril sem dono.
A festa promete!

10 de abril de 2006

O belo do "todo"

Gosto de visitar algumas páginas deste universo de partilha de ideias e imagens.
Uns dias pareço viajante sem destino certo!
Outras vezes basta-me apenas uma (página) e fico cheio do belo que emerge das palavras.
O cinzel, nestes casos, utilizado por mãos de mestre, honra o Grande Arquitecto do Universo - somos parte desse todo.
________
À memória do Ir.'. Fernando Vale, que me honrou com a sua sabedoria e amizade fraterna.
O dia de todas as lembranças...

5 de abril de 2006

"Memórias"


A noite está demasiado sossegada.
A minha cidade tem muitas noites como esta, recolhe-se cedo, mas aqui, no meu "universo", de tecto negro e paredes claras onde repousam quadros do Rui Monteiro, iluminados por luz branca e directa, o som que me chega aos ouvidos vem do dedilhar das cordas das violas. São dois os artistas, dois os instrumentos: uma Fender e uma Ovation que se completam como dois amantes apaixonados; à suavidade das cordas de nylon sobrepôe-se o timbre do aço no solo de peças musicais tão clássicas quanto a minha mente consegue catalogar no tempo: "Guitar Tango", "Apache", "The Savage"... e mais e mais!!!
Os " Shadows" foram e são o meu grupo musical de eleição e deles guardo "quase tudo", desde os primórdios dos seus verdes anos à década de oitenta - outra época de ouro nos arranjos de "Themes & Dreams", por exemplo.
Só o Hank Marvin poderia fazer, agora, com que me sentisse jovial no sossego do meu mundo e num tempo "quase perfeito"!
...O Sérgio e o "Zé" Augusto às vezes têm destas memórias entre dois whisky's.
Se a capicua aqui estivesse, havia de sorrir com o solo romântico de "Midnight"...

31 de março de 2006

Imaginário

...cores do Rui Monteiro (Solo)
*
Um dia a Ângela poderá fotografar um quadro nunca visto:
cores do Rui Monteiro,
música do Rui Marques e
palavras da Raquel
farão salientar o imaginário da rosa vermelha a sorrir para a raposinha!

30 de março de 2006


Agora eu sou a rosa! A raposinha gosta delas vermelhas...
*
(gentileza de um "ritualista" a merecer uma visita em www.tibeu.blogs.sapo.pt)

29 de março de 2006

Se eu fosse a "rosa", também havia de sorrir...

Na minha cidade há um jardim com uma roseira ao meio;
de tão pequeno no formato, o jardim mais parece um canteiro.
Mas é um jardim
porque todas as roseiras crescem em jardins e nunca em canteiros
- os canteiros não merecem uma rosa que seja, quanto mais uma roseira com uma dúzia ( ou mais!) de rosas da mesma cor!
No jardim ,
que mais parece um canteiro,
não existe nenhum sinal proibitivo
que me iniba de saltar por cima de uns arbustos mal tratados
e surripiar uma rosa da roseira
que está no meio do jardim
( que mais parece um canteiro...).
E foi isso que fiz, numa noite de Agosto.
A rosa sorriu
e ficou feliz por ter ido parar às mãos da raposinha!
Se eu fosse a rosa, também havia de sorrir...


26 de março de 2006

A "ratoeira"

Isto de andar a "pregar" aos quatro ventos que a "falta de coerência do homem é o seu pior defeito", e que o Torga disse um dia que quem faz o que pode faz o que deve, deixa-me num beco sem saída, portanto:
1º. tenho de ser "coerente" e responder ao desafio de "Outro Olhar" - uma verdadeira "ratoeira", convenhamos!
2º. se o Torga é um dos meus "gurus", há que ser fiel aos seus valores e princípios: "farei o que posso, para fazer o que devo"...
Comecemos, então, pelos quatro empregos que tive na vida.
Naturalmente, estudante, embora isso não possa ser considerado um "emprego", mas sempre foi um começo na aprendizagem das coisas da vida. A sério a sério foi a minha primeira experiência profissional como decorador de montras (que acumulava com o liceu), depois fui funcionário público , militar "à força durante três anos e meio" ( a tropa seria mesmo "um" emprego?), chefe de secção, mas de tudo quanto tenho feito na vida, o jornalismo foi (é!) a minha grande paixão.
Quatro filmes que posso ver de novo. Hummmmmm.... deixem-me ser romântico (mas não "trôpego"...) e nostálgico : "Música no coração", o nosso "Costa do Castelo", e outros mais velhotes: "A Verdade" e "Bocaccio 70".
Quatro sítios onde vivi. A aldeia onde nasci - marco importante pelas recordações de infância. Fui Homem em Moçambique e isso diz tudo sobre outra paixão (Lourenço Marques, Inhambane,Xai Xai...)!
As Séries de Televisão que não perco. Pois..."Sic Notícias", "RTP N", "Travel" e... "RTP Memória". Sempre ao corrente do que se passa no mundo; no "Travel" não há guerras de homens, e nas "memórias"... é bom saber que "vivi" isto e aquilo e, em alguns casos, até fui interveniente directo em coisitas que revejo com "raiva" ou prazer, depende...
Quatro sítios onde estive de férias.Toronto, Jerusalém, Paris e... Pomene (Moçambique, claro...).
Os meus pratos favoritos.Camarão, camarão, camarão.... e um cozido à portuguesa também
não é mau!Ah... e uma iguaria da minha lavra também é de comer e chorar por mais: "Princesinha"!
Quatro websites que visito todos os dias.Moçambique: "MGM", "Rogertutinegra"e "Imensis". Deste lado do mundo, a verdadeira bíblia do Desporto: "A Bola". Sempre!
Quatro sítios onde gostaria de estar (voltar) agora: em qualquer lugar de Moçambique, às cataratas do Niágara, e à Catedral de Colónia; por cá, talvez...Vila Nova de Milfontes e ao barquinho da São para um passeio em águas mansas, de preferência na companhia da minha "capicua"...
Visto ter "desnudado" parte da alma em liberdade (de pensamento), vou além do "obrigatório" e penso numa mão cheia de amizades, sem as quais a minha existência seria mais pobre.
- Pensei!...
Agora, convidar "bloguistas" que possam dar continuidade a esta espécie de "corrente".... sei lá, mas se a "Memória de Elefante", "Voando por aí", "Sereno Violino", "Outros sons","...SE numa noite de Inverno" e "Fases da lua" aceitarem, ganhava a aposta que acabei de fazer comigo mesmo.
Veremos quem "vence": eu, ou ...eu!!!