16 de abril de 2006

De novo Abril!


O cenário está pronto,
os músicos apalavrados,
e até o Vieira dirá poesia do Zeca
- tudo nos "conformes" para não esquecer as flores de Abril,
cravos , rosas,
pensamento, intervenção cívica,
barbas e cabelo comprido,
a malta da Lisnave na "cabrinha" numa "luta de classes com doses de tigres" e cerveja até fartar,
baladeiros e cantores, poetas, músicos,
greves,
Alentejo, reforma agrária,
África, retornados,
raivas, medos, amores e desamores,
paises novos,
sangue, lágrimas...
Eu sou um pouco de tudo isto neste Abril sem dono.
A festa promete!

10 de abril de 2006

O belo do "todo"

Gosto de visitar algumas páginas deste universo de partilha de ideias e imagens.
Uns dias pareço viajante sem destino certo!
Outras vezes basta-me apenas uma (página) e fico cheio do belo que emerge das palavras.
O cinzel, nestes casos, utilizado por mãos de mestre, honra o Grande Arquitecto do Universo - somos parte desse todo.
________
À memória do Ir.'. Fernando Vale, que me honrou com a sua sabedoria e amizade fraterna.
O dia de todas as lembranças...

5 de abril de 2006

"Memórias"


A noite está demasiado sossegada.
A minha cidade tem muitas noites como esta, recolhe-se cedo, mas aqui, no meu "universo", de tecto negro e paredes claras onde repousam quadros do Rui Monteiro, iluminados por luz branca e directa, o som que me chega aos ouvidos vem do dedilhar das cordas das violas. São dois os artistas, dois os instrumentos: uma Fender e uma Ovation que se completam como dois amantes apaixonados; à suavidade das cordas de nylon sobrepôe-se o timbre do aço no solo de peças musicais tão clássicas quanto a minha mente consegue catalogar no tempo: "Guitar Tango", "Apache", "The Savage"... e mais e mais!!!
Os " Shadows" foram e são o meu grupo musical de eleição e deles guardo "quase tudo", desde os primórdios dos seus verdes anos à década de oitenta - outra época de ouro nos arranjos de "Themes & Dreams", por exemplo.
Só o Hank Marvin poderia fazer, agora, com que me sentisse jovial no sossego do meu mundo e num tempo "quase perfeito"!
...O Sérgio e o "Zé" Augusto às vezes têm destas memórias entre dois whisky's.
Se a capicua aqui estivesse, havia de sorrir com o solo romântico de "Midnight"...

31 de março de 2006

Imaginário

...cores do Rui Monteiro (Solo)
*
Um dia a Ângela poderá fotografar um quadro nunca visto:
cores do Rui Monteiro,
música do Rui Marques e
palavras da Raquel
farão salientar o imaginário da rosa vermelha a sorrir para a raposinha!

30 de março de 2006


Agora eu sou a rosa! A raposinha gosta delas vermelhas...
*
(gentileza de um "ritualista" a merecer uma visita em www.tibeu.blogs.sapo.pt)

29 de março de 2006

Se eu fosse a "rosa", também havia de sorrir...

Na minha cidade há um jardim com uma roseira ao meio;
de tão pequeno no formato, o jardim mais parece um canteiro.
Mas é um jardim
porque todas as roseiras crescem em jardins e nunca em canteiros
- os canteiros não merecem uma rosa que seja, quanto mais uma roseira com uma dúzia ( ou mais!) de rosas da mesma cor!
No jardim ,
que mais parece um canteiro,
não existe nenhum sinal proibitivo
que me iniba de saltar por cima de uns arbustos mal tratados
e surripiar uma rosa da roseira
que está no meio do jardim
( que mais parece um canteiro...).
E foi isso que fiz, numa noite de Agosto.
A rosa sorriu
e ficou feliz por ter ido parar às mãos da raposinha!
Se eu fosse a rosa, também havia de sorrir...


26 de março de 2006

A "ratoeira"

Isto de andar a "pregar" aos quatro ventos que a "falta de coerência do homem é o seu pior defeito", e que o Torga disse um dia que quem faz o que pode faz o que deve, deixa-me num beco sem saída, portanto:
1º. tenho de ser "coerente" e responder ao desafio de "Outro Olhar" - uma verdadeira "ratoeira", convenhamos!
2º. se o Torga é um dos meus "gurus", há que ser fiel aos seus valores e princípios: "farei o que posso, para fazer o que devo"...
Comecemos, então, pelos quatro empregos que tive na vida.
Naturalmente, estudante, embora isso não possa ser considerado um "emprego", mas sempre foi um começo na aprendizagem das coisas da vida. A sério a sério foi a minha primeira experiência profissional como decorador de montras (que acumulava com o liceu), depois fui funcionário público , militar "à força durante três anos e meio" ( a tropa seria mesmo "um" emprego?), chefe de secção, mas de tudo quanto tenho feito na vida, o jornalismo foi (é!) a minha grande paixão.
Quatro filmes que posso ver de novo. Hummmmmm.... deixem-me ser romântico (mas não "trôpego"...) e nostálgico : "Música no coração", o nosso "Costa do Castelo", e outros mais velhotes: "A Verdade" e "Bocaccio 70".
Quatro sítios onde vivi. A aldeia onde nasci - marco importante pelas recordações de infância. Fui Homem em Moçambique e isso diz tudo sobre outra paixão (Lourenço Marques, Inhambane,Xai Xai...)!
As Séries de Televisão que não perco. Pois..."Sic Notícias", "RTP N", "Travel" e... "RTP Memória". Sempre ao corrente do que se passa no mundo; no "Travel" não há guerras de homens, e nas "memórias"... é bom saber que "vivi" isto e aquilo e, em alguns casos, até fui interveniente directo em coisitas que revejo com "raiva" ou prazer, depende...
Quatro sítios onde estive de férias.Toronto, Jerusalém, Paris e... Pomene (Moçambique, claro...).
Os meus pratos favoritos.Camarão, camarão, camarão.... e um cozido à portuguesa também
não é mau!Ah... e uma iguaria da minha lavra também é de comer e chorar por mais: "Princesinha"!
Quatro websites que visito todos os dias.Moçambique: "MGM", "Rogertutinegra"e "Imensis". Deste lado do mundo, a verdadeira bíblia do Desporto: "A Bola". Sempre!
Quatro sítios onde gostaria de estar (voltar) agora: em qualquer lugar de Moçambique, às cataratas do Niágara, e à Catedral de Colónia; por cá, talvez...Vila Nova de Milfontes e ao barquinho da São para um passeio em águas mansas, de preferência na companhia da minha "capicua"...
Visto ter "desnudado" parte da alma em liberdade (de pensamento), vou além do "obrigatório" e penso numa mão cheia de amizades, sem as quais a minha existência seria mais pobre.
- Pensei!...
Agora, convidar "bloguistas" que possam dar continuidade a esta espécie de "corrente".... sei lá, mas se a "Memória de Elefante", "Voando por aí", "Sereno Violino", "Outros sons","...SE numa noite de Inverno" e "Fases da lua" aceitarem, ganhava a aposta que acabei de fazer comigo mesmo.
Veremos quem "vence": eu, ou ...eu!!!

22 de março de 2006

"Estórias" (3)

O Lidington ( perdi o primeiro nome, mas arrisco Luís, e calculo que é hoje Chefe dos Escuteiros...), ao fim de semana, dava boleia no seu Volkswagen a três recrutas. Do alto da sua "sabedoria" ( que a tinha...) filosofava palavras rebuscadas enquanto dava fumaças no cachimbo. Uma vez, empolgado com o monólogo, acendeu o fornilho, encheu a peitaça de fumo e, descontraidamente, atirou o cachimbo pela janela e ficou com o pau de fósforo na mão...
Depois... os quatro soldados do Exército Português foram "apanhados" de cócoras no meio do capim pelo Comandante da Companhia... em busca do cachimbo perdido.

Eu, "poeta"

"... - Olá, bom dia! - disse ele.
Era um jardim cheio de rosas.
- Olá, bom dia! - disseram as rosas..."
( O Principezinho)
*

21 de março de 2006

Se eu fosse poeta...

Hoje, se eu fosse poeta, a Mulher seria o poema da minha vida porque...

"...nasci de uma mulher,
fui criado por duas,
e vivo em função de três".


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Natália Ana Rita, com amor
(no Dia Mundial da Poesia)

18 de março de 2006

"Estórias" (2)

Levei os dois irmãos ao futebol. O Hugo, aluno da escola primária, estava encantado com o ambiente de festa. Mal o jogo começa, pergunta ao irmão, uns anitos mais velho:
- Mano, eles "mudam de campo aos quantos"?

17 de março de 2006

"Estórias" (1)

Na entrada do prédio onde em tempos morei, havia uns vasos enormes com plantas naturais. Um dia, o Nuno ( Carlo), que teria uns seis anitos, disse-me que ia semear caroços de laranja num dos vasos. Incentivei-o, mas reparei com surpresa que recuou na ideia:
- Pois é, pai, mas depois as pessoas roubam-me as laranjas...

13 de março de 2006

"INSOMNIA" com "memória de elefante"!

Quando o tempo permite, ando por aí, viajo pelos pelos "blogs" dos amigos que me visitam, descubro outros, e não posso deixar de os acrescentar aos meus favoritos quando de facto me revejo naquilo que leio.
Certo dia "descobri" uma senhorinha com veia de artista. Imagino-a esculpindo a pedra bruta; perante uma tela vazia adivinho-a na fimeza do traço, nas cores fortes; acredito que seja capaz de escrever suave melodia para piano e orquestra, um requiem...
Enquanto não lhe conheço (as) outras virtudes, encanto-me com as "meias palavras nas entrelinhas" de cada texto.
Entre a tristeza e a nostalgia, sorri - sente-se! Depois, o "secreto dos seus segredos " parece ter características de um vulcão prestes a explodir...
Mais cedo do que imagino, compro o " livro" e peço à Raquel um autógrafo com dedicatória...