31.3.06

Imaginário

...cores do Rui Monteiro (Solo)
*
Um dia a Ângela poderá fotografar um quadro nunca visto:
cores do Rui Monteiro,
música do Rui Marques e
palavras da Raquel
farão salientar o imaginário da rosa vermelha a sorrir para a raposinha!

30.3.06


Agora eu sou a rosa! A raposinha gosta delas vermelhas...
*
(gentileza de um "ritualista" a merecer uma visita em www.tibeu.blogs.sapo.pt)

29.3.06

Se eu fosse a "rosa", também havia de sorrir...

Na minha cidade há um jardim com uma roseira ao meio;
de tão pequeno no formato, o jardim mais parece um canteiro.
Mas é um jardim
porque todas as roseiras crescem em jardins e nunca em canteiros
- os canteiros não merecem uma rosa que seja, quanto mais uma roseira com uma dúzia ( ou mais!) de rosas da mesma cor!
No jardim ,
que mais parece um canteiro,
não existe nenhum sinal proibitivo
que me iniba de saltar por cima de uns arbustos mal tratados
e surripiar uma rosa da roseira
que está no meio do jardim
( que mais parece um canteiro...).
E foi isso que fiz, numa noite de Agosto.
A rosa sorriu
e ficou feliz por ter ido parar às mãos da raposinha!
Se eu fosse a rosa, também havia de sorrir...


26.3.06

A "ratoeira"

Isto de andar a "pregar" aos quatro ventos que a "falta de coerência do homem é o seu pior defeito", e que o Torga disse um dia que quem faz o que pode faz o que deve, deixa-me num beco sem saída, portanto:
1º. tenho de ser "coerente" e responder ao desafio de "Outro Olhar" - uma verdadeira "ratoeira", convenhamos!
2º. se o Torga é um dos meus "gurus", há que ser fiel aos seus valores e princípios: "farei o que posso, para fazer o que devo"...
Comecemos, então, pelos quatro empregos que tive na vida.
Naturalmente, estudante, embora isso não possa ser considerado um "emprego", mas sempre foi um começo na aprendizagem das coisas da vida. A sério a sério foi a minha primeira experiência profissional como decorador de montras (que acumulava com o liceu), depois fui funcionário público , militar "à força durante três anos e meio" ( a tropa seria mesmo "um" emprego?), chefe de secção, mas de tudo quanto tenho feito na vida, o jornalismo foi (é!) a minha grande paixão.
Quatro filmes que posso ver de novo. Hummmmmm.... deixem-me ser romântico (mas não "trôpego"...) e nostálgico : "Música no coração", o nosso "Costa do Castelo", e outros mais velhotes: "A Verdade" e "Bocaccio 70".
Quatro sítios onde vivi. A aldeia onde nasci - marco importante pelas recordações de infância. Fui Homem em Moçambique e isso diz tudo sobre outra paixão (Lourenço Marques, Inhambane,Xai Xai...)!
As Séries de Televisão que não perco. Pois..."Sic Notícias", "RTP N", "Travel" e... "RTP Memória". Sempre ao corrente do que se passa no mundo; no "Travel" não há guerras de homens, e nas "memórias"... é bom saber que "vivi" isto e aquilo e, em alguns casos, até fui interveniente directo em coisitas que revejo com "raiva" ou prazer, depende...
Quatro sítios onde estive de férias.Toronto, Jerusalém, Paris e... Pomene (Moçambique, claro...).
Os meus pratos favoritos.Camarão, camarão, camarão.... e um cozido à portuguesa também
não é mau!Ah... e uma iguaria da minha lavra também é de comer e chorar por mais: "Princesinha"!
Quatro websites que visito todos os dias.Moçambique: "MGM", "Rogertutinegra"e "Imensis". Deste lado do mundo, a verdadeira bíblia do Desporto: "A Bola". Sempre!
Quatro sítios onde gostaria de estar (voltar) agora: em qualquer lugar de Moçambique, às cataratas do Niágara, e à Catedral de Colónia; por cá, talvez...Vila Nova de Milfontes e ao barquinho da São para um passeio em águas mansas, de preferência na companhia da minha "capicua"...
Visto ter "desnudado" parte da alma em liberdade (de pensamento), vou além do "obrigatório" e penso numa mão cheia de amizades, sem as quais a minha existência seria mais pobre.
- Pensei!...
Agora, convidar "bloguistas" que possam dar continuidade a esta espécie de "corrente".... sei lá, mas se a "Memória de Elefante", "Voando por aí", "Sereno Violino", "Outros sons","...SE numa noite de Inverno" e "Fases da lua" aceitarem, ganhava a aposta que acabei de fazer comigo mesmo.
Veremos quem "vence": eu, ou ...eu!!!

22.3.06

"Estórias" (3)

O Lidington ( perdi o primeiro nome, mas arrisco Luís, e calculo que é hoje Chefe dos Escuteiros...), ao fim de semana, dava boleia no seu Volkswagen a três recrutas. Do alto da sua "sabedoria" ( que a tinha...) filosofava palavras rebuscadas enquanto dava fumaças no cachimbo. Uma vez, empolgado com o monólogo, acendeu o fornilho, encheu a peitaça de fumo e, descontraidamente, atirou o cachimbo pela janela e ficou com o pau de fósforo na mão...
Depois... os quatro soldados do Exército Português foram "apanhados" de cócoras no meio do capim pelo Comandante da Companhia... em busca do cachimbo perdido.

Eu, "poeta"

"... - Olá, bom dia! - disse ele.
Era um jardim cheio de rosas.
- Olá, bom dia! - disseram as rosas..."
( O Principezinho)
*

21.3.06

Se eu fosse poeta...

Hoje, se eu fosse poeta, a Mulher seria o poema da minha vida porque...

"...nasci de uma mulher,
fui criado por duas,
e vivo em função de três".


___________________

Natália Ana Rita, com amor
(no Dia Mundial da Poesia)

18.3.06

"Estórias" (2)

Levei os dois irmãos ao futebol. O Hugo, aluno da escola primária, estava encantado com o ambiente de festa. Mal o jogo começa, pergunta ao irmão, uns anitos mais velho:
- Mano, eles "mudam de campo aos quantos"?

17.3.06

"Estórias" (1)

Na entrada do prédio onde em tempos morei, havia uns vasos enormes com plantas naturais. Um dia, o Nuno ( Carlo), que teria uns seis anitos, disse-me que ia semear caroços de laranja num dos vasos. Incentivei-o, mas reparei com surpresa que recuou na ideia:
- Pois é, pai, mas depois as pessoas roubam-me as laranjas...

13.3.06

"INSOMNIA" com "memória de elefante"!

Quando o tempo permite, ando por aí, viajo pelos pelos "blogs" dos amigos que me visitam, descubro outros, e não posso deixar de os acrescentar aos meus favoritos quando de facto me revejo naquilo que leio.
Certo dia "descobri" uma senhorinha com veia de artista. Imagino-a esculpindo a pedra bruta; perante uma tela vazia adivinho-a na fimeza do traço, nas cores fortes; acredito que seja capaz de escrever suave melodia para piano e orquestra, um requiem...
Enquanto não lhe conheço (as) outras virtudes, encanto-me com as "meias palavras nas entrelinhas" de cada texto.
Entre a tristeza e a nostalgia, sorri - sente-se! Depois, o "secreto dos seus segredos " parece ter características de um vulcão prestes a explodir...
Mais cedo do que imagino, compro o " livro" e peço à Raquel um autógrafo com dedicatória...

11.3.06

"Medos"?


No silêncio a que tenho direito, "ouço o grito" da pintora moçambicana Bertina Lopes.

9.3.06

"O rei ia nu"!!!

Dr. Mário Soares: inacreditável a falta de sentido democrático, hoje, na Casa da República!

"Cocktail"

A Isabel trouxe uma amiga, escolheram uma mesa de canto e pediram uma cerveja e um cocktail; o taberneiro sugeriu "Abadia", servida no cálice característico da marca, e sobre as "misturas" falou das suas invenções. A amiga da Isabel pediu coisa desconhecida(?), mas adiantou que o composto levava vinho tinto aquecido, uma rodela de laranja, um pouco de canela e uma pitada de cravinho - de fácil preparo, acrescentou.
- Intragável - pensei.
Vieram as bebidas e a Isabel, sorridente e bem disposta, sugeriu que provasse a mistela, o que fiz por simpatia.
Para o meu palato, simplesmente horrível!...
Não dei parte de fraco, corri à copa e bebi um enorme copo de água.
A noite ia alta.
Depois de saborear com deleite a beberagem, a amiga da Isabel pagou a conta e saiu.
A Isabel ficou no mesmo lugar, mas à segunda cerveja, decidiu-se pelo balcão e por ali ficámos em amema conversa.
Procurei ser bom ouvinte de estórias intermináveis, sem comentários: ontem era a noite de "todos" os desbafos!
Veio outra cerveja.
Falámos de terras no "fim do mundo", de viagens feitas, de sítios que "adorávamos conhecer", de amores e desamores...
A Isabel deixou de olhar de frente, e quando voltou a fazê-lo, trazia os olhos molhados, não sorria, como sempre faz...
A hora era tardia - concluimos que o momento era o menos próprio para recordações que se desejam perdidas e esquecidas. Para sempre!
Ponto final.
.... E fiquei sem saber o nome do cocktail que, pelos vistos, é típico de paises frios, como a Holanda - é o que me diz a Rita, "farta de água" e cansada da neve!
Para estas duas amigas, o " sol português não as deixa" voltar às origens!...
...
No próximo serão, pode ser que outro cocktail seja mais saboroso...

4.3.06

Pé de dança

Acordei na confusão de um sonho onde as personagens eram díspares entre si: havia soldados romanos trajados de capa e batina, estudantes disfarçados de camponeses, os
políticos eram querubins e o povo anónimo, com a máscara de sempre, dançava embriagado pelo som da banda filarmónica – os músicos, não mais de uma vintena, vestiam com o rigor de um traje marcial.
Eu era mero espectador num espaço de todo desconhecido, mas tinha a consciência de “estar em casa”e aprestava-me para entrar no baile com uma moçoila que, desde o início do sonho, me fazia negaças com o olhar.
- A menina dança? – perguntei gentil, mas com o frenesi próprio da ocasião.
Entretanto, despertei!
A cena passava-se em Ulveira do Espital ou na cidade que agora se conhece?
A que propósito surgia um sonho alegre, contagiante ?
Os sonhos têm explicação lógica ou enquadramento real?
- Ah… o Carnaval, raciocinei – e tudo ficou mais claro, até os “disfarces”!
Naquela noite tinha privado com três “bruxinhas”, um Maio disfarçado em “duende” e o acólito Al Bano. Não fora festança de cansar, mas deu para sorrir, rir e gargalhar durante uma hora bem contada. Portanto, tudo se resumiu a brincadeiras de ocasião. Os bares e cafés encerraram portas às duas da madrugada – ainda a noite começava a espreguiçar-se – não houve tempo para mais. Por isso o sonho!
A “minha” cidade tem noites assim, “curtas de pequenas que são “ (o que contraria a vontade de a sentirmos vibrante e nada amorfa), deita-se cedo dia após dia, em qualquer altura do ano, e não há santo milagreiro que a salve desta desdita.
(...) Já divaguei que baste – vou tentar voltar ao sono. Pode ser que ainda dê um pé de dança.

1.3.06

Chegou o Francisco!


Recebi uma mensagem que partilho, com muito gosto:
-"Olá, eu sou o Francisco e nasci no dia 24 às 23 h e 15 m com 2,65 kgs.Era só para nascer para o mês que vem, mas adiantei o serviço para ver o Benfica/Porto.Quando quiserem, apareçam lá em casa. Eu, a mamã Lurdes e o papá Carlo vamos gostar de os ver ".
A feliz notícia deixa perceber que os babados papás querem fazer do Francisco um adepto do futebol, e quanto ao clube... só podem vesti-lo de vermelho!
Por mim, faço outra leitura da mensagem: o Francisco veio brincar ao Carnaval, por isso chegou "mais cedo"!
Quanto ao jogo da bola, não creio: o Francisco tem dedos de pianista e é bonitão, o que deixa toda a família de sorriso rasgado! (Aqui pra nós: o Francisco é parecido com o avô paterno, mas não comentem com ninguém, não vá o compadre Manuel ficar enciumado...)
Meninas... cuidem-se!!!
Ah, falta a morada: na Lousã é só perguntarem pelo Francisco, qualquer pessoa indica onde fica a casa da família...